sexta-feira, 13 de março de 2009

Não tem lugar como nosso lar

Quase 10 dias em Paris para pesquisar um material, seguindo recomendação do chefe. Yay nada, com o meu histórico naquela cidade os dias não seriam exatamente fáceis, mas, hey, tudo em nome da pesquisa.

O detalhe foi descobrir que o tal material simplesmente não existe. Para completar, fui até o banlieu para assistir a um seminário e, advinhem? Manifestation sociale… Nesta hora eu virei Eric Cartman e usei as interjeições tão meigas dele, porque, sério, de novo??? Eu vou de Berlin à Paris para assistir seminário e o raio de uma manifestation sociale?

Realmente, falta muito para as férias de primavera. Já estava mais do que na hora de uma paradinha básica para normalizar as coisas.

Mas, tirando estes "pequenos" detalhes, nossa viagem à Paris não foi assustadora como de costume. Assustadora foi, porque não estou acostumada a simplesmente não me deparar com nenhum acontecimento insólito por aquelas bandas. Algumas poucas pessoas até se aventuraram a falar pardon e merci. Outras até puxaram papo (que morreu logo depois de eu mencionar que sou casada... por que será?). Bizarro, muito bizarro…

Também descobri uma nova utilidade para cachecol: tapar o nariz para evitar o fedor das estações de metrô. Claro, porque a série de eventos caóticos pode ter sido momentaneamente interrompida, mas o cheiro permanece.

Falando em caótico, na última sexta-feira, policiais estavam por todos os lados. Estações de metrô fechadas e cercadas, as ruas com pouquíssima gente (praticamente apenas turistas, como se os franceses soubessem o que se passava e quisessem acabar com os turistas mesmo). As lojas no carroussel du Louvre foram fechadas, assim como o museu, e as pessoas encaminhadas à saída.

Atentado terrorista foi nosso primeiro chute. Lembramos também do final de The Happening nos jardins de Luxembourg e olhamos para cima, para ver se ninguém começava a cair. Mas, numa situação dessas, nossa reação foi: OK, adianta ir para algum lugar? Não. Então vamos até o Bon Panetton comprar uns croissants.

E nada da TV sobre o ocorrido. Mistério.

A frase "não tem lugar como nosso lar" pode ser piegas, mas se aplica perfeitamente à nossa volta para casa. Porque, para nós, não há cidade como Berlin. Mas, ao menos desta vez, voltamos ilesos. Baita progresso.

2 .000 disseram alguma coisa:

Cris_do_Brasil disse...

Há muito tempo tenho uma sensação de ´nao pertencente`. Nao pertenço a lugar nenhum, nem aqui, nem lá, nem ali. Mas tb gosto de estar no meio do escambal da minha bagunça, meus livros, cds... se isso é ´lar` então tb nao vejo lugar melhor que esse.

Quanto ao seu coment, se a pessoa acha que o divã é o melhor da ´festa` não se animará mesmo.

Mas com certeza a casa onde ele viveu, atendeu os pacientes, se reuniu com amigos, com doidos feito ele durante quase 50 anos, tem muito mais história que o próprio divã, tem não?

Principalmente se for pensar que dos 83 que ele viveu, ´só` 50 foram nessa casa, ou seja, mais da metade da vida!

Bom findi Mercy! rs

Sunflower disse...

The Happening seria meu ÚNICO chute. Bem-vinda de volta bela.

Minha família (mãe e dois casais de tios estão falando em uma viagem pela Alemanha e Paris) se eles quiserem dicas, não vou exitar em te perguntar.

beijas