domingo, 31 de agosto de 2008

Blog Day 2008 e mais selos

A Claudia, do pePPer inFashion e do Com saudades de Paris?, indicou-me neste último para o Blog Day 2008. Estou fazendo no final do dia, mas, como a maioria das pessoas que me lêem estão no Brasil, tenho algumas horas de vantagem, ufa…

Chega a ser irônico eu ser indicada justamente pelo Com saudades de Paris?, pois quem me conhece há mais de um ano ou se aventurou no arquivo do blog sabe que eu tenho poucas, beeem poucas saudades de Paris. Felizmente a Claudia é uma pessoa aberta às diferenças e aos múltiplos pensamentos que encontramos em tantos blogs por aí, por isso, agradeço-lhe a lembrança e por perceber que, embora na realidade eu não seja uma coisinha meiga (apesar de gostar da Hello Kitty), procuro manter o bom humor.

O Blog Day serve para divulgar blogs que fazem parte de nossa leitura e que tenham temáticas diferentes. As regras para participar são:

1. Indicar cinco blogs; 
2. Notificar os editores dos blogs sobre a indicação; 
3. Escrever uma pequena descrição dos blogs e colocar os respectivos links; 
4. Postar no dia 31/08, o BlogDay;
5. Colocar a tag do BlogDay e o link do site official

E o indicados são:


Sunflower Records – com uma boa dose de música, Sun narra os eventos extraordinários de seu cotidiano com bom-humor e fujindo do senso-comum. Pitanga, sua beegle, aparece por lá às vezes, mas são so relacionamentos da Sunflower que mais provocam risadas (e não, não estou te sacaneando, nem citei católicos e militares… ups)

Joaninha Bacana – também contando a vida na Alemanha (mas lá de baixo no mapa), a sra. Joaninha posta fotos incríveis e consegue passar uma leveza em seus posts que não se encontra em qualquer lugar.


Ventilador – ela não escreve sempre, mas suas tiradas sobre o cotidiano sempre provocam sorrisos (e gargalhadas). Como ela pode gostar tanto do Sheldon, eu não sei. Do House todo mundo compreende. Claaaaro.


Vende na Farmácia? – Joo e Loo exercem um jornalismo investigativo em farmácias e afins, mostrando opções para quando o rímel e o dinheiro acabam juntos, e você não pode comprar outro da Lancôme, por exemplo.


Tecknicolor Kitchen – a Pat é a rainha dos cookies, mas seu blog traz mais do que receitas. Apresenta também as histórias por trás delas, de uma forma sempre delicada. Mas, atenção! Não visitem quando estiverem com fome, estou avisando!

Pronto, estão indicados. E, aproveitando o momento meme do mês, vou repassar dois selos.

O primeiro eu ganhei da Carol, do Um Pouquinho de Tudo:


É um selo tão meigo e eu passo para todas as pessoas que sabem o que é estar em uma terra distante, sentir-se estúpida a despeito de um QI de 155 e ter de aprender quase tudo de novo, daí a importância do "caminharmos juntas". Principalmente para:

Angie, do Joaninha Bacana
Nina, do Entre Mãe e Filha


O outro eu ganhei da simpaticíssima Tania Pimenta, do Blogando Arte, que traz sempre referências interessantes nos campos das artes. 


Passo-o para:

Cacá, do Um Pouquinho de Tudo
Carol, do Não sei passer delineador líquido
Claudia, do pePPer inFashion
Mazinha, do Mini Lounge


See you, guys!


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

O fim de Praga

No caixa do supermercado, estava eu passando duas garrafas de cidra* quando a caixa me pergunta: você tem mais de 18? Respondi embasbacada: Ja, naturlich! (sim, claro!)

Não, ela não estava tirando uma com a minha cara. E eu estou até agora com a boca na orelha. Apesar de um vizinho estar tocando o cd de Grease no último, às 10 da noite, enquanto eu tento fazer um artigo. Assim, não dá, então eu tenho que escrever aqui, né?

* não aquela coisa tosca vendida principalmente pela marca Cereser no Brasil. Não é a coisa mais phyna do mundo, mas é muito, mas muito mais gostoso: um suco de maçã com uns 2% de vol. alcóolico.

*

Voltando à Praga...

O relógio astronômico da prefeitura, no bairro da cidade antiga (Staroměstské náměstí), é muito famoso. Ir para Praga e não vê-lo é como ir para Paris e não ir na Torre Eiffel. A rua lota de hora em hora, quando algo maravilhoso deveria acontecer.

Assim, lá fomos nós na virada para as 4 da tarde, debaixo de um Sol miserável (e eu detesto Sol), esperando aqueles bonequinhos que saem de suas casinhas e fazem uma parada ao redor do relógio. Imaginou?




Nada disso. As janelinhas superiores abrem, nada de mais. No século XV certamente era emocionante.

*

Parada também obrigatória no Café Montmartre, freqüentado por Kafka. 

Como suas obras não lhe renderam dinheiro e fama em vida, o café que ele frequentava não podia ser lá essas coisas…

O capuccino consiste basicamente em uma água suja; segundo o Vinny, o pior que ele já tomou (eu vou seguramente na Coca Light – felizmente lá a Coca é Light e não Diet). Reparem no pires lascado:

Mas se estava bom para o Kafka, por que não provar?

*


Depois de andar pela 4a vez pela rua principal, fomos até uma loja de departamentos que, segundo nosso super guia de viagem, era uma KaDeWe, uma Sellfridges, uma Galleries Laffayette. Vou resumir o lugar a uma coisa que eles (ainda) vendem: fitas K-7. 

*



Mas um lugar interessante para se visitar é a biblioteca do monastério Strahov.



Notem o interior austero da biblioteca…



E não, não se pode tocar nos livros.

*


O dia em que visitamos Strahov foi possivelmente o melhor. É uma região não tão lotada quanto o centrão, com lojinhas simples e um pouco mais baratas. Para mostrar que não tem apenas vendedor tosco em Praga, uma senhora me mostrou a loja inteira e não fez cara feia quando eu comprei só 3 badulaques tipo 1,99. E ficou absolutamente encantada por eu falar prosím (por favor) e děkuju (obrigado).

*

Praga, já deu, né? Até parece falta de assunto… E também eu já estou ansiosa para nossa próxima viagem!


domingo, 24 de agosto de 2008

O castelo de Praga

A subida até o castelo de Praga não é das mais rápidas… Principalmente quando se usa uma sapatilha bonitinha, mas ordinária – a mesma que acabou com meus calcanhares em Londres, e passou todos esses meses com coisas dentro para amaciar. Deu certo, o elástico ficou super macio. Mas, desta vez, meus pobres dedinhos foram as vítimas. Isso que dá ir para uma cidade que desprestigia salto alto!


Mas a vista da cidade vale cada degrau:



E agora a vista do castelo (o maior castelo antigo do mundo), do nosso quarto:

E da Karlův most (Charles Bridge):

Fala-se do castelo de Praga, mas na verdade trata-se de um complexo com diversas construções, inclusive cafés e restaurantes modernos. Muitos, muitos turistas, e alguns trabalhadores:

Isso não é um boneco

Diversos becos, construções grandiosas (outras nem tanto), um relógio de Sol escondido, ao lado da torre de pólvora:


E, claro, reformas!

Basílica de St. Vitus

Detalhe da fachada da basílica de St. Vitus

Entrada do castelo - divertido tirar fotos com reformas, não?

Uma das alas do castelo

Como todo castelo interessante, o de Praga também tem alguns podres para tornar a visita mais interessante. E ele é associado à segunda defenestração na história tcheca (defenestração, palavra derivada do francês fenêtre - janela, jogar alguém por uma), embora outras pessoas isoladamente tenham sido, digamos, convidadas a pular por uma das janelas. Dois governadores e um escriba foram atirados por protestantes que não calcularam o que havia em baixo e eles acabaram sobrevivendo (o escriba mais tarde ganhou título de nobreza, inclusive); o episódio foi central para o estouro da Guerra dos Trinta Anos.

Bazilika Sv. Jiří - Basílica de St. George

Pátio da residência real de verão

Quem quiser saber mais sobre o complexo do castelo, este site tem uma descrição dos prédios em inglês. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O mito da garota que não comia carne vermelha

O episódio mais marcante de nossa viagem à Praga não foi a vista maravilhosa a partir do castelo, a volta tenebrosa ou eu me estressar com um vendedor tosco e falar "You know what? You’re not polite at all. I’ll buy this in another place". Foi achar uma churrascaria brasileira em Praga (Google não decepciona). E uma boa churrascaria, muito melhor que aquela de Londres. Agora não precisamos mais ir ao Brasil apenas para comer carne "de verdade"! 

Honestamente, procurei uma churrascaria pensando no Vinny, pois às vezes acho que ele pode sentir muita falta, considerando quanta carne comia no Brasil. E em terras alemãs é porco e mais porco, revezando com frango, peru e pato.

Por mim tudo bem (até este momento), mas realmente torci para que fosse uma experiência boa, considerando que o Ambiente Brasileiro fica ao lado de um cinema no pequeno shopping Slovanský dům, no subsolo (medo, medo). A entrada foi um tanto decepcionante, e passar pelo pobre buffet de saladas não nos animou.

Mas bastou falar em português com um garçon que, de repente, logo outro chegou perguntando quais carnes nós queríamos e de que jeito. Depois de eu ter falado que vivíamos na Alemanha, o garçon se desdobrou para nos agradar, afirmando que sabia como era difícil a situação para os carnívoros :D

E o Vinny fez a festa. Eu, como sempre, limitei-me ao coraçãozinho, à banana à milanesa, aproveitando para beber Guaraná (não diet, que lástima). Até aparecer um espeto extraordinariamente apetitoso. E aqui vou fazer um intervalo rememorativo para explicar o porque da minha tão recente descoberta.

Quando eu era criancinha e minha mãe queria me obrigar a comer carne, tinha de ser bife sola de sapato, pois eu não suportava carne vermelha. Em pouco tempo eu parei de comer carne bovina e só não virei vegetariana porque eu gosto de frango e desgosto imensamente de vegetais. Viver só de queijo e frutas eu não agüento.

Ocasionalmente comia costela, pois gostava do sabor – enquanto eu crescia não havia carnes melhores à mesa. Logo, eu nunca havia experimentado picanha, pois desde sempre soube que detestava carne vermelha!

Mas estranhamente resolvi pedir um pedaço de picanha em Praga. Vinny imediatamente me olhou com aquela cara de "hein?", e ficou visivelmente chocado quando eu levei a carne à minha boca. E eu gostei. Não apenas gostei, como continuei comendo picanha mesmo depois dele ter parado. Um escândalo.

Anos e anos desperdiçados em churrascarias comendo coração de frango. E eu realmente adoro picanha! Na verdade, ainda melhor do que uma picanha, para mim é uma maminha assada embaixo de uma picanha. E eu só fui descobrir isso às vésperas de completar 28 anos!

Esta experiência me inspirou respeito pelos vegetarianos – ao menos para aqueles que já provaram picanha. Porque provar algo tão delicioso e abrir mão, recusando-o por princípios morais, é realmente digno de aplauso – desde que não queiram invadir churrascaria e obrigar todo mundo a deixar de comer carne. No mais, verde pode ser minha cor favorita, mas no meu prato não entra.


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Engraçado e nem tanto

Algumas coisas engraçadas podem surpreendê-lo pelas ruas de Praga:



Senso de humor bizarro, mas tudo bem. Outras surpreendem mas não, não são nada engraçadas: 

(Ramon, você que compartilha do meu pavor por aranhas, pare agora).


Assustador. Principalmente considerando que não foi apenas um poste, mas muitos. E nos demos conta das aranhas depois de passar por baixo de um deles!

Fiquei com um tique nervoso por algum tempo. Claro, não foi nada que durasse uma semana como quando vi um trecho de Aracnofobia e fiquei dando pulos e olhando por sobre os ombros incessantemente. Ainda assim, assustador.

Nem tudo são flores

Viajamos de trem (pouco mais de 5 horas) e, na ida, eu até comentei com o Vinny que preferia trem à avião, pois de tanto perder tempo em aeroporto, com check in e controle de segurança, além da neura de perder o horário que me faz ir pelo menos 1 hora antes de fechar o embarque, trem acabava dando na mesma, com tempo para relaxar e ler um livro. Na ida, foi exatamente assim. Mas na volta…

Depois de nos enrolarmos por meia hora numa estação que mais parece uma rodoviária de 2a no Brasil, entramos no trem e procuramos nosso compartimento (uma salinha para 6 pessoas). Quando chegamos, estava lotado, com nossos lugares ocupados – porque a Deutsche Bahn vende passagens sem maracação de lugares (€ 4 mais barato). Mas, quem não era daquele vagão levantou, e uma senhora que estava no meu lugar ficou falando, falando, falando (em polonês) e deu para entender que ela queria continuar sentada lá, pois estava desde Bratislava. Eu olhei com aquela cara de OK, fazer o quê? Te arrancar da minha janela eu não posso, né?

Sentamos e, logo depois, entra um garoto mostrando as passagens para o lugar em que o Vinny estava sentado e o da frente dele. Pronto, começou a confusão.

Virei-me para a mulher, falando em inglês, ela não entendia e começou a dar chilique em polonês, o marido dela foi extremamente grosso e teve um bate-boca envolvendo 4 línguas diferentes. O Vinny teve de ficar de pé até aparecer o fiscal 10 minutos depois, e eu sentada entre uma mulher fazendo picnic com uma criança no colo – e ela abriu uma sacola que tinha pelo menos uns 10 hamburgueres do McDonald’s, além dos nuggets que ela ficou "descascando" :o – e uma reclamando (sendo que ela estava no meu lugar, não me interessa se estava ali desde Bratislava – ela estava errada desde Brastilava então!). E uma coisa que me deixa extremamente irritada são pessoas que se acham donas de verdade, que estão sempre certas (mesmo quando estão erradas), apenas porque são idosas. Por favor, né? Vão ler um livro e abram a cabeça um pouco.

E os vagões estavam lotados, os corredores estavam lotados, inclusive com gigantes exemplares caninos. Todo esse incômodo sendo que nós compramos as passagens antecipadamente, pagamos os € 4 para reservar lugar. Por que as pessoas não podem agir como alemães e fazerem o que é certo? Sentar no seu lugar determinado ou então ficar de pé se não marcou lugar, até liberar um, e não ir roubando o dos outros?

Cerca de 10 minutos depois, o fiscal passou. E, advinha? A mulher dos nuggets com as crianças estava nos lugares certos. No vagão errado! E o fiscal disse isso e se mandou, nada de "sujar as mãos". 

O filho dela se levantou, mas ela disse que ficava por ali mesmo, ao que todo mundo do vagão reagiu. Mas se fez de morta e só saiu na próxima estação, 40 minutos depois, quando o outro ocupante do vagão (também com lugar marcado) pôde sentar. 1 hora depois o casal tosco e uma mulher desceram, e nós finalmente pudemos sossegar até Berlin.

Fico imaginando a zona que ficam os trens com o Schönes-Wochende-Ticket – um ticket com tarifa bastante reduzida, com o qual até 5 pessoas viajam para qualquer lugar da Alemanha em um único preço, mas só no final de semana. De qualquer forma, vai demorar para eu botar meus pés em um trem novamente.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Praga

Antes de mais nada, quero agradecer a todas que mandaram recadinhos tão gentis no post abaixo. Meu aniversário foi ontem e passei-o do jeito que queria!

A viagem para Praga foi boa, conhecemos uma cidadezinha linda. Como eu queria viajar no meu aniversário, já estávamos psicologicamente preparados para a massa de turistas que invade a Europa em agosto. Mas não para tantos! A cidade estava lotada e, claro, tinha uns brasileiros por lá (inclusive ficamos reencontrando um trio de bocós que ficaram falando mal da rainha Elizabeth – porque eu não sei – em uma mesa próxima a nossa em um restaurante).



E, como de praxe nas capitais deste lado do mundo, reformas intermináveis só para avacalhar com nossas fotos:


Nem a Charles Bridge foi poupada. Quando chegamos, um dos lados estava sendo pavimentado. Quando voltamos, o outro lado era o alvo. E como sempre tem turista deslumbrado com bobeira em qualquer lugar do mundo, grupinhos se formavam atrapalhando o trânsito para simplesmente verem os pedreiros lidando com cimento!!! Socorro…

Como fazia parte de nosso trajeto diário, aproveitamos para apreciar o pôr do Sol todos os dias, enquanto trocentas pessoas se acotovelavam ao longo da ponte.



Quanto à cidade, todo mundo fala que Praga é estupidamente barata, mas isso é bastante relativo. Acomodação e transporte são, de fato, bem mais em conta do que em muitas outras capitais. Sempre pesquiso exaustivamente hotéis antes de viajarmos e decidimos pelo Prague Castle, entre o castelo e a Charles Bridge, uma localização excelente que nos permitiu alcançar todos os cantos com facilidade; um quarto espaçoso (que em Paris teria virado 3 quartos, ou custado pelo menos 5 vezes mais) e um ótimo atendimento em inglês.

O querido Vinny pediu antecipadamente para eles deixarem um buquê de rosas em nosso quarto e eles falaram que haveria uma pequena taxa (claro, sem problemas, ele respondeu sem perguntar o preço); no check out eles cobraram o preço de uma diária pelas flores! Eu fiquei muito p da cara, mas já tinha ido. Então, o hotel tem um excelente custo/benefício, mas não peçam serviços extras!


Sobre o transporte em Praga, além de barato, é ótimo e bastante fácil de se achar. Nada de pagar um absurdo para ir do aeroporto ou estação de trem até o centro, como em Londres ou Paris, e na cidade realmente se faz tudo a pé, porque aquilo é um ovo!

No mais, souvenirs são pega-turistas em qualquer lugar do mundo, e as inúmeras lojas de cristais da Bohemia não valem à pena: em todas os mesmos modelos de taças e vasos (fora outras coisas bizonhas que não entram na minha casa); aqui em Berlin tem cristal da Bohemia importado mais barato e mais bonito. Também há muitas lojas de matrioshkas (as bonecas típicas russas feitas em madeira, com uma dentro da outra), e eu ganhei uma linda, com 10! Tem as versões simplezinhas na faixa de CZK 200 e algumas chegando a CZK 5000!!! 


Quanto à comida… bom, não nos aventuramos na culinária tcheca, se eu quisesse comer Gulash ía em algum restaurante universitário de Berlin mesmo, hahaha. Tem culinária internacional, bastante pizza – melhores do que as de Berlin, mesmo tipo de massa (exageradamente fina), mas com mais recheio – e até uma churrascaria brasileira! Nela nós nos acabamos de tanto comer, e isso vai render um post à parte. O preço regula com Berlin e a cerveja é pouca coisa mais barata do que aqui, então a não ser que você seja um pudim de cachaça não vale à pena ir até lá só para beber.


No final das contas, é uma cidade legal, muito bonita, mas para se visitar uma vez na vida - de preferência em maio ou no final de setembro. Embora a arquitetura seja maravilhosa, Praga é uma cidade claustrofóbica, com ruelas e becos, o que não é para mim. Se alguém estiver em dúvida entre Praga e Berlin, por exemplo, venha para Berlin que há muito mais coisa para se ver e fazer. Se pegarmos uma cidade de tamanho próximo, eu prefiro Dresden.





Ainda há muito o que contar, mais fotos ao longo desta semana!


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Limpeza e férias

Quem já prestou atenção na sujeira do seu teclado? Bem, eu já. Embora o aroma de abacaxi tenha saído, a visão de microorganismos me atormentava, então eu recorri a isso:


A ligação é USB. Isn’t that cool?

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Saímos em mini-férias, aproveitando para comemorar meu aniversário em Praga. Semana que vem, muitas fotos!!!

Enquanto isso, deixo vocês com um site fenomenal, de uma utilidade imensa: clique aqui e ligue o som.


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Opera, o novo Firefox

Usei o Firefox durante anos pelos motivos que todo mundo já conhece: mais seguro e um tanto mais rápido que o Internet Explorer, além do seu caráter não-comercial. Mas nos últimos tempos ele não era mais o mesmo, e a nova versão foi um suplício (ao menos no meu Windows XP, porque no Vista do Vinny até que vai razoavelmente, tirando uns travamentos ocasionais).

Xinguei o Blogger achando que a culpa era sua, pois os maiores problemas ocorriam aqui, e só não troquei para o WordPress para não perder as fotos. Acontece que sim, infelizmente era hora de abandonar o Firefox: extremamente lerdo, ainda mais que eu tenho a mania de abir trocentas abas ao mesmo tempo, além de não poder copiar e colar textos do Word no Blogger (e, com o meu teclado francês, isso é necessário, do contrário acentos bizonhos) e de cair a conexão em vários blogs.

Testei os alternativos Safari e Opera. O Safari é eficiente, mas tem um layout tão basiquinho que desencoraja. Já o Opera, uau! Depois de me habituar às alterações, a velocidade está muuuuito maior e livre dos últimos problemas. Recomendo vivamente (e a propaganda é grátis).

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Mulheres de 30 e a Hello Kitty


Lorelai: I’m a grown woman!
Rory: Says the woman with the Hello Kitty waffle iron.



Não faz muito tempo que me dei conta de que não sou a única quase nos 30 com mais de 25 anos que ama a Hello Kitty – as inconformadas preferem o Snoopy :o. Muitas mulheres nesta faixa etária adorariam ter coisas da HK, mas sentem que seriam infantilizadas e acabam por se privar. E não estou falando do boom de roupas e bolsas da Hello depois que algumas atrizes e socialites começarem a usar produtos da Sanrio (oh, my…).

Sim, eu adoro a Hello Kitty. Só o Vinny (e nossa conta bancária) me impede de acessar o Ebay como uma louca e encher a cozinha e o banheiro com coisas dela (e ele deve ficar aliviado pelas coleções do MacDonald’s estarem guardadas junto com as centenas de livros que tivemos de deixar para trás). E nem reclamo a casa inteira! (eu tenho noção)

Eu a conheço desde minha infância, quando tive apenas uma mochilinha (azul, não rosa, eu passei a gostar de rosa só depois de adulta) e papéis de carta dela. Período muito anterior à invasão dos manufaturados chineses – e é melhor não pensar em dezenas de fábricas onde trabalhadores explorados produzem essas coisas fofas.

Meu atual objeto de desejo da marca é o fazedor de waffles (aquele mesmo que a Lorelai ganhou na sua festa de noivado com o Max Medina). A tostadeira não teria tanta utilidade, e o caráter da, digamos, necessidade da coisa é fundamental para vencer a batalha travada quando algo da Hello está em jogo.

Pais de mais de 30 ainda dão autoramas e ferroramas a seus filhos, seja porque nunca puderam tê-los quando criança ou porque querem reavivar momentos há muito adormecidos. E isso é normal, mas querer convencer alguém de que o filho de 2 ou 3 anos revelou um interesse súbito e insistente por trens ou carros de corrida é forçar um pouco.

She’s cute, big deal? Quem determinou que adultos devem levar a vida sobriamente, sem um pingo de cor (de rosa) em suas vidas? Não que eu vá sair com uma mini-saia pink da HK, c’mon (reafirmo, eu tenho noção!). Por que deveria esperar ter uma filha para me realizar com os brinquedos dela? Mesmo porque não tenho brinquedos, mas acessórios ^^.