O verão chegou e de forma arrasadora. Não dá nem para se concentrar direito com o calor que está fazendo, então alguns passeios são muito bem-vindos.
E, no ano em que se comemora 20 anos da queda do Muro, várias reformas chegaram ao fim em Berlin, enquanto outras começam (acho que levará algumas décadas para a cidade deixar de ser um canteiro de obras). Enfim tenho fotos do Checkpoint Charlie sem as reformas ao seu redor que o estragavam de qualquer ângulo!
Um dos principais pontos turísticos que relembram a triste divisão da cidade, não por sua grandiosidade ou apelo comercial, mas por seu valor histórico, o Checkpoint Charlie* era um dos pontos de passagem entre a Alemanha Oriental e a Ocidental e se tornou um dos símbolos da Guerra Fria.
Em 1961, cerca de 20% da população da Alemanha Oriental já havia fugido do regime soviético, quando então foi erguido o muro. O Checkpoint C(harlie) era um dos pontos de passagem, localizado no cruzamento da Friedrichstraβe, Mauerstraβe e Zimmerstraβe.
Foi palco de fugas que chegaram a ser cômicas, como quando pouco após sua construção e ainda com insuficiente segurança, um homem dirigindo seu conversível se aproximou da cancela e se simplesmente pulou para o outro lado. Outro bateu seu carro contra a cancela e escapou em seguida para junto dos aliadoa.
Mas, em 1962, o adolescente Peter Fechter tornou-se um marco trágico da Guerra Fria estampado nos jornais, pois ao tentar fugir pelo Checkpoint Charlie foi baleado pelos soviéticos. Como caiu ainda dentro do território oriental, os soldados aliados não podiam buscá-lo sem serem alvejados, e os soviéticos, temendo tornarem-se alvos (um soldado havia sido morto por um aliado dias antes), demoraram uma hora para retirar seu corpo, que ficou jogado na barreira.
O espaço hoje foi reconstruído, com a casa dos guardas e o muro que dividia o setor expostos no Museu Aliado. Pode-se mesmo tirar fotos com os falsos guardas e estampar o passaporte com um carimbo da DDR.
*Denominação aliada, de Checkpoint C. Outros checkpoints : A(lpha) na cidade de Helmstedt e B(ravo) em Dreilinden.








3 .000 disseram alguma coisa:
Eu quero voltar praí!! Quero muito!! Te suborno com mil doces para ser a minha guia, querida! :D
Quando eu visitei o museu, fiquei mega emocionada com todas as histórias de fugas (umas com sucesso, outras nao). As vezes a gente precisa ver algo assim pra se dar conta de quao felizardos somos com o nosso poder de ir e vir para os países que queremos!!!
Beijocas, Angie
Ahh o Checkpoint c eu nao conhecia da história, aprendi sobre ele no curso que estava fazendo há alguns dias.
Toda a história desse muro é carregada de coisas fortes... essa Alemanha ainda me surpreende muito.
O meuseu é uma das vontades das criancas, nao estive lá, mas eles certamente vao em alguma excursão das suas escolas. Berlim sempre vale à pena! Melhor ainda sem os pais pra azucrinar os filhos :)
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