quarta-feira, 30 de julho de 2008

Os exageradamente sóbrios horários alemães

Já deu para perceber que eu adoro morar aqui, né? Tirando alguns probleminhas alimentares, que resultaram no corte de disk-pizza (molho com curry, queijo com parcimônia? Tô fora, isso não é pizza) e baniram 90% dos restaurantes da cidades, zuzu bem.

Mas tem algo que é realmente chato e, para mim, incompreensível no cotidiano alemão: os horários do comércio. A maioria fecha às 19:00, um ou outro fecha às 20:00. Mesmo shopping, não são todos que têm suas portas abertas até as 22:00. Domingos e feriados, nem sonhando. E eu estou em Berlin, imagina nas cidades pequenas?

Eu era acostumada a fazer compra no Extra às 2, 3, 4 da manhã… Não tem melhor horário, garanto. Tudo vazio, limpinho, caixas simpáticos, você pode até andar de patins nos corredores (não que eu tenha tentado). E não é exatamente como se segurança fosse um problema aqui.

Alguém pode até argumentar que os funcionários tem direito a descanso, horas determinadas, blablabla. Mas, se há demanda, contrata-se mais gente e, além de atender as necessidades do povo, aumenta o número de empregos, certo?

Aparentemente não é bem assim. Há alguns meses, o mercado embaixo do meu prédio – sim, tenho um mercado E uma estação de metro na frente de casa, e ainda assim é super tranquilo – resolveu abrir suas portas até a meia-noite. Skandal! Foi um verdadeiro burburinho na vizinhança, que apostava que não duraria um mês. Aparentemente a ameaça à tradição era mais forte do que a idéia em si, pois muitos não conseguiam imaginar quem iria no mercado depois das 20:00.

Mas, meses depois, o horário permanece. E cada vez que eu resolvo fazer pipoca às 23:30 e o milho acabou, encontro o mercado mais cheio do que no período morto das 14:00 às 16:00 horas. Agora falta apenas alguém introduzir a sacrílega idéia de abrir aos domingos.

Sinal dos tempos, outros se aventuraram. Agora no shopping recém-inaugurado a 1 Km daqui abriu uma mega academia, 24 horas! Assim eu até me animei a fazer exercícios, embora a idéia de academia em si não seja uma das minhas favoritas – esse negócio de suar em público, além de ter que estar em forma para não passar vergonha é dose.

Anyway, hora de fazer as contas, afinal, quando a inscrição vincula o compromisso de um ano de fidelidade é melhor pensar duas vezes. E somam-se às mensalidades as diversas roupas a serem compradas, a dúvida quanto a fazer aula de yoga em uma classe enorme, na qual a professora mal pode dar atenção, e a minha própria infidelidade às caminhadas que planejamos fazer 3 vezes por semana (mas eu já ando quando faço compras, tá bom, não tá?). E quando o inverno chegar? Nem a pau eu vou sair às 2 da manhã para ir na academia.

Resultado:
Wii : €249,00
Wii Fit: €89,00
Fazer exercício em casa, de pijama: priceless

domingo, 27 de julho de 2008

Inauguração do Food Talk e mais um selo

Pois é, criei vergonha na cara e apartei meu food talk daqui. De agora em diante receitas , e o resto da vida aqui.

Também ganhei mais um selo! Yay me!!! Como alguém costuma dizer, esta história de dar selo por aí, depois que você começa…

A gentilíssima Tânia Pimenta me indicou ao Prêmio Leila Diniz: "Homenagem a quem vive a frente de seu tempo! Com inteligência, bom humor e ousadia. Livre, até para errar. Sem medo de ser feliz. Espalhando alegria e carinho. Enfim, àquele que é protagonista da sua própria história! E esse alguém é você!"


Obrigada, Tânia! Repasso-o para:
Rancorosa, do Rancorizando
Sunflower, do Sunflower Records


Descaradamente clube da Lulu. Prest'atenção no selo!

sábado, 26 de julho de 2008

Meme

Já comentei que o Lumpy é muito pop? Pois é, aparentemente a combinação mami rock + papi bossa = bebê pop.





Maaaas, apesar da maior parte do que eu escuto ser rock (tirando uns períodos obsesivos com jazz), para mim nada é maior ou melhor do que Sinatra. Na verdade, se eu tivesse uma divindade, ele seria o cara. Então, nada mais justo do que usá-lo para responder ao meme que eu roubei do Rancorizando (Morrissey daria respostas brilhantes também, mas fica para outra). Deve-se responder às questões usando nomes de músicas do seu cantor/a ou banda favorito/a:


1. Descreva-se: The Most Beautiful Girl in the World Too Marvelous for Words (porque eu sou a modéstia em pessoa)


2. O que as pessoas acham de você: The Lady is a Tramp Please Be Kind


3. Descreva seu último relacionamento: Drinking Again Something Stupid


4. Descreva a atual relação: Love’s been good to me


5. Onde você queria estar agora: New York, New York


6. O que você pensa sobre o amor: A lovelly way to spend an evening


7. Como é sua vida: My Way


8. Se tivesse direito a apenas um desejo: Fly me to the Moon.


9. Uma frase sábia: The Best is yet to come


10. Uma frase para os próximos: This is the Beginning of the End Let’s face the music and dance


Passo para todo mundo que queira fazer, especialmente para a Sunflower!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Maquiagem mineral

(Sim, papo de garota. Os marmanjos podem passar batido)

Depois de 19 dias (corridos, não úteis), chegaram minhas amostras da Everyday Minerals, que eu fui ansiosamente buscar no correio (já que eu abdiquei da minha função de distribuidora do prédio, como contei aqui).

Para quem ainda não sabe (SE tem alguém que ainda não sabe), a Everyday Minerals é uma empresa de maquiagem mineral. E o que diabos vem a ser isso? São produtos naturais, com uma quantidade mínima de conservantes, ótimo para quem tem pele sensível ou alergias (como a minha a alguns tipos de glicol, presentes na maioria dos cosméticos). O detalhe é que, tirando o gloss labial, todos os produtos são em pó.

O grande alvoroço em torno da Everyday Minerals é que eles oferecem um kit de 5 amostras GRÁTIS, basta você pagar o frete (para a Alemanha, US$ 4,50). São três bases, um corretivo e um blush. E como o meu cérebro imediatamente associa à palavra grátis um letreiro luminoso, o som de champagne estourando e uma fanfarra passando, é claro que eu pedi. Felizmente, meus longos meses de miséria provação financeira em Paris me prepararam para momentos como esse: eu fiquei tentada a comprar umas 10 sombras diferentes, mais produtos corporais. Sabiamente, esperei para ver se aprovava as amostras e comprei uma única sombra, a Smokey, no valor de US$ 2,50.

Bem, vamos à avaliação.


Em cima, da esq. p/ dir.: matte foundation Sandy Fair, intensive foundation Fair Neutral e matte foundation Soft Butter Peach.
Em baixo: corretivo Sunlight (que no site não me pareceu ser tão amarelo) e blush Fresh Air.

Primeiro, e mais importante, isso não é maquiagem "natural" coisa nenhuma! Isso é quase nada! Eu uso uma maquiagem natural, só às vezes capricho na sombra, e repito, isso é quase nada! Os looks no site da empresa são "photoshopados" ou usaram maquiagem de verdade. Além de haver uma pequena discrepância entre os tons que aparecem no site e os reais.

Quando comecei a me maquiar cuidadosamente, aproveitando o brinquedo novo, meu corretivo Paste Erase da Benefit foi correndo se esconder na minha caixa de maquiagem, para não rir descaradamente da inutilidade do que eu estava aplicando. (E, antes que vocês imaginem alguém de pele problemática, com cicatrizes de espinhas, garanto-lhes que minha pele é bastante boa, apenas olheiras – que ainda não estão roxas – e um ou outro ponto vermelho).

As bases saíram-se um pouco melhor, mas nada comparado a uma base líquida de média qualidade. A cobertura foi superficial, estranhamente destacando os poros. O blush também é fraco. O look total foi inferior a usar somente meu pó compacto da Chanel, que uso para retoques ou quando tenho preguiça de me maquiar para ir na esquina (sim, porque eu não vou no mercado sem maquiagem). E reforço, só o pó compacto, nem estou falando no padrão corretivo-base-pó solto.

A sombra dá para o gosto. Mas não é durável. O preço é estremamente convidativo, mas eu ainda prefiro qualidade à quantidade.

Enfim, por um total de € 4,50, foi bom fazer o teste e ficar com uns potinhos excelentes para guardar creme em viagens. Mas não embarco na loucura da Everyday Minerals novamente.


Feliz aniversário Yoshie!

Há pouco tempo, reencontrei uma amiga de muitos anos. E é tão bom vê-la feliz, reinventando-se, buscando aquilo que quer. Não esperava nada menos.

Parabéns, Yo. De todo coração.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Tô podendo!!!

Em pouco mais de dois anos de existência deste blog - tá certo que passei a escrever mesmo nele neste ano, antes era quase um fotoblog -, ele não tinha ganho nenhum selinho sequer. Como concurso de popularidade nunca foi meu forte, sinceramente, isso nunca me incomodou. Estou até preparando um novo blog, porque o Food Talk está ficando maior do que eu esperava, e eu me pego regulando posts desta seção para não desvirtuar a idéia do No Outro Lado do Espelho (que não, não será abandonado).

Mas, de uma hora para a outra, a Iza não me deu apenas um selo, mas 5 de uma paulada só! Clap, clap, clap... E mais dois de um post antigo! (que eu fiquei com vergonha de colocar aqui, mas depois dessa avalanche...). Obrigada Iza!

Vamos a eles:


Que eu passo para as queridas Patrícia, do Tecknicolor Kitchen, e Angie, do Joaninha Bacana, efetivamente blogs da melhor qualidade!


Se alguém me explicar quem é esta criatura eu agradeço. Deduzindo que "Mara" seja de maravilha (ou ele é a Mara?), eu passo para as meninas do Vende na Farmácia?, que fazem maravilhas pela compulsão por cosméticos.




Selo clássico para a Cacá do Um Pouquinho de Tudo e para o Rancorizando (ganhou um selo e subiu à cabeça, imagina com dois?)



Prêmio para a Sun e as interessantes playlists do Sunflower Records, para a Ana do Ventilador e para o (extinto???) Amarelo Banana, blogs nos quais eu bato cartão.



Um selo para A vida escrita à mão. Eu sei que ela não vai entrar na onda, mas fica a menção, pois seu cuidado com o meio ambiente é perceptível.



Selo para o La Traviata, da Natália, para o Sun Cine, novo blog da Sunflower, e para o Ogrices, do RodOgro.

E, por último, um selo com exigências:




“Com o prêmio dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc..., que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras."

O "Prêmio Dardos" tem certas regras:

1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.

3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o "Prêmio Dardos". (15 é exagero, não é não?)



Bom, vou indicar para quem já me linkou, porque essa história de mendigar link é uó, para mim isso tem que ser natural (gostei, linkei, sem pedir reciprocidade).

Amarelo Banana

Joaninha Bacana

La Traviata
Pepper in Fashion
Rancorizando
Sunflower Records
Tecknicolor Kitchen
Um Pouquinho de Tudo
Vende na Farm
ácia?


No mais, também roubei um meme do Rancorizando, que a Nah postou também, mas esse fica para outro post ;)

Por hoje é só, pessoal.


The world is full of crashing bores

Sabem o tipo de pessoa que coloca sempre as suas necessidades e sentimentos acima tudo? Não, não estou falando de amor-próprio ou de um egoísmo básico (como os Malvados já disseram, não abro mão do meu egoísmo), mas de pessoas encantadas com o som da própria voz.

C’mon, eu tenho certeza de que todo mundo já conheceu alguém assim. Alguém que, apressadamente, fala um oi, tudo bem ? e, logo em seguida, começa a disparar todas as suas novidades, as suas necessidades. Assim, sem um mínimo de interesse efetivo pela vida do interlocutor.

Quer saber? Cansei, parei. Estou a milhares de quilômetros. Meu lar agora é na Sibéria.




quinta-feira, 17 de julho de 2008

Oh, ne....

Ok, eu sou "fresca" para comer, assumo. Além de não comer um monte de coisa, detesto ser mal-servida, receber o pedido errado depois de pedir detalhadamente ou pagar caro por comida meia-boca – principalmente porque eu faço comida boa por conta da casa ^^

Belushi’s, uma rede de dinners americana, tem uma filial em Berlin. Espaço ótimo, cardápio interessante, eu já esperava um Peggy Sue. Mas, quase vazio numa 5a às 20:00h, dava para desconfiar. Atendimento ruim (além de ter de pedir no balcão; eles pensam o quê? Que estão numa beira de estrada?) sem oi nem tchau, o chão sem varrer há algum tempo, drinks pelo preço do sanduba sem honras (o sex in the beach mais vagabundo que eu já tomei).

Quanto ao rango (sim, porque esse vocabulário cai melhor): pão velho e bacon para lá de gorduroso. E, claro, maionese e catchup genéricos. Taí uma coisa que decreta o grau fuleiro de uma lanchonete, catchup de cantina. Nem estou pedindo um Heinz, mas tem que ser algo com sabor de catchup, não molho alaranjado com excesso de vinagre. C'mon folks, não aumenta o rancor.

Detalhe: o Vinny que come até pedra também não gostou. Então é ruim mesmo!!!

Dá licença que eu preciso ir tomar um chazinho.

Feliz aniversário Carol e Bibi!

A Carol sempre sofreu com o aniversário dela caindo nas férias, porque, basicamente, quase todo mundo esquecia! E ela teve uma filha (linda!) no mesmo dia – que presente, hein?


Parabéns, meninas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Muffin Tops

Um de meus muffins favoritos é o de Blueberry vendido nas Starbucks de Paris (não a versão light, que tem gosto de serragem). Estranhamente, não tem o mesmo gosto em outras Starbucks fora da França. E não é apenas a farinha que é diferente, tem algo mais, e eu continuo a procurar pelo segredo. O de chocolate com Nutella que eu já postei aqui é campeão de pedidos. Mas muffin salgado? Nunca havia comido e me soava estranho.

Uma receita assim estava na minha to do list há tempos. Esse muffin, originalmente de queijo e sementes, já foi testado pela Akemi e pelo Vitor Hugo, só para citar dois. Cada um deu seu toque especial e, como não poderia deixar de ser, eu também mexi na receita e fiz metade da original e a outra metade com orégano e peito de peru. Modéstia à parte ^^, minha versão ficou mais gostosa do que a original, e o toque de orégano fez toda a diferença (acredito que com ervas de Provença fique bom também)!


O que fazer com as bases dos muffins é com vocês. Eu não consigo jogar fora, então continuo esperando pelo dia em que alguém conseguirá fazer o topo, com gosto de topo, mas sem desperdiçar a base. Vou tentar contactar o Newman.



Muffin salgado

Ingredientes:


6 c. sopa de gergelim (2 para decorar)
300 g. de farinha de trigo
1 c. sopa de fermento em pó
1 c. sobremesa de sal
80 g. de queijo mussarela ou gouda ralado
50 g. de queijo parmesão ralado
100 g. de peito de peru cortado em pedacinhos
Orégano à gosto
2 ovos
250 ml de leite
100 g de manteiga


Modo de fazer:

Pré-aqueça o forno a 180°C. Não é necessário untar a forma e, caso deseje usar forminhas de papel, deixe para colocar os muffins depois de assados (como a receita leva queijo, naturalmente fica um pouquinho oleoso).

Toste rapidamente o gergelim em uma frigideira em fogo médio e separe. Use a frigideira para derreter a manteiga e reserve-a até esfriar.

Coloque em uma vasilha grande a farinha peneirada com o fermento, o sal e o orégano. Misture bem e junte os queijos e o peito de peru. Caso faça à mão, abra um buraco no meio e reserve (eu fiz na batedeira em velocidade baixa com o gancho de pão).

Separadamente, bata os ovos, adicione o leite e a manteiga derretida e esfriada. Misture até uniformizar e despeje nos ingredientes secos. Bata devagar até os ingredientes unifromizarem.

Distribua nas forminhas de muffins até quase enchê-las e leve ao forno por cerca de 30 minutos (forno elétrico por no máximo 25 minutos). Faça o teste do palito.

Logo antes de irem para o forno


E cresceram mesmo!

Porque muffin não é apenas um topo delicioso

Rend.: 12 muffins

Bon appétit!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Adaptação

Há diferentes etapas de adaptação a serem vivenciadas pelos expatriados. Uma teoria (sorry, fonte perdida) afirma que o processo se desenrola na forma de um U: ao chegar em um novo país, as altas expectativas e o deslumbramento ante o diferente deixam a pessoa animada e cheia de energia – o início do U, fase que costuma durar cerca de 2 semanas.

Na seqüência, com a acentuação das diferenças e as saudades do que é familiar (e dos familiares), inicia-se a longa descida aos infernos ao fundo do U, quando muitos sentem-se desanimados e mesmo deprimidos; é quando a necessidade de se entender claramente as pessoas atinge em cheio e, mesmo quando se é fluente, ou se pensava ser, a frustração diante de diferentes sotaques é inevitável.

A comida já não é tão agradável (acho que nunca mais suportarei comer Emmenthal – dieta básica para os duros na França, pão com queijo), o preconceito em muitos países é revoltante (além, claro, de que se você é brasileira inevitavelmente vai escutar uma piada de mau gosto ou uma cantada barata, pois a idéia de que toda brasileira é fácil é mais difundida do que se imagina).

As diferenças são tantas e tão gritantes, e isso não é válido apenas para quem sai do Brasil e vai para o Irã ou para o Zimbabwe. Desde o comportamento das pessoas até sinalização de trânsito, passando pela higiene (ou falta dela) das cidades, há motivos de sobra para se reclamar. Alguns pré-conceitos se mostram verdadeiros, como muitos franceses serem fedidos e tomarem banho de perfume para disfarçar; outros absolutamente falsos, como o de que os alemães são grosseiros e frios.

A descida ao fundo do U pode durar 3, 4 meses. Então a aceitação das diferenças, a melhora na inserção e o estabelecimento de laços de amizade dão à arrancada até o final do U, quando a euforia inicial é substituída pelo gratificante senso de integração.

Claro, isso é só uma teoria geral. Eu sou a viva prova de que não é universal, pois a fase da euforia em Paris durou, para mim, exatamente um dia. E a queda do U sete meses, até a saída de lá. Já Berlin, tirando alguns momentos de frustração lingüística (graças àquela professora chatérrima, que só de lembrar provoca espasmos), foi apenas o arranque final do U. Coroado, magnificamente, com a dica da querida Angie: Milkana cremig e Schmelzkäse.



Sim, ladies and gentlemen, existe um pseudo-requeijão na Alemanha. Agora eu não preciso de mais nada.

Utilidade pública

Novo site divulgado pelo Rancorizando (não podia deixar de ser): Macumba online. Você pode fazer seu e-trabalho e ele é entregue no e-mail do "macumbado". Detalhe: nada de pagar uma ajudinha para o centro espírita, tudo de graça (por enquanto, pelo menos). E aparentemente o povo do site é escaldado: não oferece o próprio e-mail para evitar receber uma macumbinha.

Finalmente, um grande serviço de utilidade pública para acabar com o ridículo das pessoas que se aventuram nas encruzilhadas à meia-noite, além de dedicar um total respeito aos animais: nenhuma galinha preta será sacrificada.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Visual novo

É, mudança de template mais uma vez. Isso é cíclico por aqui (cujos ciclos são infinitamente maiores que os do Amarelo Banana, por exemplo - falando nisso, boa recuperação, Banana!), mas de repente me bateu uma angústia aquele visual fechado (ou talvez sejam meus óculos precisando ser mudados) e resolvi deixar tudo mais clean.

Depois de ler umas dicas neste ótimo site, fiz a festa no html. Nem deu tempo da querida Nah, com toda sua inspiração, ajudar (obrigada pela oferta!). Se este template vai durar? Quem sabe uma semana…

domingo, 6 de julho de 2008

Lush


Eu não acredito que só agora eu descobri a Lush, depois de ler um post neste blog aqui. E por um motivo bastante simples: eu tenho pavor de lojas em que os vendedores são atenciosos demais. Sério. Para mim, um ótimo serviço é quando eu ouço um bom dia/boa tarde, posso lhe ajudar em algo? Não? Ok, fique à vontade, precisando é só chamar.

Eu até suspiro ao passar por lojar cheias de cosméticos coloridos, embalagens diferentes e aromas deliciosos, porque sei que teria que manter uma conversação. Eu já detestava isso no Brasil, imagina aqui, com o meu alemão tão basiquinho. Nada como uma loja em que eu possa olhar tudo o que eu quiser sem ninguém me cercando, fazendo mil perguntas, dando mil informações (que eu não pedi), fazendo mil sugestões (que eu dispenso). Não gosto e pronto.

Boa parte da irritação (desconsiderando os problemas linguísticos) deve-se ao fato de que eu me conheço bem e, ahan, posso pensar por mim mesma. Aliás, qualquer mulher se encaminhando para os 30 conhece seu tipo de pele e não precisa ouvir palestra de alguém que nem dermatologista é, e está mais preocupada em te vender um creme carésimo para aumentar a comissão do que em propriamente ajudar uma linda desconhecida.

Por isso eu vou direto para as escadas rolantes na Kadewe, um verdadeiro paraíso dos cosméticos em Berlin, uma Sephora da Champs-Elysées mais civilizada. Minha marcas favoritas estão lá e várias outras que eu gostaria de conhecer, mas eu me sinto como um coelho no meio de uma alcatéia. Parece que uma guerra de demonstradoras de perfumes está prestes a estourar, e repetir de três em três segundos Danke, nein, cansa a beleza. Em qualquer língua. Aventurar-se a parar em um dos balcões? Há! O jeito então é pesquisar tudo na internet, para chegar direto naquilo que quero e sem perder tempo com small talk (dá para imaginar como eu me sentia em salão de cabelereiro, não?).

Um dos problemas dos sites de muitas marcas é não colocarem os ingredientes. E eu, cheia de alergias, tenho de checar todas as fórmulas, porque uma alergia à brócolis eu não podia ter, né? Tinha que ser a algo que tem em quase todos os cosméticos. E, quando finalmente encontro algo espetacular, logo depois sai de circulação. A última perda foi o corretivo da Chanel. Ainda à procura de um substituto.

Maaaas, voltando à Lush, o motivo deste post.
Não só o site é maravilhoso, como todos os ingredientes são listados. Todos. Nada de indicar apenas o princípio ativo. Além disso, quase todos os ingredientes são naturais, os produtos são feitos manualmente e não são realizados testes em animais! Fiz uma encomenda básica e amei cada produto; só de deixar as bolas de banho no banheiro ele ficou todo perfumado. E as máscaras frescas? Lambuzar o rosto com uma falsa mousse de chocolate é divertido, você parece saída de um conto de Dickens (algumas pessoas já fizeram a besteira de comer o negócio, blargh, menos gente, bem menos). Por último, mas não menos importante: eles mandam o jornalzinho deles, com todos os produtos e tirinhas super engraçadas, além de amostras. E claro que eu adoro ganhar brinde. Especialmente 4 de uma vez só!

Não estou convencida de que os cremes faciais são realmente eficazes depois dos 40, mas, até lá, há muitas marcas que podem lançar sites decentes.

Isso é que é uniforme

Gente, olha que coisa linda as camisas do Palermo! Eu quero!!! As três!!!






Minha simpatia pela Internazionale na Itália já era. Agora somos um feliz lar de torcedores de clubes italianos modestos. Ao menos lá estamos susse.


sexta-feira, 4 de julho de 2008

Vício

Escândalo. Estou absolutamente viciada. Em azeitona preta!!!

De repente, a refeição mais esperada da semana se tornou um sanduíche de salame italiano, gouda, lascas de Grana Padano, tomate e muita, muita azeitona preta. Eu até parei de comer ketchup com sanduíche!

Dá licença que eu vou ali beliscar umas azeitonas enquanto faço nosso combo almoço/jantar. Com mais azeitonas pretas.

Nascida em 4 de julho

Feliz aniversário d. Odivete! Esperamos que este novo ano lhe traga muitas alegrias, saúde e, de preferência, o fim das reformas na casa ;)


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sanssouci


Há tempos planejávamos uma viagem curta até Potsdam, mas sempre acabávamos deixando para depois, afinal, Potsdam é logo ali (1 hora de Berlin de SBahn). Decidimos que desta semana não passava e valeu à pena! Super fácil de alcançar, o castelo e parque Sanssouci (sans=sem, souci=preocupação) se revelaram uma ótima surpresa!

Ao descer do ônibus (na Hauptbahnhof de Postdam deve-se pegar um ônibus até o castelo, o trajeto leva 10 minutos), já se avista verde por todos os lados e o moinho antigo.




Na entrada do ensemble construído originalmente como residência de verão de Frederico II, e considerado a maior obra de arquitetura rococó da Alemanha, funcionários vestem-se como no final do século XVIII (desconsiderando pequenos detalhes como o tecido, zíperes, etc).



A primeira impressão é que é bacaninha, nada fancy, de fato. Mas em conjunto com o parque é algo realmente maravilhoso, em cada canto surgem fontes e estátuas.







A Casa Chinesa é uma construção bastante interessante, no meio de uma enorme área verde. Era utilizada originalmente como refeitório no verão, hoje abriga uma pequena coleção de porcelana chinesa.



O Lumpy estava louco para passear conosco, especialmente depois que tantas pessoas notaram sua ausência nas fotos de Londres (porque ele preferiu ficar em casa dormindo, o preguiçoso!) e, claro, ele detesta decepcionar seus fãs.




Ao nos embrenharmos pelos caminhos do parque, ficamos com a impressão de que aquilo não acabava mais!!! Na metade do passeio começamos a racionar a garrafa de água que levei, pois, apesar de ser um parque, não havia um único quiosque pelo caminho! Água e refrigerante, apenas nas lojinhas que ficam na entrada do castelo, e já estávamos a quilômetros dali!





Chegamos até áreas com inexplicáveis rolos de feno. O que diabos estariam eles fazendo ali??? Decorando a grama???



Embora fale-se do Schloss Sanssouci, o parque abriga outros castelos, como o Neues Palais (Novo Palácio), construído por Frederico II como casa de hóspedes. Atencioso, não? Ninguém mais pensa desta forma no conforto de seus convidados...




O detalhe é que só parece ser tijolo à vista, na verdade o palácio foi pintado como se fosse feito assim:



Outros palácios (alguns em reforma) – e estátuas de Frederico, o Grande – ainda podem ser vistos ao longo da caminhada:






Na saída, decidimos explorar o pequeno centro de Potsdam (e os outros palácios) outra hora, estávamos exaustos. Almoçamos em um restaurante próximo (e, incrivelmente, foi bastante fácil escolher um, pois existia apenas um restaurante propriamente, além de um quiosque de salsicha e um bar).




Zur Historichen Mühle (Ao Moinho Histórico) é um restaurante médio, esquema Biergarten, bem agradável, mas com um menu um tanto limitado. Tanto que o Vinny perguntou se eles poderiam fazer uma porção de batata-frita (e eles fizeram) pois, para variar, eu não gostei de nada. Mas ele pediu uma lasanha com mozarella e tomate – algo bem simples, até lembrarmos que o que eles chamam comumente de mozarella aqui é aquela coisa branca que vem boiando em água (mussarela de búfala), e até a garçonete falar que era fria. Unh, lasanha fria, nhami, pensei cá comigo, mas ele topou assim mesmo. E, quando chega à mesa, era essa a lasanha:




Claro que isso não é uma lasanha, um italiano provavelmente se ofenderia. Mas taí uma excelente idéia de entrada, massa de lasanha frita (aparentemente, porque nunca fritei massa de lasanha, mas lembra uma massa de pastel mais firme), com mussarela de búfala, rúcula e tomate alternados, com duas finas fatias de presunto parma por cima. Lindo visual e o Vinny gostou bastante (e o Lumpy também).

Com um céu claro e Sol brilhante, o dia estava perfeito para tirar fotos. Como sempre, faço Sol ou chova, passo protetor solar no rosto. Mas me esqueci completamente do colo e dos braços, e agora estou aqui com umas marcas cor-de-rosa nada agradáveis, autch… Mas tudo bem, se eu me esconder do Sol até o final do verão, quem sabe elas sumam.


terça-feira, 1 de julho de 2008

Feliz aniversário Mariete!


Esperamos que seu dia seja maravilhoso! Muitas felicidades!!!