sábado, 28 de março de 2009

Amigas

Acho que minha amizade mais antiga tem pouco mais de 15 anos. Foi uma amizade que sobreviveu às novas turmas, às faculdades diferentes, mas que permanece. Não importa o tempo que fiquemos sem nos falar, nunca há aquele vazio desconfortável na conversa, sabe? Porque crescemos e mudamos, mas ainda nos reconhecemos. E nos lembramos.

Tenho antigas e novas conhecidas também. Amigas que viraram conhecidas e conhecidas que aos poucos se tornam amigas. Porque não me entendam mal, eu não sou o tipo de pessoa que fala pelos cotovelos e conta a história da vida para quem mal conhece. Sim, eu sou bem curitibana neste aspecto, e sou bastante reservada. Não exatamente o tipo de pessoa que tem um milhão de amigos.

Para mim quantidade não significa qualidade; colegas, conhecidos são uma coisa, amigos são outra. Então eu aprecio bastante aquelas pessoas com quem eu posso contar, e para quem estou presente. Porque lealdade é essencial numa relação. E pisada na bola não tem volta.

Mas tenho um grupo de amigas de quem eu gosto na exata proporção inversa ao tempo que nos conhecemos. Amigas para os bons e maus momentos, para os surtos consumistas e reclamações de que a grana está curta. Amigas que adoram mandar presentinhos carinhosos, e o fazem porque são amigas, não porque querem ser, e cujo maior presente é a presença a despeito do oceano no meio. Amigas que simplesmente se importam umas com as outras, e não ficam naquela competição que parece mover determinadas mulheres. Sim, "amizade" entre mulheres pode ser algo complicado. Felizmente estou falando de outro tipo de amizade, esta sem aspas.

E nesta semana eu ganhei um monte de presentinhos fofos de uma das minhas pessoas favoritas, que tem esse blog aqui (obrigada, Dessa! Você sabe o quanto eu amei, né?). E eu fico incrivelmente desconfortável em dar trabalho e despesa, porque uma caixa do Brasil para cá custa meio rim no mercado negro (meninas que eu adoro, parem com isso, sim? I mean it).


Então, eu estou bem. E muito bem acompanhada. E vocês?

12 .000 disseram alguma coisa:

Andréa Petermann disse...

Adorei o texto e concordo plenamente. :P

Raquel disse...

Precisa dizer que tb estou super bem acompanhada? Adoooooooro!!

Bjsss

Nadja Saori disse...

Nossa, que lindos seus presenteeee!!!!
Tem amigos que sao para sempre mesmo, são parte da familia e está é a melhor coisa que podemos encontrar... :)

Beijooos

Andressa disse...

Glup! Você e seu jeito de me emocionar.
E o "ovo de pascoa"?
Consegui te enganar?

Claudia Pimenta disse...

oi silvinha! nada como gdes amigas... é o maior presente! agora, língua de gato eu amoooooo! bjs, querida, e ótima semana!!!

Nina disse...

Amigos de verdade, sao coisas raras mesmo e tem mesmo que ser bem preservadinhos, no fundo do peito.

Adorei as tuas fotos de Paris, Silvinha!

C. disse...

Minhas amizades verdadeiras (tao poucas) podem ter vírgulas mas nunca ponto final.
Alimento, sustento, rego todo dia, e mesmo que por algum deslize momentâneo venha a nao poder fazer isso, quando nos reencontramos é como se tivéssemos acabado de nos ver, sempre uma festa.

Nao esquecendo que para toda convivência, temos que conviver APENAS e tao somente com o lado bom das pessoas, esse é o que vale.

Muito legal saber que mesmo longe, vc mantem essas amizades e elas sao recíprocas com vc.

A língua de gato me fez sentir saudades de Curitiba...

Silvinha disse...

C., eu acho impossìvel se conviver apenas com o lado bom das pessoas, isso acontece apenas em uma relação superficial. Penso que uma amizade sobrevive apenas quando gostamos das pessoas a despeito de seus defeitos, de seus dias ruins... afinal, todos temos isso, não é mesmo?

Que bom que vc se sente proxima das suas, a distância realmente acaba com algumas coisas :)

Joaninha Bacana disse...

Amizade verdadeira é coisa rara, mas taaaaaao boa!!! :o) É como voce disse: colegas e conhecidos a gente tem um monte. Mas, amigo, amigo mesmo, é de se contar nos dedos. De uma mao!
Beijo grande,
Angie
P.S. Que caixa maravilhosa!!! E concordo com a Cláudia: língua de gato é tudo de bom! :oD

C. disse...

Faz sentido o que vc disse, claro. Mas o que quis dizer é que, quando nao vivemos para afrontar o defeito de cada um numa relação, é que devemos lembrar apenas do lado bom - quando chegam os dias cinzas. E isso nao é superficialidade, é jogo de cintura em lidar com relacionamentos.

Marcita.blogspot.com disse...

AMEI o "meio rim no mercado negro"!

Sunflower disse...

ounnnnnnnnn

tava falando outro dia (comigo mesmo dentro da minha própria cabeça).

Sou de poucas amigAS e para piorar elas estão indo embora, e isso só reafirma a minha tendência de não casar na igreja.

Eu não conheço mulher o suficiente pra fazer chá de panela, ia ter que ser online.

beijas, muitas.