sexta-feira, 27 de junho de 2008

The Happening

Duas opções de filme ligeiramente diferentes foram apresentadas para o Vinny: Sex and the City que ele adora e The Happening. Eu crente que ele escolhia Sex and the City, do qual, confesso, não sou muito fã (pronto, falei), afinal, temos o trato quanto a X-Files 2 apesar daquele final babaca da série. E não há de ver que ele escolhe The Happening? Porque eu não acompanhei a série!!! (mas todo mundo sabe do que trata a série, quem é quem, blablabla, eu até tenho uma favorita, juro!).

M. Night Shyamalan é ótimo, concordo, eu adorei Sinais (que, além do mais, tem o Joaquin Phoenix). A Vila só assisti depois de saber a história, então não conta. Mas o que esperar de um filme que tem como protagonista um cara que já foi conhecido como Marky Mark?

O filme é tão fraquinho, e tão pretensioso no pseudo-tributo a Hitchcock… Ok, confesso que tive dois baita sustos, mas nenhum deles se equiparou ao pé no milharal de Sinais. Em nenhum momento senti a angústia como uma entidade quase corpórea à minha volta.

Contudo, uma coisa me chocou no filme: ainda é cedo demais para se brincar com o trauma americano. O filme foi de uma insensibilidade neste sentido que lhe custam (ainda mais) pontos.

Produzir Alien no momento da Guerra Fria jogou o inimigo vermelho, literalmente, para o espaço. Já The Happening torna o inimigo invisível, rápido e chocantemente eficaz no meio da população, aumentando a ansiedade de uma nação cujas estruturas foram profundamente afetadas pelos ataques terroristas e que não vêem a possibilidade de um ataque biológico apenas como ficção para entreter as massas. E, diferentemente dos filmes em que o heroísmo americano é exponenciado, como Marte Ataca!, Impacto Profundo e Armagedon, não há nenhum herói para salvar o dia e o futuro da humanidade.

Intencional? Sem dúvida. Mas a análise vai certamente além do filme, empobrecido com fracas atuações. Poderia ser muito maior do que é, brilhante e profundamente aterrador. Não foi dessa vez, M. Night Shyamalan.

Feliz aniversário dona Claudinha!

A filha da dona Claudinha, um bom tanto maior do que ela, consegue erguê-la, mas, ainda assim, a dona Claudinha é capaz de carregar o peso do mundo nas costas. Ela é a pessoa mais trabalhadora que eu já conheci, e que consegue tirar um prazer enorme disso. Por isso eu sei que, apesar da distância, esse dia será muito especial para ela, pois estará fazendo aquilo que mais gosta!


Feliz aniversário, mãe! Saudades.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

e-commerce 2

Estava eu feliz da vida com meu casaquinho Sakura encomendado numa 3a, quando vejo a loja novamente na 4a ele estava "apenas" €15 mais barato. Mandei um e-mail para a loja online, expondo a situação: no mesmo dia em que foi despachado o preço baixou, ou eu recebo um desconto na conta ou mando de volta e faço um novo pedido (devolução grátis, lembram?).

E não é que a rigidez das regras alemãs faz com que não consigam entender a minha lógica brasileira? Eu encomendei com aquele valor, tenho de pagar aquele valor. Ok, ok, eu sei que, teoricamente, eles estão certos. Mas é uma baita sacanagem!

Resultado: mandei de volta, sem pagar pelo correio (e pelo casaco), e já recebi outro, €15 mais barato. Outra conta eles não podiam fazer, mas pagar 2 envios de correio tudo bem. Vai entender…

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Esses franceses são loucos - parte XVIII

De como esmolar corretamente


Antes que eu receba uma enxurrada de comentários falando que eu sou elitista, direitista e desalmada, já aviso de antemão do que eu não vou falar aqui. Não é sobre a triste realidade dos sem-teto, um ensaio sociológico sobre aqueles que enfrentam a humilhação da esmolagem como último recurso. Eu vou falar daqueles que fazem da esmolagem uma profissão, às vezes transformada em shows que se assiste involuntariamente, mas pelo qual sempre é pedido um cachê modesto. E nesta categoria quase-profissional, os parisienses são invejáveis. Especialmente se comparados aos desafetos alemães.

-Muito boa tarde, senhoras e senhores, desculpem-me incomodá-los. Eu…

Num tom de voz baixo, é assim que os pedintes e vendores se dirigem aos passageiros nos metrôs de Berlin, às vezes visivelmente desconfortáveis. Se você estiver conversando ou escutando música, dificilmente nota essas pessoas que, mesmo sem conseguir sequer uma moedinha de 10 centavos, reiteram o Schöner guter Tag antes de deixar o vagão. Tem também o evangélico que se planta na ponta do vagão com uma malinha onde se lê : Pergunte-me sobre Jesus. O cara não fala absolutamente nada, e muda de vagão na estação seguinte se ninguém quer saber do deus dele (e se todos os evangélicos fossem assim eu teria bem menos problemas com eles).

A estes os pedintes parisienses tem algumas lições a dar. A começar pelo básico, nunca fique sentado no chão sem uma plaquinha. A simples “J’ai faim” junto de olhares lânguidos que não o abandonam enquanto você estiver na mira (e da exclamação de um merde quando você passa batido) é bastante efetiva. Mas a especialidade parisiense, como não poderia deixar de ser, é atrair a atenção para si.

Em Paris também há os papéizinhos atirados em seu colo, mas eles são, de longe, os instrumentos menos usados. A garganta vem em primeiro lugar, com a inconfundível atitude parisiense de que se eu estou aqui, devo incomodá-lo. A atenção de Mesdames e Messieurs não é pedida, é exigida. Pedintes, vendedores de jornais, cantores (alguns até passáveis, outros que são pagos mais na esperança de que logo troquem de vagão), pobres estrangeiros… Todos gritam suas necessidades e o encaram desafiadoramente.

Alguns parecem insanos, muitos xingam a ineficácia da Securité Sociale (e parecem ter recebido um curso sobre como esmolar corretamente, pois o discurso é sempre o mesmo: Je suis sans logement, sans emploi, sans dignité…), outros são quase famosos, como a mulher que cobre o RER B até o aeroporto Charles de Gaulle e canta somente a melodia tornada célebre, infelizmente, por Silvio Santos – tralalalala lala tralala lala… E ela repete incasavelmente, em intervalos de intermináveis 3 minutos por vagão, o tralala.

O jeito é fazer cara de paisagem e fingir que tem a concentração de Rory Gilmore ao ler seu livro com toda a barulheira. Você corre o risco de ser xingado, mas, hey, estando em Paris, isso aconteceria mais cedo ou mais tarde.

Eurocopa 2

Gente, essa Eurocopa está de ponta-cabeça. Só espero que a bizarice não continue na quarta, dia de Alemanha e Turquia. By the way, ótimo dia para não sair de casa. Pode parecer exagero para quem está longe ou não tem noção das dificuldades de convivência entre alemães e turcos, mas é realmente intimidante topar com alguns grupos de jovens de ascendência turca que ficam xingando os alemães de sujos comedores de porco. Na Alemanha!!!

Claro que topar com skinheads também não é uma situação das mais agradáveis, mas até agora eu só passei pelo constrangimento do primeiro caso. O que fazer então se você até passa por alemão, aber sprichst fast kein Deutsch (mas fala quase nada de alemão)? Mantenha distância.

domingo, 22 de junho de 2008

E a maldição continua…

Depois de apresentar o melhor futebol da Eurocopa, a Holanda mantém a tradição de voltar cedo para casa. Em um jogo sonolento até a prorrogação, as perguntas que não querem calar: Sneidjer subitamente perdeu o senso de direção? Van Basten não fez a lição de casa (bem ao contrário de seu conterrâneo Hiddink)? Os holandeses acharam que seria um passeio e se desligaram do jogo?

E hoje é dia da Espanha continuar o ciclo dos urubuzados. Tudo bem, quem vai sentir falta de tanta bravata?

Alemanha X Itália. Na torcida.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Mundo Bizarro

Uma casa no pacato bairro de Jardim Bizarro, em Jundiaí, começou a jorrar sangue no último final de semana, para desespero dos moradores locais, que se unem em correntes de oração (Xô, Satanás!).

Enquanto lia a matéria, perguntava-me o tempo todo: Peraí, é Jardim Bizarro mesmo?

Sim, é. E com esse nome eles esperavam algo diferente?

O nome do bairro foi dado em homenagem à família Bizarro, próspera moradora local. Seu mais famoso representante recusou-se a comentar o caso, e seu celular permanece fora da área de serviço.



Matéria original aqui.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Which Super Villain are you?


I'm Dark Phoenix

A prime example of emotional extremes: Passion and fury incarnate.



Dark Phoenix
73%

Apocalypse
72%

Dr. Doom
69%

Venom
64%

Mr. Freeze
60%

Mystique
57%

Lex Luthor
54%

Poison Ivy
52%

Magneto
50%

Juggernaut
45%

The Joker
41%

Two-Face
41%

Catwoman
40%

Riddler
34%

Kingpin
30%

Green Goblin
25%





*huahuahuahua*


Idéia tirada daqui.

Curtas

Acordar e passar o dia todo com Faroeste Caboclo na cabeça, tendo ouvido Legião Urbana pela ultima vez, assim, ha quase 10 anos... Acho que falo por todas as vozes na minha cabeça quando digo, what a hell??

*

Eu e Vinny mantemos uma politica de reciprocidade quanto a cinema: eu o acompanho em, digamos, Sex and the City Iron Man, e ele vai comigo ver Arquivo X 2. Não estava botando fé no Iron Man, apesar de ser o tão aguardado retorno do Robert Downey Jr (cara, ele tinha tudo para ser o Johnny Deep da geração deles!), mas acabou sendo o melhor filme de super-herois dos ultimos tempos. Aguardando The Avengers! (modo nerd acionado, mas quem ainda não viu, não deixe a sala do cinema antes de acabarem os infindaveis créditos)

*

O Blogger ta acabando com a minha paciência. Agora não estou podendo copiar os textos do Word (com a devida inserção de acentos, ja que meu teclado francês não colabora). Assim que sobrar um tempinho eu mudo para o WordPress.

terça-feira, 17 de junho de 2008

e-commerce

Sempre achei bizarro comprar roupas pela internet, apesar de tudo o mais comprar sem pestanejar. Seja buscando um livro esgotado que não tem na biblioteca no AbeBooks, ou um novo em uma das Amazons, que também são a primeira opção desde um dvd a um ventilador, seja me obrigando a não entrar no Ebay e acabar comprar mais alguma coisa da Hello Kitty.

Mas roupa? Aí já é demais. Eu preciso passar horas provando, vendo o caimento, checando as costuras, se os botões estão bem presos, se o tecido presta… Bem, precisava.

A Esprit (uma marca de roupas que tem em quase toda a Europa, equivalente a… não sei… talvez Zara? Quando a Zara está no meio termo, nem coisas fabulosas, nem aqueles restos de estoque) lançou uma loja virtual e me aventurei, depois de ter achado um casaco lindinho tipo Sakura Card Captors (não, não é rosa, parece uniforme). Os detalhes da venda, vejam, são iguaizinhos aos do Brasil: você não precisa pagar na hora com cartão de crédito; o envio é grátis; o recebimento ocorre em 3-5 dias; se o tamanho não der certo ou se você simplesmente não gostar, basta colar na mesma caixa uma etiqueta que acompanha o produto e enviar de volta, também sem custo. E o pagamento é feito depois de tudo isso (ou não, se você devolver), em até 14 dias após o recebimento, com uma transferência bancária.

Como eu disse, igualzinho no Brasil.

Meu tipo de barra de cereais

Barras de cereais não são nenhum hit para mim. Coisinhas absolutamente sem graça, cujas calorias não são merecedoras da minha ingestão :D. Mas, hey, não é exatamente como se eu fosse Bear Grylls e tivesse que escolher entre comer formigas ou a barrinha de cereais perdida no fundo da mochila.


Entretanto, ao ver esta receita, achei que valia à pena tentar. Como vocês notarão, não são barrinhas lá muito tradicionais…


Cheesecake Bars (receita adaptada daqui)


Ingredientes

75 g. de manteiga

70 g. de açúcar mascavo

125 g. de farinha de trigo

50 g. de frutas secas tostadas (usei nozes e amêndoas)

230 g. de cream cheese

50 g. de açúcar

2 c. de chá de suco de limão

1 c. de chá de extrato de baunilha

1 ovo grande

2 c. de sopa de leite

Modo de fazer:

Pré-aquecer o forno a 180°C e untar uma forma pequena (até 20 cm).

Bater em velocidade baixa na batedeira a manteiga e o açúcar mascavo até obter um creme homogêneo. Acrescentar então a farinha e bater até obter uma farofa fina. Misturar as frutas secas e reservar uma xícara, forrando o fundo da forma com o restante, pressionando com as costas d euma colher. Assar por 15 minutos.

Enquanto isso, bater o cream cheese com o açúcar, adicionando na seqüência um a um o suco de limão, a baunilha, o ovo e o leite. Misturarem velocidade baixa até homogeneizar.

Depois que a massa assar, deixar descansar por 5’ e então espalhar o creme e, por cima deste, a farofa. Colocar no forno novamente por mais 25’.

Deixar esfriar completamente e então guardar na geladeira por 2 horas, pelo menos.

Rendimento: 8-10 barras.

Enquanto barras de cereal, são bem gostosas. Mas como algo que faz menção a chessecake, eu ainda fico com o tradicional.





Para acompanhar, um refrigerante retrô (?!). Garrafinha bonitinha, não? Comprei, obviamente, apenas por causa disso. Mas a cor me fez pensar que era algo parecido com gasosa. Ledo engano, nada mais do que água colorida quase sem sabor…


segunda-feira, 16 de junho de 2008

Coisa maligna


Instrumento multi-uso. Serve para ralar queijo (legumes? nesta casa?? hahaha), na maior parte do tempo. Ocasionalmente também rala unhas e pele. Iuc.



O pior é colocar um band-aid e descobrir, na hora de trocá- lo, que é do tipo que não deixa a pele respirar. Saca aquela coisa esbranquiçada, enrugada, com um pedaço em carne viva? Costumava ser um dedão bem normalzinho.

sábado, 14 de junho de 2008

Insanos

E depois ainda tem gente que se ofende quando eu falo que os franceses são loucos...

*

Polícia francesa prende o maior 'seqüestrador' de gnomos do mundo

Homem de 53 anos teria levado 170 anões de jardim de cidade na Bretanha.
Suspeito agia sozinho, sem fazer parte de 'Frente de Liberação dos Gnomos de Jardim'.

A polícia da região de Bretagne, no norte da França, acredita ter dado um forte golpe na onda de roubo de anões de jardim que assola o país há anos. Foi preso na cidade de Mauron um homem que, segundo a polícia, teria 'seqüestrado' mais de 170 gnomos, além de estatuetas de animais e outros adornos para jardins.

A prisão do suspeito, de 53 anos, foi anunciada na quinta-feira (12). Nem todos os 170 gnomos localizados na residência do 'seqüestrador', no entanto, devem voltar para os jardins de onde foram levados. O criminoso pintou os anõezinhos, dificultando sua identificação.

Segundo os policiais, o suspeito não faz parte da infame 'Frente de Liberação dos Gnomos de Jardim', organização responsável pelo sumiço de diversas estatuetas na França nos últimos anos.

O suspeito será julgado e corre o risco de ir para a cadeia por conta do furto dos gnomos. "Dá vontade de rir, mas, infelizmente, trata-se de roubo. E isso é crime", afirmou o oficial da polícia francesa Eric Le Roch, em entrevista à agência de notícias AFP.


Fonte: G1 > Planeta Bizarro


Aos interessados (as) em se associar à nobre causa do Front de Libération des Nains de Jardin, o site deles encontra-se aqui.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Em cima da França é ainda melhor

- 4, eu quero 4, entenderam? E tem que ser um golaço, Sneijder!



No fim do jogo, os jogadores holandeses foram até a arquibancada em que suas famílias estavam e levaram os filhos no colo para o gramado, coisa mais fofa. E se encheram de orgulho. Van Basten sabe das coisas, não?



quarta-feira, 11 de junho de 2008

Lumpy feliz da vida com seu novo presente


"Olha a cor da caixa, olha, Mummy, que linda!"

Enfim, o pão de queijo perfeito

Não sei se já deu para notar, mas eu meio que gosto de pão de queijo. Até postei aqui algumas poucas tentativas de achar o pão de queijo perfeito (e, acreditem, o n° de postagens é bem menor do que as tentativas feitas).

Depois de finalmente sacar o tal do "escaldamento" do polvilho (valeu, Romy!) e achar algumas receitas boas, ainda assim não estava satisfeita. Porque eu associo ao pão de queijo, digamos, assim, nhmmmmmm, ao vendido na Saint Germain. Então eu finalmente perdi a vergonha e, inspirada em um e-mail com a falsa história de uma mulher que comprou a receita de cookie da Neiman Marcus (que nem cookie vendia em seu restaurante) por 2.50 mas foi cobrada em US$ 250, enviei um e-mail para uma das filiais.

Surpreendentemente, recebi a resposta no dia seguinte. Ao meu e-mail bajulador, no qual me dispunha mesmo a pagar pela receita e só faltei dizer que meus filhos nasceriam com cara de pão de queijo se eu não fizesse exatamente o mesmo pão, tive a réplica de que eles podiam, sim, informar-me a receita. Porque eles usam um mix pronto.



Hein, como assim?

Fiquei de cara, para dizer o mínimo. Afinal, o pão de queijo que eu tanto alardeio é resultado de uma mistura rápida. Entrei no site da empresa que fabrica o mix, chamada Emulzint, e nele descobri que a Saint Germain deve comprar basicamente tudo pré-pronto. A empresa fabrica misturas para diversos tipos de pães especiais, além de croissants. Assim é fácil ter padaria!!! O detalhe é que a Saint Germain é uma padaria, digamos assim, não exatamente barata. Eu estava esperando uma receita preciosa, escrita com uma letra pequenininha em uma caderneta velha, da avó do padeiro-chefe. Então tá, né?!


Fiz os contatos e passei o telefone para a minha sogra que achou uma distribuidora em Curitiba, e lá foi ela atravessar a cidade para poder me enviar a mistura para o que se tornou, provavelmente, o pão de queijo mais caro da história. Acho que a dona Vilma não estava botando fé no pó (isso não soou bem) e, de quebra, mandou-me uma revistinha com diversas receitas de pão de queijo (quando a sua obsessão fica tão na cara assim é perigoso).



Dividi o pó para testar com diferentes tipos de queijo. O 1° ensaio, seguindo à risca as instruções do pacote e com queijo feta, o mais próximo de queijo minas que se acha por estas bandas, foi decepcionante.



Já estava amaldiçoando a padaria que devia ter passado o nome de um produto qualquer para eu parar de encher o saco, porque o problema ía além do queijo diferente, dava para sentir o gosto do pó. Mas persisti. Fiz o 2° com queijo parmesão, e, não só o tipo mudou, mas a quantidade: radicalizei e coloquei 50% a mais de queijo. Muito, mas muuuuito melhor. O preferido do Vinny (o Lumpy ainda preferia a massa com batata), but not there yet.





Então o terceiro foi a recompensa. Depois de rejeitar as instruções do produto, mantive os 50% a mais de queijo (usei Gouda Mittelart, mas acredito que uma mistura de gouda com parmesão será perfeita) e substitui a água por leite. Na aparência, próximo ao com parmesão. Mas substituir a água por leite fez toda a diferença.







A Saint Germain pode não ter me contado todos os segredos, mas foi fácil descobrir (e, felizmente, nosso forno é elétrico, então nada de aumentar a conta do gás). E agora finalmente estou curada dessa obsessão, porque depois de quase dois anos voltei a comer esse pão de queijo com uma casquinha e recheio macio, de sabor inigualável (e eu continuo de cara por ser uma mistura pronta). Agora só falta convencer a Oetker ou a Nestlé a fabricarem requeijão aqui.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Eurocopa

Ontem teve, enfim, o primeiro jogo decente da Eurocopa (que, até agora, estava provocando sono). E, para minha alegria, a Holanda humilhou a Itália (mesmo com dois gols duvidosos). Não que eu odeie o time italiano, é só que eu amo o time holandês. Sempre.

Pena que a alegria só dura até as semi-finais. No máximo.

*

E no sábado tinha muita, mas muita gente com camisa ou camiseta da Turquia. É impressionante o nacionalismo de pessoas que estão há décadas morando no exterior, ou que já nasceram em outro país. Claro que não dá para fazer um paralelo com um brasileiro com camisa da seleção no exterior. Todo mundo simplesmente aaaaaaaaama o Brasil. Apesar do Dunga.

E eu gostei da vitória de Portugal. Mas tenho de me controlar para não falar como uma portuguesa, porque isso vicia.

*

Os alemães não assistem jogo de futebol em casa. Disputam ansiosos lugares em bares ou praças, para eles é algo incompreensível, é sehr komisch torcer em casa. Vai ver que é porque falta um churrasquinho com os amigos.

**********************************************************************************

Aff, estou com algumas receitas encalhadas para postar (e um escândalo na minha busca obsessiva pelo pão de queijo perfeito). Mas este calor está acabando comigo, não consigo pensar direito. Portanto é hora de digitar fichamentos, trabalho mecânico, com o ventilador do lado (e um segundo chega amanhã pela Amazon, ufa).



sábado, 7 de junho de 2008

SPOILER - Indiana Jones

Para quem ainda não viu, está avisado no título do post que vou resumir coisas importantes que acontecem no filme. Se não quiser saber, pare agora.



Não sei porquê tem tanta gente falando mal do Indiana Jones. Ok, tem algumas confusões geográficas e culturais, o casamento do Indi com a Mary é meio nada a ver (pô, Indiana é como James Bond), podiam ter escalado um ator um pouco mais charmosinho para interpreter o filho dele e, por último, mas não menos importante, claaaaro que o Spielberg tinha que colocar uns greys na história. Desconsiderando isso (o que é relativamente fácil de fazer enquanto se assiste), junto com a presença da maravilhosa Mrs. Blanchet, é um bom filme de aventura. C’mon folks, é Indiana Jones.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Era um prédio muito engraçado

Meu prédio, que nem nome tem, não poderia ser mais peculiar. Não pela construção em si – nada de símbolos nazistas arrancados ou camuflados, histórias de uma cave repleta de terror ou esconderijos de judeus – que, integrada em uma Berlin eternamente em reforma, foi erguida nos anos 80 em um bairro outrora conhecido como o bairro das viúvas dos nazistas. São seus personagens moradores que intrigam.

Alguns já figuraram aqui: tem a senhora quase sempre em lágrimas por causa de seus vizinhos, uns "latinos sujos"; tem o cara que toca Beetles no máximo de quinta a sábado; tem o sujeito com síndrome de Tourette que, até descobrirmos que ele tinha Tourette nos embasbacava com os seus "Fuck you, fuck you" berrados no meio da madrugada; tem a (péssima) cantora; tem uma infeliz que eu nunca sei se está rindo ou chorando (e a escuto mesmo morando 3 andares abaixo). Só para citar os mais ilustres, mas nem por isso os mais loucos.

Também alguns barulhos marcantes já nos assustaram em nosso pouco mais de um ano de residência: um choro angustiado que durou uma manhã inteira e então parou de repente, e até hoje não foi explicado; brigas e gritos semanais; britadeiras às 7:45 da madrugada manhã; um suicídio – e este, sério, atingiu o meu limite, eu quis me mudar. Mas o tempo passou, velas e flores não mais foram colocadas, nós viajamos, arejamos a cabeça e continuamos aqui.

O tempo também parece passar diferente apenas nessa área. Como a maioria dos prédios alemães, o principal não é a vista para a rua, mas para o jardim interno, palco de boa parte dos episódios que mencionei. E este mesmo jardim me fez pensar que todas as suas árvores estavam mortinhas e não mais floresceriam depois do inverno, quando mostravam galhos secos, quebradiços e nenhum folha sequer. Isso em uma sexta-feira, pouco depois do equinócio de primavera. Na segunda-feira, a surpresa que nos esperava quando saímos na sacada não poderia ser maior (ok, outro suicídio ganhava, mas eu realmente espero não passar por isso novamente): todas, todas as árvores estavam cheias, carregadas de folhas. Magia, provavelmente. Por que eu nunca vi nada florescer tão depressa e em tamanha quantidade em 3 dias.

E, desse mesmo jardim, partiram gritos no último sábado: Polizei, Polizei! Apuramos os ouvidos e nos demos conta de que era o Hausmeister gritando sem parar Polizei, Polizei!

Enquanto o Vinny pegava o telefone e eu pesquisava o número da polícia na internet, alguém vai até sua sacada e avisa que já havia ligado, a polícia estava a caminho. Moradores dos prédios vizinhos apareciam nas sacadas e uma pessoa desceu para ajudar o Hausmeister, que mudara seus gritos para Dreizehn Jähre, Dreihzen Jähre! Treize ans! (nosso Haumeister é francês, um luxo para o prédio e uma sorte para um casal cuja metade fala alemão e a outra francês).

Eu também fui para a nossa sacada. Neste momento, meu olhar se cruzou com o do Vinny e um diálogo mental se iniciou: O que você está fazendo? Sai daí, Silvinha, vai que você leva um tiro! / Que tiro o quê, a gente tá na Alemanha e não é nenhum atentado terrorista… / Unh… (o Vinny então cruza os braços, balança a cabeça e segue para a sacada).

Em menos de 5 minutos, a polícia chegou. No mínimo 6 policiais entraram sorrateiramente pela entrada da garagem, com lanternas e armas em punho. Da nossa vista privilegiada, parecia coisa de operações especiais, faltou apenas o helicóptero. Tudo isso para prender um pivete de 13 anos que estava tentando roubar uma bicicleta. Skandal! Mas não durou nem outros 5 minutos. O piá foi preso e levado, as sacadas se esvaziaram e o Hausmeister voltou para a casa dele. Nada de aglomeração e tititi no local do delito.

O prédio, apesar de alguns moradores bizarros, é bastante seguro – para os padrões alemães. Claro que, como brasileiros, já havíamos visualizado diversas possibilidades de assalto, invasão, arrombamento. Mas isso não foi nem cogitado pelos trabalhadores que estão reformando o estacionamento vizinho e deixaram uma passagem óbvia para algum mal-intencionado entrar.

E com um marginalzinho de 13 anos tentando roubar uma bicicleta é que eles se chocam. Ainda temos muito o que aprender.

Números 22 e 23

Mantive as duas receitas mais apreciadas até agora, a da Romy e a do Viena apresentada pela Miki, brincando com a proporção de polvilho.

Na tentativa n° 22 de fazer o pão de queijo perfeito, segui a receita da Romy usando 80% de polvilho doce e 20% de polvilho azedo (só tinha um tantinho de nada de polvilho azedo e fiz assim mesmo). Exagerei, eu sei, e o resultado foi desastroso.

A tentativa n° 23 foi a vez de eu depositar minhas esperanças na receita do Viena com batata, usando 50-50 de polvilho doce e azedo (o modo campeão até agora). Pois… ótimo na teoria, mas na prática não ficou legal. No at all.

Estoque de polvilho reposto, e nas próximas semanas terei algo mais interessante para contar desta saga.