Ontem eu conversava com uma amiga sobre livros que ficam conosco. Livros cujos universos nos sugam de tal maneira que fica difícil voltar à realidade. Ela sentiu isso depois de ler todos os livros do novo hit vampiresco, e não é vergonha nenhuma se perder em livros pretensamente teens. Quem nunca devorou um Harry Potter em um final de semana não sabe o que está perdendo.
Mas eu resistirei à tentação de ler tais livros antes de acabar a tese. Questão de necessidade. E fico aliviada por estes livros não terem sido lançados na minha adolescência, porque pelo jeito eu me perderia irremediavelmente no mundo de Edward. Já foi difícil deixar de visualizar a paisagem do Morro dos Ventos Uivantes desde que eu o li ao menos uma vez por ano, desde os 9.
E durante anos permaneceu sendo meu livro favorito. A despeito de eu vibrar com cada cena de batalha narrada por Bernard Cornwell, o romantismo trágico de Cathy e Heatcliff continuou comigo. Mas ao ler a trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman – (des)qualificada como teen, mas seria realmente genial se todo adolescente lesse e refletisse sobre o que o autor apresenta – um novo favorito foi eleito. Chegaram mesmo a afirmar que seus livros são muito mais perigosos do que os livros sobre o mundo de Hogwarts, o que é um alarmante indício de quão bons os livros são, do quanto eles podem influenciar uma visão de mundo ajustada à ortodoxia.
Não se deixem enganar pela adaptação dos cinemas, cujo parco rendimento acabou com as chances de sequência. O primeiro livro é bonzinho, mas o segundo e o terceiro são maravilhosos. E eu me debati entre o impulso de ler o tempo todo para chegar ao final da história e a vontade de preservá-la por mais tempo, para que o livro nunca acabasse. A urgência venceu, e no final eu chorava copiosamente. Passei semanas sentindo falta daquele universo e questionando as escolhas dos protagonistas.
E eu não sei se algum livro irá me tocar tanto quanto estes. Espero que sim.
E vocês, têm algum livro que os prendeu de tal forma?




15 .000 disseram alguma coisa:
oi silvinha! ah, livros! hoje mesmo postei sobre eles... foram tantos que já ficaram comigo... mais recentemente, sem dúvida, a saga do harry potter. devorei o último, sempre tentando não chegar ao fim! bjs, querida!!!
Ainda nao li os livros do Pullmann, mas agora entraram para a minha listinha de compras :o)))
Um livro que eu amei, e que, na segunda leitura (depois de 10 anos) me trouxe ângulos totalmente diferentes foi 'Of Human Bondage' (ou Escravidao Humana) do W. Somerset Maugham. Continua sendo o meu top! :o)
Beijocas, Angie
A Andressa demonstrando mais uma vez ser uma ótima profe. Faz tudo em nome dos aluninhos, inclusive ir ao cinema ver Crepusculo, inclusive ler o livro e inclusive se apaixonar por ele.
E vc Silvinha me demonstrando ser muito precoce. Como pode alguem ler "O Morro dos Ventos Uivantes" com 9 anos de idade e compreender todo o humanismo e até sensualismo que está nessa obra?
Orgulhou... eu só consegui com 20 e poucos
Haha ! Obsessive Cullen Disorder ? :-D
Angie, vou procurar Of Human Bondage! Obrigada pela dica!!!
Fernanda, a biblioteca publica da minha cidade era praticamente minha 2a casa. Mas para mostrar que eu não era tão precoce, adorava naquela época "As voltas do parafuso"... anos depois, ao relê-lo, achei um dos mais ridiculos que ja li (ok, ok, abstraindo Henry James de seu tempo) X)
Beijo!
Amiga, querida, linda Silvinha:
Que delícia de post e que alívio poder falar disso com você.
Sério! Aquele dia, se eu não falasse com alguém que me entendesse, pensaria que estava endoidando.
Sempre fico muito apegada a uma história que me encanta. É sempre difícil aceitar que acabou e aqueles personagens sempre me acompanham ao longo da vida.
No caso da série vampiresca foi pior porque foi tudo de uma vez. Praticamente não fiz mais nada a não ser ler aquilo.
Pra mim a prova de que o livro foi realmente marcante é se ele continua comigo, na minha mente bem depois que acaba.
O personagem criado por um autor pode ser tão fascinante que não queremos mesmo nos desapegar. Isso é uma coisa que me faz admirar a obra.
Outras vezes nem é pelo personagem, mas pelo pensamento do autor. As vezes fico meio abobada em como um ser humano pode ter tido um pensamento tão revolucionários.
Outras vezes o livro vai para a lista dos queridinhos, não pelo autor, nem por ser revolucionário ou brilhante, mas pela simples astúcia da mimese-como algo tão longe pode vir de encontro a algo tão profundo dentro mim.
Nós amamos livros também, mas nunca lemos nehum do Pullman.
Hoje é o nosso aniversário e a sua presença, que nos acompanha desde o começo de tudo,é muito importante,pra nós!
Venha nos visitar!
Beijos,
Qu bom Silvinha.. fico feliz que vocè teve uma infância normal.. hehehe
Ahhh! Eu tô passando por isso exatamente neste momento. O meu problema é O Senhor dos Anéis. Eu já li as obras, já vi os filmes, já fucei na internet opiniões que podem, em minha mente, dar uma continuidade à história... mil loucuras. E agora comecei de novo e já estou terminando o primeiro livro. Desses que vc falou eu li só O Morro dos Ventos Uivantes e amei, e fiquei deprimida, e depois amei de novo e vi o filme em preto e branco. Lindo!
Que graça tem ler um livro cheio de ilustração, com cenários maravilhosos, uma história de babar e não mergulhar naquele universo que vc adota como seu paralelo enquanto o livro dura? Eu adoraria que aquele mundo existisse em algum lugar da realidade, elfos, guardiães,magos, hobbits... lástima! Então é o caso de partir para as comparações do imaginário, a bondade, a coragem dentre outros ensinamentos bastante corriqueiros desses livros que muitos consideram bobos, mas que quando se trancam em seu quarto não consegue largar enquanto não viram a última página!
Beijos!
Vai lá vem cá acompanho seu blog, eu o descobri quando lia um desses blogs de culinária que eu tanto gosto e fui clicando clicando, até chegar aqui hehe.
Oi, Silvinha!
Sem dúvida "Fernão Capelo Gaivota", de Richard Bach, é um dos meus livros favoritos. Juntamente com o clássico "O Pequeno Príncipe".
Adoro! Adoro! Adoro!
Beijos e sucesso!!!
Sabe que todo livro que leio acabo me envolvendo horrores com os personagens. Mas agora como estou lendo " The rise and fall of the third reich" fica difícil se apegar a qq um lá.
Cara e vc perguntou da minha reação....pois é....fiquei surpresa...
Pois é, a gnt tem essa paixão em comum: O morro dos ventos uivantes é meu livro preferido da qual nem sei explicar o porque.
Também gosto das batalhas do B.Cornwell, mas as vezes eu quero menos aventuras no meu mundo imaginario...
Outro livro que eu gosto mto é do romantismo: A confissão do filho de um século, do Alfred de Musset.
E, bem... Nunca passei um final de semana lendo harry potter, mas lendo Tolkien! Serve né?
rs
Bjos e td de bom!
Já me disseram antes (incluindo meu namorado) que amaram tão intensamente os livros do Pullman. Eu achei legais, mas não tão cativantes, embora tenha chorado no final por pura empatia.
Silvinha,
na minha juventude, por incluência de uma colega vinda da Colômbia, eu li toda a obra ficcional do romancista Gabriel García Márquez.
hoje estou mais para poemas, e de forma clássica, da nova geração: Rita Moutinho (excelente), Alexei Bueno, Glauco Mattoso, Manuela Baptista, Clarisse Barata Sanches, Bernardo Trancoso.
tchau
marcos
Estava estudando bem na farra pelo site da DW, agora pretendo levar mais a sério. Tô ligada nas bolsas da DAAD, mas acho tão difícil consegui-las....hahahahaha.
O bom é que pra bolsa de pós-doc não precisa fazer a prova de proficiência em alemão.
Tem também umas bolsas para estágio durante o doutorado...estou a fim de entrar nessa...são de 3 a seis meses lá....
beijos.
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