segunda-feira, 18 de maio de 2009

Porque Paris não é a França

Já havíamos percebido isso em uma visita à Chantilly, além de colecionar as poucas situações em que recebemos alguma gentileza naquela cidade e tratava-se, de fato, de não-parisienses. Não me entendam mal, eu sei que a maioria dos brasileiros é deslumbrada por Paris e não quero promover um debate aqui – mesmo porque todo mundo que acompanha esse blog sabe, minimamente, que lá eu vivi de preconceito por ser brasileira à rato sobre a comida.

A cidade é linda, de fato. Tem muitas opções culturais e de compras. Mas o povo é um entojo. E o fedor é nauseante em alguns lugares. No fim, tudo é uma questão de referência, o que é sujo, fedido e grosseiro para mim pode não para você, e vice-versa.

A nossa surpresa foi ver que essa também é a percepção de quem vive fora de lá. O povo de Tours e particularmente o de Amboise se mostraram tão acolhedores e gentis, que nos perguntamos se estávamos no mesmo país.

Segundo o dono do hotel em que ficamos em Tours, em Paris não há mais franceses. Não exatamente pela quantidade de imigrantes, mas porque os parisienses se colocam à parte da França, e ainda se acreditam representativos do país. Em Amboise, ao conversarmos com uma farmacêutica, ela perguntou de onde vínhamos – admirou-se ao ver brasileiros de pele clara (a mesma cena básica) – e torceu o nariz quando mencionamos que passáramos por Paris. E se a cidadezinha já havia me encantado, ela me ganhou completamente quando a jovem falou da grosseria dos parisienses, que ela não gosta nem um pouco de lá. Vejam bem, ela mencionou, não eu.

Então, tirando o stress de chegar e sair por Paris, nossa viagem foi maravilhosa, uma de minhas favoritas. Em meio a uma agenda fechada com compromissos profissionais e uma gripe súbita que atacou o Vinny (com remedinhos já está passando, então nada da gripe porcine por aqui - e vocês já se deram conta de que a célebre viúva Porcina era a viúva porca?), conseguimos visitar três castelos. E conhecer castelos é sempre lindo, mas para mim, que estudo o período em que eles viram seu apogeu, que agora posso visualizar no espaço a corte de François I, os Valois e os Bourbon, foi emocionante.

Na bagagem, muitas fotos e algumas lembranças comestíveis – o tipo favorito do Lumpy. E memórias para toda vida.

5 .000 disseram alguma coisa:

Carolina disse...

Vc falou agora de corte dos Valois...e lembrei d uma coleção de livros que li e adorei .. " Os reis malditos"....estou com a minissérie feita na França no meu computador e não vejo tempo de assistir.

Joaninha Bacana disse...

Adoro castelos, delícia visitá-los!!! :o)
Quando trabalhei em Lyon, a definicao dos franceses de lá em relacao aos parisienses era exatamente a mesma descrita por voce! Parisience é uma coisa, francês é beeeeem outra :o)
Bisous pra voces, Angie

Dessa disse...

Silvinha,
Que bom que você voltou.

Eu realmente gosto de Paris, mas só pra passear e também acho os parisienses mal humorados e grossos.Não queria ter que morar lá não.
A parte da França que me encantou e acho que até já comentei é Provence. Cada cidadezinha linda com o povo acolhedor e adorável.
Essa sim é uma paixão.

Natalia Xavier disse...

Puxa, bateu-me aquela leve desilusãozinha sobre Paris =/

Vc já foi pra Florença, não foi? É outra cidade da qual quero mto ir. Me avisa com antecedencia como são as coisas por lá? rs...

Bjos e td de bom!

Fernanda disse...

Ai Silvinha aqui tb se chama gripe porcina e eu fazia mesma ligacao que vc fez... mas ninguem entendia minha piadinha...
As lembrancinhas comestiveis tb são as minhas preferidas...

Beijos!