sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

De e para os aeroportos de Paris

Uma listinha com as opções de transporte de e para o CDG e o Orly. As pessoas enchem os metrôs e ônibus de malas, isso é perfeitamente normal, no máximo pode haver dificuldade para entrar no metrô em horários de pico, o que é bastante compreensível. Portanto, planejamento é essencial ;)

Quanto ao Charles de Gaulle, as opções são as seguintes:

RER B: trem que vai direto à Paris, passando por stations como Gare du Nord, Châtelet, Saint Michel-Notre Dame e Denfert-Rochereau. O ticket é o das zonas 1-5 e custa €8,40. Se você precisar fazer conexão com algum metrô até seu local de hospedagem, é uma boa saída. Aliás, você pode checar seu itinerário online aqui. É o meio que eu uso.


Cars Air France: ônibus climatizados e mais confortáveis. Passam a cada 30 minutos nos pontos (entre de cerca de 6 e 23 horas) e servem os terminais 1 e 2 do CDG diretamente, para o 3 é necessário descer no terminal 1 e pegar a navette CDGVAL gratuita. O ticket é comprado no próprio ônibus.


Ligne 2: Étoile-Porte Maillot – CDG. Ponto no Boulevard Gouvion St Cyr, station de metrô Porte Maillot. Tarifa simples: €15, ida e volta €24, crianças (2 a 11 anos) €7,50, desconto de 15% na tarifa simples para grupos de 4 pessoas ou mais.

Ligne 3: Aéroport d’Orly – CDG. Tarifa simples: €19, crianças (2 a 11 anos) €9,50, desconto de 15% na tarifa simples para grupos de 4 pessoas ou mais.

Ligne 4: Gare Montparnasse ou Gare de Lyon – CDG. Ponto na Rue du commandant Mouchotte, station Gare Montparnasse, e no 20 bis boulevard Diderot, station Porte Maillot. Tarifa simples €16,50, ida e volta €27, crianças (2 a 11 anos) €8,00, desconto de 15% na tarifa simples para grupos de 4 pessoas ou mais.


Roissybus: até a Opéra Garnier, serve os terminais 1, 2 e 3 do CDG. Passa de 15 em 15 minutos até as 19 horas, depois disso, a cada 20 ou 30 minutos. O serviço é oferido até às 23 horas e custa €8,90.


Táxi: há táxis o suficiente no aeroporto, realmente não é necessário reservar com antecedência. Uma corrida até o centre-ville custa em média €50 (à noite, das 19 às 7 h, domingos e feriados, adicione 15%).


Carros contratados: conheci o serviço de apenas uma empresa, da qual nem me lembro o nome. Se é sua primeira vez em Paris, saiba que o aeroporto é enorme e pode te pregar algumas peças, como simplesmente o serviço que você contratou não estar na saída do seu desembarque e você não encontrá-lo. Acredito que um táxi pego na hora é a melhor solução, não se deixe levar pela economia de €20, que você pode acabar pagando mais caro.

Ainda há alguns ônibus, como o 350 (sai da Gare de l’Est) e o 351 (sai de Nation), que vão até Roissypôle, e de lá pega-se uma navette até os terminais do aeroporto. Eu acho o RER B mais fácil, mas depende de onde você estiver.


Quanto ao Orly, um aeroporto pequeno e mais próximo de Paris do que o CDG:


Orlybus: Serve os terminais Orly Sud e Orly Ouest, partindo da Place Denfert-Rochereau das 5:35 às 23:00. O trajeto dura cerca de meia hora e custa €6,30. É o meio que eu uso.


Cars Air France
:

Ligne 1: Invalides-Gare Montparnasse – Aéroport d’Orly. Ponto na rue du commandant Mouchotte, station Gare Montparnasse, e rue Esnault Pelterie, station Invalides. Tarifa simples €11,50, ida e volta €18,50, crianças (2 a 11 anos) €5,50, desconto de 15% na tarifa simples para grupos de 4 pessoas ou mais.


Ligne 1*: Etoile-Gare Montparnasse – Aéroport d’Orly. Ponto na rue du commandant Mouchotte, station Gare Montparnasse, e no 1 Avenue Carnot, station Charles de Gaulle Etoile. Tarifa simples €11,50, ida e volta €18,50, crianças (2 a 11 anos) €5,50, desconto de 15% na tarifa simples para grupos de 4 pessoas ou mais.

Ligne 3: Aéroport d’Orly – CDG. Tarifa simples: €19, crianças (2 a 11 anos) €9,50, desconto de 15% na tarifa simples para grupos de 4 pessoas ou mais.


RER C
: até Pont de Rugis+Aéroport d’Orly, depois uma navette até o aeroporto. €6,10.


RER B: até Anthony, depois pegar o ônibus Orlyval até o aeroporto. €9,60.


Assim como para o CDG, há alguns ônibus que servem o Orly, como o 183 (de Porte de Choisy), o 292 (de Rungis) e o 285 (de Villejuif-Louis Aragon). Esses ônibus saem bem mais barato, afinal, é o preço apenas do ticket simples (€1,60 ou €1,14 com o carnet de 10 tickets), mas eles demoram uma eternidade. Prefiro o Orlybus, mas, novamente, vai de onde você estiver.


É importante observar que a duração indicada do trajeto é a média, e imprevistos, como as morféticas greves de transportes, transformam a cidade num caos. Eu já levei 1 hora e meia para chegar até o Orly com o Orly Bus numa sexta-feira, portanto atentem para eventuais congestionamentos ;)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Transportes em Paris

Uma amiga está vindo para a Europa e me pediu algumas dicas de Paris (oi, Tirza!), e como eu já recebi essas perguntas antes, resolvi deixar num post para quem mais precisar. Porque mesmo não tendo uma coleção de memórias adoráveis, eu vivi lá por quase um ano e continuo viajando com bastante frequência, então posso dizer que conheço a cidade mais do que gostaria.

Antes de mais nada, calma, as experiências relatadas no post anterior não são tão frequentes (comigo acontece o tempo todo, vamos torcer para sua sorte ser diferente). Mas certamente você terá histórias pitorescas para contar.

Enfim, as máquinas de tickets são multilingues, então eventualmente as pessoas se acham. Escreverei este post com as opções de transportes para facilitar, e também para economizar, porque muitas pessoas costumam subestimar o custo do transporte local no seu budget, e isso acaba saindo caro.

Paris e o banlieu são divididos em zonas. Para a cidade em si, você precisará de ticket para as zonas 1 e 2 (é o básico), para Versailles, da zona 4, para o Charles de Gaulle e a EuroDisney, zona 5.



Começando pelos tickets individuais:

Zona 1-2 € 1,60 / Carnet de 10 tickets € 11,40
Zona 1-3 € 2,20
Zona 1-4 € 2,90
Zona 1-5 € 8,40 (esse quebra a perna, não?)

Não importa o número de conexões que você fizer dentro das zonas do seu bilhete, você usa um bilhete e o reinsere nas catracas a cada troca (isso, claro, até seu destino final, depois de sair de uma estação, acaba a festa). Maaaas, isso não é válido para os trajetos que envolvam metrô+ônibus (1 ticket para o metrô, outro para o ônibus).

Não deixe seus tickets junto a moedas, pois eles desmagnetizam e você terá de trocá-los no guichet de venda. No caso do seu passe não funcionar, peça ajuda ao funcionário mais próximo! E se você não fala francês, prepare-se, pois eles são realmente chatos com quem fala apenas inglês. Neste caso, arme-se do seu maior sorriso, use um s’il vous plaît e gesticule. Ou arrisque um « excusez-moi, mon ticket ne marche pas » (esküzê moá, mon tiquê nê márche pa – com licença, meu ticket não funciona).

Os tickets para vários dias são dois para quem não mora ou trabalha em Île-de-France:


Passe Navigo Découverte (antiga Carte Orange): você precisará preencher um formulário, entregar uma foto (2,5 cm X 3 cm) e pagar a taxa de €5. Feita nas agências RATP, presentes nas principais stations (como place d’Italie, Charles de Gaulle-Etoile e Châtelet-Les Halles) e gares (como a Gare du Nord) – você encontra a lista completa de 28 agências aqui.




Tarifas semanais:

Zonas 1-2: €16,80
Zonas 1-3: €22,30
Zonas 1-4: €27,50
Zonas 1-5: €33,00

Atenção: este passe é válido durante a semana, de segunda a domingo, e não por uma semana. Então se você chegar numa sexta, por exemplo, dificilmente vai compensar, mas comprando-o no início da semana é bem vantajoso.

Lembre-se de validá-lo na entrada de todos os transportes, mesmo dos ônibus.



Paris Visite: para 1, 2, 3 ou 5 dias consecutivos, pode ser comprado em todas as estações de metrô e RER e nos aeroportos. É composto de um cartão e um cupom, no qual você deve preencher o número de série do cupom e a data da primeira utilização.




Zonas 1-3: 1 dia €8,80; 2 dias €14,40; 3 dias €19,60; 5 dias €28,30.
Zonas 1-6: 1 dia €18,50; 2 dias €28,30; 3 dias €39,70; 5 dias €48,40.

Este ticket dá direito a desconto na entrada de alguns lugares, como: 20% no Arco do Triunfo e no Panthéon, 25% nos barquinhos para atravessar o Seine. Os demais você verifica aqui.

Uma simulação para demonstrar os valores: supondo que você chegue numa terça e parta num sábado, pelo aeroporto CDG, e visite Versailles. Querendo conhecer bem a cidade, passeando a pé, você gastará, vamos supor, 3 ou 4 tickets por dia (mesmo porque a melhor forma de conhecer uma cidade é andando por ela).

Tickets individuais: compra de 2 carnets de 10 tickets €22,80 + 2 tickets de e para o CDG €16,80 + 2 tickets zonas 1-4 para visitar Versailles €4,40 = €44,00.

Passe Navigo Découverte: zonas 1-5 €33,00 + taxa de €5,00 + ticket na chegada, do CDG para Paris €8,40 (pegadinha, porque este passenão é vendido no CDG) = €46,40. Se você comprar o passe apenas para Paris zonas 1-2 e à parte os tickets para o CDG e Versailles: zonas 1-2 € 16,80 + taxa de €5,00 + 2 tickets de e para o CDG €16,80+ 2 tickets de e para Versailles €5,80= € 44,40 (fora o valor da foto, que não deve sair por menos de €5). Esse passe é realmente bom para quem for usá-lo ainda no começo da semana.

Paris Visite: durante 5 dias, zonas 1-6 por €48,40, mais uns descontinhos em atrações.

Viram? Dá quase a mesma coisa. Para mim compensam os tickets individuais, porque a sobra de um carnet eu uso na viagem seguinte e eu não aproveito os descontos nas atrações.

Próximo post com as opções de e para os aeroportos CDG e Orly ;)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ratatouille

Como diria Merlin, "O destino é inexorável". Eu posso me esforçar para me despir dos meus preconceitos e pensar que será uma viagem curta, nem terei tempo para nada, mas eu estou fadada a me deparar com situações bizarras ou nojentas em Paris.

(Se você estiver comendo em frente o computador enquanto lê isso, pare agora. Sério.)

Situação 1 – No metrô, uma mulher se levanta ao aproximar sua estação, coloca um pé sobre o banco para, digamos, ter mais espaço, e despudoramente coça suas partes íntimas. Não foi uma "ajeitadinha", foi uma coçada com garra. 

Situação 2 – Outro metrô. Eu sentada no canto, um homem em pé ao meu lado e uma mulher em pé na nossa frente. O homem espirra. Sem cobrir o nariz e a boca. Uma ou duas gotas minúsculas caem na minha mão, suficiente para eu levantar a cabeça do meu livro com cara de nojo. Então eu vejo que ele simplesmente lavou o rosto da mulher. E, enquanto ela o encarava com um olhar fuzilante e limpava seu rosto com um lenço, o cara ria. Ele simplesmente olhava para ela e ria sardonicamente. Diante disso, as duas gotas que sobraram para minha mão não foram nada.

Sitaução 3 – À noite, Champs-Elysées. Paro na Brioche Dorée para pegar um panini. Enquanto espero o sujeito esquentar o pão, a outra mulher que esperava ser atendida fala: Monsieur, tem um rato naquele sanduíche. E sim, tinha UM RATO vivo sobre um sanduíche dentro da vitrine. Na hora eu falei ao cara que, diga-se de passagem, não pareceu admirado, que não levaria e nunca mais comeria ali e fui embora. Com o estômago embrulhado. Pensando que, no máximo, tiraram o rato de lá e venderam aquele mesmo sanduíche para o próximo que aparecesse por lá.

Ratatouille, na real? Disney, que nojo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Corridas matinais e a Caça-vampiros

Após 180 dias de WiiFit, confesso que estava ficando entediada de correr no lugar por meia-hora, trocando indefinidamente entre os canais de TV alemães que não me animam nem um pouco. Ainda no começo havia um programa de transformação na casa das pessoas, coisa e tal, e isso dava para assistir. Mas mudou de horário, e minhas corridas de 30 minutos passaram a 20, e antes que caíssem para 10 vi algo no Championship Vinyl que mudou minha vida (ta-rã-rã): correr assistindo seriado.


Duh, como eu não pensei nisso antes? Com boxes e mais boxes dando sopa por aqui, não só voltei à meia-hora de corrida diária, como espero por ela!


E comecei revendo meus boxes de Buffy que foi, durante muito tempo, minha série favorita. Oooohhh… encarando pelo lado cômico da coisa, eu ainda me divirto, às vezes até perco o passo de tanto rir porque há uma coleção de monstros tão mal-feita e de atuações tão fracas que tornam a série um clássico trash. E há ainda o detalhe de ver a transformação de David Boreanaz, pois se pegarmos suas primeiras atuações em Buffy e ele como Seeley Booth, hoje é quase um indicado ao Oscar!!! (para quem não assiste, isso foi ironia, tá?)


Eu entendo porque o Vinny corre assistindo a The West Wing, e em breve serei eu a forçar o passo quando o melhor presidente americano de todos aparecer. Mas ver uma série como Buffy ainda tem outro benefício para minhas corridas matinais: a caça-vampiros corre, eu corro mais, ela dá porrada, eu corro mais ainda. É um espetáculo para a boa forma, porque, convenhamos, não dá para correr com empenho vendo Gilmore Girls.


Com a Lorelai, eu quero é sentar no sofá e comer bobagem.


Bala de goma X Jujuba

Depois dos comentários no último post, fiquei pensando nas diferenças regionais do trato da bala em questão. Recorrer ao Google apenas deixou as coisas mais confusas, porque aparentemente algumas pessoas acham que duas balas diferentes são a mesma.

Para mim, isso é bala de goma:



Vende-se assim, em rolo, em forma de coração…

E isso é jujuba:



De jujuba eu não gosto nem um pouco. E, para variar, essa se vende por aqui e no resto do mundo também (em inglês, são as jelly beans). 

A Dori, fábrica de doces que vende uma bala de goma gostosa, coloca nos pacotes da segunda o nome Deliket (eu nunca escutei ninguém chamando  as jelly beans assim).

Como vocês a chamam?


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Quase verão

Após décadas perdido entre os escombros do que sobrou de nossos pertences no Brasil (e o Oscar de drama vai para…), eis que enfim foi encontrado entre as cinzas, meu caderno de receitas. E, de quebra, ganhei balas de goma (obrigada, dona sogra!).

Vocês sabem há quanto tempo eu não como bala de goma? Acho que nem eu sei. Porque aqui, tem bala que até parece de goma. Parece... mas não é. Não como as nossas.

Na primeira vez que comi uma versão européia de bala de goma, ainda morávamos em Paris. Veio numa caixinha, em formato de quadradinhos, passados bem de leve no açúcar. Na primeira mordida… blaaaaaaaaaaarg…

Trata-se de um misto de goma com geléia ruim, muito ruim. Com dó de jogar a caixa inteira fora, deixei na cozinha do meu andar, na cidade universitária. No dia seguinte, poucas "balas" restavam na caixa.

Moral da história: em residências universitárias, em qualquer lugar do mundo, come-se qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo.



E agora já escurece às 5 da tarde e até dá para se aventurar sem luva fora de casa. Com 7°, dá quase para sentir o verão.

ps: lembrei-me… a última vez em que eu comi bala de goma, foi quando estava no cursinho. Cansada de comprar pacotinhos a preços extorsivos na cantina, comprei um pacote de 2 Kg numa distribuidora. E, claro, comi tudo em apenas um dia.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Stalker, eu tenho uma

Por algum tempo, achei que eu estivesse um pouco paranóica. Mas, quando outras pessoas também notaram uma certa tentativa frustrada de competição, ao menos desse pensamento eu me livrei. 

Sim, ladies and gentlemen, eu tenho uma stalker. Uma pessoa com certamente um nível de carência estratosférico. Porque não podia ser alguém que me atocaiasse discretamente, tinha de ser alguém com claras deficiências emocionais, com urgência em agradar (os outros, porque eu, o objeto de perseguição, sirvo apenas de modelo – mas, claro, ela não conseguiu trabalhar isso muito bem).

Algumas pessoas conseguem simplesmente "deixar para lá". Por mais que isso seja fascinante para alguém como eu, que se lembra das coisas e palavras detalhadamente, continua a ser território inexplorado por esta que vos fala escreve.

Mas isso não significa remoer, muito pelo contrário. É mais fácil descartar, não somente palavras, mas também pessoas. E, quando para isto basta apenas um clique, a diversão o alívio é maior.

Porque esta vida é a única que eu tenho, e eu a quero bem vivida. Com risos e cores. Por isso eu não quero saber de indelicadeza, de grosseria ou de inveja. Minha vida vai muito bem, obrigada. E vou mantê-la assim.

E é óbvio, pessoas, ela também lê isso aqui. Então agora eu me dirijo diretamente à você, dileta stalker. Você tem uma vida. Apenas não é a minha!!! Então arranje uma personalidade melhor para si mesma.

A maioria das pessoas pode não se dar conta (tudo bem, eu não vou contar seu segredo para tanta gente assim), mas você sabe. Você pode não admitir, mas você sabe. E eu sei que uma bola de negatividade está se formando dentro de você neste exato momento. Tente lidar com isso, ok?

E, já que eu estou no embalo: SUMA!