sábado, 31 de janeiro de 2009

Saudades culinárias

As maiores vontades que temos em relação ao Brasil não são de visitar lugares quaisquer, mas especificamente de lugares vinculados a certas comidas. Por exemplo, ir no Baggio, no Peggy Sue, no Batel Grill, na Requinte, na Saint Germain, no Lellis… (se bem que, a despeito da fantástica cozinha italiana, o Lellis mantinha um grupo de cantores que ficavam com a tarantela à toda, para desespero de quem gostaria de ter apenas um jantar sossegado, degustando a comida e não tendo de parar o tempo todo para sorrir polidamente àquela encheção de saco).

Claro que com o tempo o paladar se adapta e, eventualmente, coisas que vivíamos comendo hoje já não nos fazem falta ou nós simplesmente desgostamos. Felizmente esta casa já tem o requeijão alemão, mas ainda dependo de remessas periódicas de batata-palha para que eu possa fazer meu frango com requeijão (porque o povo por aqui não consegue conceber batata-palha sem paprika). E, claro, mistura para pão de queijo específica da padaria Saint-Germain.

Então mudar para a Europa acabou sendo um ótimo negócio também no plano da estética, pois a esta altura estaríamos uma bola ou magros sob o efeito de boletas. Porque fazer dieta em Curitiba é muito, mas muito complicado.

Por aqui, com o WiiFit, dietas tornaram-se absolutamente dispensáveis. Mas eu terei de forçar o pobrezinho além da conta esta semana, para me recuperar de algumas delícias, enviadas carinhosamente por uma amiga que apenas me ouviu falando da vontade de comer isso (e especificamente isso):



Obrigada Rê! Você certamente tornou este final de semana mais doce!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Celebrando

Hoje, Vinny e eu completamos 8 anos juntos, 5 de casamento (porque achamos romântico nos casarmos no mesmo dia do nosso aniversário). E foram, de longe, os anos mais felizes da minha vida.



Neste aniversário, temos a felicidade de fazer o que amamos, em um lugar que amamos. E, o essencial, juntos. Conhecem a sensação de que tudo vai ficar bem, porque não importa o que aconteça, aquela pessoa vai estar ali? Pois é, eu conheço.


Então hoje eu só quero celebrar e namorar. Divirtam-se por aí, de preferência com seus amores.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Gendarmenmarket

A Angie fez mais posts sobre Aachen, o que me lembrou da série sobre Berlin, que há tempos não aparece por aqui.

O Gendarmenmarket é uma quadra em Berlin onde localiza-se a Konzerthaus (casa de concertos), ladeada pelas catedrais francesa e alemã e em cujo centro ergue-se uma estátua do poeta Schiller. Aqui você pode ver um panorama bem legal do lugar.

O Französischer Dom (catedral francesa) foi contruído pelos huguenotes no início do século XVIII a partir do modelo de uma catedral destruída na França:




O Deutscher Dom, contruído poucos anos depois do francês, foi completamente destruído durante a II Guerra e recontruído apenas após a reunificação. Reinaugurado apenas em 1996, comporta um museu de história alemã:



A Konzerthaus é a contrução mais nova do conjunto, erguida sobre as ruínas do teatro nacional no século XIX, e hoje sede da Konzerthausorchester de Berlin:




O Gendarmenmarket é palco de um dos mais famosos mercados de Natal da capital alemã, mas é no verão que a atmosfera local fica ainda mais agradável (e também há bancos para morgar enquanto a fotossíntese segue seu curso). 



Completando o passeio, quase ao lado do Gendarmenmarket, no espírito francês dos arredores, há uma pequena filial das Galleries Laffayette. Além de roupas, acessórios e cosméticos, há um interesante mercado com ingredientes franceses de uso diário, além de baguettes quase legítimas (mas, ainda assim, muito melhores do que as alemãs) e mesmo os famosos pães Poilâne. 

Viram como eu não preciso sentir falta de quase nada de Paris aqui?


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Birthday Boy

O garoto aniversariante está curtindo seu dia com docinhos, bolo (muito bolo) e seu presente. Manda tchuuuuuuus a todos seus fãs que o felicitaram pelo seu 2° ano alegrando o mundo, especialmente à tia Angie e ao tio Roger.


Tchuuuuuuuuu para vocês também.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Esquilo à beira da inanição






quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Queridice

O Deutsche Post está quase se tornando um personagem fixo deste blog. Mas, ao menos desta vez, ele foi bonzinho: nada de dezenas de pacotes acumulados na nossa entrada (talvez por não atendermos mais a campainha), nenhum pacote extraviado (porquê, oh, porque justamente um pacotinho meu, enviado com tanto carinho por uma amiga querida foi devolvido?), nenhuma taxa surpresa apesar de termos comprado dvds na amazon.com depois de 1° de dezembro (quando, teoricamente, o limite de importação teria sido aumentado dos ridículos €22 – o que é menor até do que o do Brasil!).

Desta vez fui até a agência, onde, por sinal, os funcionários devem suspeitar que eu sou contrabandista – ao menos as caixas de Hong Kong diminuíram pessoal, tudo culpa do dólar! – e retirei "aquela" caixinha amarela já bem conhecida (aliás, no Brasil as coisas são meio "cheguei", ou é impressão minha? olha a caixa do correio…).

Raquel!!! A danadinha me enviou um presente e, claro, a alfândega tinha de colocar a etiqueta precisamente em cima da descrição do conteúdo. E eu não aguentaria chegar até em casa!

Assinei o formulário, retirei o pacote já pensando em como abri-lo e, em menos de 1 minuto, todo o durex foi cortado (e eu preciso arrumar um pequeno canivete porque chave não é tão eficiente assim. Vi um da Swiss, mini, rosa!!! Vou checar o preço - momento DDA do post). E um pacote de presente lindinho me aguardava!!!

E então me rendi e esperei pacientemente chegar em casa para abrir, porque eu guardo papel de presente. Não me perguntem como, é um teste de paciência comigo mesma abrir os pacotes sem rasgá-los, mas não conseguir sair da agência de correio sem abrir as caixas (na verdade, a maioria dos presentes que eu já ganhei, eu abri antes e depois reembalei cuidadosamente, tamanha é minha curiosidade).

E um presente tão gracioso, pensado exatamente para mim, escondia-se dentro daquele pacote.



Obrigada, Raquel! Eu não poderia desejar amigas mais queridas e atenciosas!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Finalmente!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Londres

5°C e a neve já derreteu quase toda, deixando uma água parada não muito limpinha. Ao chegarmos de viagem, uma grossa camada de gelo, recortada por caminhos feito à máquina, aguardava-nos pela cidade.

Foi bom voltar para casa, ainda que Londres seja o único lugar no mundo que conhecemos, no qual nós (quase) não sentimos falta de Berlin. Alguém tem idéia de como é bom para o ego de uma curitibana voltar a sair numa cidade em que boa parte das mulheres anda maquiada? Ou sair com um sobretudo roxo e ninguém se importar, ao contrário do holofote imaginário sobre mim em Berlin?

Ir em Piccadilly Circus e encontrar tudo aberto, movimentado, em uma segunda-feira às 11 da noite é o que melhor exemplifica do que sentimos falta em Berlin. Ir a tantas exposições e museus é uma das coisas de que sentíamos falta em Curitiba, e que tanto aqui, como em Londres, podemos abraçar. Além, é claro, de sentir-me segura ao andar na rua mesmo sem um aparelho de choque na bolsa. Pequenos detalhes.



Mas não, não está tudo aberto o tempo todo. Saindo do coração da cidade, as coisas são piores do que aqui, com o comércio fechando às 18 horas. Mais uma vez eu perdi o horário da Travel Bookshop, e foi meio deprimente passear à noite por Notting Hill. O contraste com um sábado de manhã, com o Portobello Market funcionando, é gritante.



Como no ano passado já fizeramos o percurso turístico, desta vez apreciamos com calma a cidade. Visitamos a National Portrait Gallery e o Natural History Museum, mas o mais importante foi percorrer as ruas da cidades descompromissadamente.




E museu de história natural sempre nos diverte. O de Paris é maior, mas este tem uma seção de dinossauros incrível para crianças (de qualquer idade).





Passeamos pelo Green Park e pelo Hyde Park ,e no meio do caminho nos deparamos com um ônibus com este cartaz:

(imagem tirada do Daily Mail)


Apenas uma gota diferente num oceano de superstição. Mas é um começo. E eu não poderia imaginar isso em outra cidade. Bem, talvez em Berlin.

Para quem vai à Londres

Antes de qualquer viagem eu passo horas analisando as resenhas no TripAdvisor, sempre tentando encontrar o melhor custo X benefício. Quem pensa em ir à Londres prepare-se, pois os hotéis são caros, e se você achar algo por menos de £60 a noite, vai cair talvez no menor cômodo em que já entrou.

Claro, eu estou falando de hotel na categoria budget, mas exigo quarto com banheiro. WC compartilhado no corredor definitivamente não é a minha, mas para mim, sauna e piscina são absolutamente dispensáveis. Lembrem-se, eu quero conhecer a cidade, e não ficar trancada no hotel.

Nossa experiência no passado deu para o gasto, mas eu não voltaria a ficar em um hotel que serve apenas para jogar o corpo e dormir.

E o Hotel 82 foi um achado (reservando pelo booking.com, onde as diárias custam bem menos do que nos sites dos hotéis). Pequeno, próximo da estação Baker Street, ao lado da embaixada da Letônia e a cerca de 20 minutos a pé da Selfridges, acho difícil encontrar outro da mesma qualidade por uma diária similar.

Os quartos são pequenos – não poderia esperar diferente –, mas o banheiro é de verdade (se vocês vissem o banheiro do hotel em que ficamos no ano passado entenderiam a referência), o hotel é seguro, a TV tem mais de meia dúzia de canais, tem minibar e até o secador presta!


Ainda tem um GBK na Baker Street, com os melhores hamburgueres que  já comemos (e descaradamente comemos  lá por 3 dias seguidos, de tanto que gostamos).

Fica a dica.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sheffield

Obrigada a todos que deixaram recadinhos tão carinhosos no post abaixo. E pelo selo dado pela Patti e pela Angie, claro, porque eu sou fabulosa mesmo este blog é fabulous.

Dias de trabalho para o Vinny e de descanso para mim na Inglaterra (o que incluiu devorar um dos livros do Sharpe, porque Bernard Cornwell me faz feliz). Sheffield é uma cidade pequena com tudo e com nada ao mesmo tempo. As coisas funcionam muito bem, há tudo o que se espera em uma cidade grande e, para nossa surpresa, várias lojas e supermercados funcionam aos domingos, bem ao contrário de Berlin. Em compensação, muitos fecham às 18 horas, o que pode explicar o apego aos pubs.


Mas não há quase nada para fazer. Eu queria muito conhecer a Chastworth House, que fica nos arredores, mas a casa fecha no inverno. Quanto à Sheffield, propriamente, em uma tarde se conhece a cidade. E então sobra o quê? O shopping Meadowhall (aliás, muito obrigada pelas dicas, Marcia!), no qual eu só não ataquei as Le Creuset ridiculamente mais baratas do que aqui por causa do peso das benditas na mala. A libra começou a subir exatamente uma semana antes de viajarmos, mas, ainda assim, compramos vários livros e dvd’s (e outras coisinhas, claro).

Berlin tem muitos imigrantes, mas acho que proporcionalmente Sheffield ganha. E os nativos se mostraram pessoas tão simpáticas e atenciosos que sorrimos o tempo todo, a despeito do tempo (frio, muito frio, mesmo sem neve. E umidade, que acaba com meu cabelo, logo, acaba com meu humor). Afinal, quem conhece cobradores de trens que chamam as passageiras de doll, sweethart, honey, darling??? (Mesmo comigo deixando escapar, de tempos em tempos, Ja, Nein, Danke – até parece que eu falo alemão!)


Depois de 4 dias, não víamos a hora de ir para Londres. A vida em cidade pequena nunca foi para mim e, felizmente, agora o Vinny percebeu que não é para ele também. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

E eu ainda amo o inverno

Tem nevado como nunca por estas bandas. Dá até para fazer anjo! Não que eu tenha me atrevido, ter botado o nariz para fora ontem já está de bom tamanho, pois encarar -7° para comprar umas guloseimas e quase cair por três vezes me leva a apreciar mais o inverno… de dentro de casa.

E eu adoro frio, adoro respirar o ar gelado, especialmente quando o dia fica claro – aquele cinza feio enfim foi embora. Mas quando começa a atingir -10°, eu realmente aprecio poder trabalhar em casa, tomando chá numa caneca da Hello Kitty não importa quando.

Vamos viajar por uns dias. Pela previsão pegaremos temperaturas amenas, apenas 0°, -2°… voltarei a respirar ar fresco, yay!

Vejo vocês daqui vários dias.


sábado, 3 de janeiro de 2009

A tal da inveja branca

Esta é uma expressão usada por tantas pessoas nos últimos tempos que eu fico me perguntando se sou apenas eu a achar estranho. Porque para mim inveja é um sentimento mesquinho, negativo, e dar-lhe uma cor não muda isso. Nem deixá-lo no diminutivo, pois “invejinha branca” é algo que me faz revirar os olhos quando leio por aí.


Citando o Houaiss, inveja:

1 sentimento em que se misturam o ódio e o desgosto, e que é provocado pela felicidade, prosperidade de outrem

2 desejo irrefreável de possuir ou gozar, em caráter exclusivo, o que é possuído ou gozado por outrem

3 Derivação: por extensão de sentido.
objeto da inveja
Ex.: os jovens liberados de preconceitos são a i. da velha geração

Assim, o que diabos vêm a ser uma "inveja branca"? É um sentimento mais ou menos negativo, com "apenas" um pouquinho de raiva? Ódio não, isso é tão laranja!!!

Será que Hitler tinha um racismo preto? E Gandhi, azul? Pois imagino que uma classificação tão tola deva ter opostos… E logo haverá uma discussão sobre o racismo implícito nas descrições dos sentimentos. 


 

Meu desejo de matar é cor-de-rosa, não levem à sério. Apenas quando eu matei o Risadinha é que eu realmente estava com ódio no coração.



Todo mundo, em algum momento, desejou algo de outro. Mas isso não significa odiar a pessoa por ter tal objeto, ou querer privá-la dele. Simplesmente é algo que poderia nos tornar mais alegres. 

Por que não dizer simplesmente:


-Adorei!
-Também quero!
Ou, o que é difícil para alguns dizer (quanto mais sentir):
-Fico (muito) feliz por você!

Então, por favor, não me falem que têm uma "total invejinha branca" de ou para mim. Cada vez que leio ou escuto isso, meu sarcasmo atinge nível roxo e eu posso bem ficar com um total desejo de matar verde-limão.