sexta-feira, 30 de maio de 2008

My First Album!

Vi essa brincadeira no Jesus, me chicoteia!, e fiz meu primeiro "álbum". Se quiser o seu, vide a bula:


1.O nome da sua banda é um verbete da Wikipedia tirado daqui.

2.O nome do seu disco é formado pelas 4 últimas palavras da última frase deste site de citações.

3.A terceira foto desta página do Flickr é a capa do seu disco.


E apresento-lhes o 1° álbum da A-3 Skywarrior. E a combinação entre a imagem, o nome do disco e da banda foi fantástica:



Cookies de laranja e nozes

De tudo o que eu cozinho, preparar sobremsas é, de longe, o que eu mais gosto, especialmente assar bolos e muffins. Fiz minha primeira incursão nos cookies e, depois de duas fornadas de cookies deformados, na última peguei o jeito (o segredo é fazer uma bolinha e achatá-la levemente antes de por na forma, senão ficam feios mesmo).

Peguei a receita da Pat, a rainha dos cookies. O sabor é bem leve, perfeito para comer tomando um chá. Eu apenas colocaria mais nozes, achei que no resultado final seu sabor ficou meio apagado e, como fiz meia receita mantendo a quantidade de raspas de laranja, acho que deveriam ser aumentadas no caso de uma receita inteira (conclusão à qual a Pat também chegou).


Cookies de laranja e nozes



Ingredientes:

1 laranja

½ xícara (113g) de manteiga, em temperatura ambiente

1 ½ xícaras (200g) de açúcar

2 ovos grandes

1 colher (chá) de baunilha

2 ½ xícaras (350g) de farinha de trigo

¾ colher (chá) de bicarbonato de sódio

½ colher (chá) de sal

1 xícara (100g) de pecãs, tostadas e picadinhas


Modo de fazer:

Pré-aquecer o forno a 190ºC e forrar duas assadeiras grandes com papel manteiga (no meu caso foram necessárias 3).

Bater a manteiga e o açúcar na batedeira até obter um creme uniforme. Retirar as raspas da casca da laranja e de 3 a 4 colheres de sopa do suco, juntando-os ao creme de manteiga. Continuar batendo e acrescentar os ovos, um a um, seguidos da baunilha.

Em uma tigelinha, peneirar a farinha, o bicarbonato e o sal. Acrescentar estes ingredientes ao creme, misturando em velocidade baixa só até que toda a farinha esteja incorporada. Misture as pecãs picadas.

Colocar porções de ½ colher (sopa) de massa nas assadeiras preparadas, deixando 5cm de distância entre uma e outra. Assar por 9-12 minutos, uma assadeira por vez, até que as beiradas dos cookies estejam ligeiramente douradas.


Deixar esfriar nas formas por 5 minutos e depois transferir os cookies para uma gradinha até esfriarem completamente.


Guardar num recipiente hermético.


Rendimento: cerca de 3 dúzias (fiz meia-receita e obtive 24).


Bon appétit!


terça-feira, 27 de maio de 2008

London - Final Day

Último em Londres e quase nada para fazer. Visitamos todos os lugares que queríamos e, na próxima visita à Inglaterra, nos aventuraremos por outras cidades.

Para mim, Londres ficou sempre no meio entre Paris e Berlin. Parece ser uma boa cidade para se viver, não tão ruim quanto Paris, mas não tão boa quanto Berlin (à parte a língua, que facilita bastante). As pessoas são muito mais corteses do que em Paris, mas também não tanto quanto em Berlin. Na única situação em que a posição das cidades em que moramos se inverte, Londres também fica no meio: as mulheres não andam tão arrumadas quanto em Paris, mas também não tão largadas quanto em Berlin.

Enfim, um lugar que se deve conhecer quando houver oportunidade. Mas já estávamos com saudades de casa.

Depois do check-out (e o dono do hotel gentilmente guardou nossa mala e a sacola de livros), andamos até a catedral de Westminster (não confundir com a abadia fantástica) que estava em reforma. Mas é beeeem simplesinha, nada que mereça sair da rota para visitar (tanto que nem foto tiramos). De lá fomos até o Wellington Arch:




Depois fomos até a Oxford Street com suas muuuitas lojas. Parada básica em uma Starbucks e andamos pela Selfridges, a Kadewe londrina. Alguns sapatos maravilhosos, outros vestidos de festa idem, mas como não era uma viagem de compras, voltamos apenas com umas guloseimas: uma Wonka Bar, que eu não sabia que existia (o detalhe foi verificar no verso: distributed by Nestlé USA, made in Brazil…), e com um produto ruinzinho desses o Willi Wonka nunca teria construído um império; alguns fudges com pecã, bem fraquinhos, piores que doce de leite de banquinha; e um pacote dos famosos biscoitos digestivos para eu fazer um super cheesecake. Os incríveis cookies da Walkers estavam o mesmo preço daqui (mundo globalizado é um espetáculo) e nenhum diferente, então realmente não havia muito o que buscar.




Depois dessa andança voltamos de metrô para o hotel, pegamos nossas coisas e ainda entramos em um ônibus mais cedo para ir para o aeroporto. 1 hora e meia de viagem, soninho básico, certo? Há, uma latino-americana morfética não calou a boca por um segundo! As pessoas que estavam sentadas na frente dela chegaram a trocar de lugar, e mesmo assim ela não se tocou. Pior que o blablabla, era acordar o tempo todo e me assustar com a fulana nos encarando, pode? Não sei se ela nos achou bonitos ou o quê, mas eu comecei a olhar feio para a bocó e mesmo assim, de vez em quando ela se virava para nos olhar! Pô, nem em Londres os doidos largam do meu pé (ah, na rua também teve um caso com um doido, mas conseguimos mudar de direção – e o Vinny me olha e não deixa passar o fato de que eu sou um ímã).

Chegamos duas horas antes do vôo sair do aeporto, tempo mais do que suficiente para fazer o check-in, almoçar (depois de ir em todas as lanchonetes do Luton atrás de um sanduíche sem maionese temperada e acabar comendo um misto quente em um café), passar pelo controle de segurança (com o fiscal secando os fudges) e olhar as lojinhas, certo?

Não sei como, nós quase perdemos o avião. Foi desesperador perceber o last call nos monitores e ouvir uma funcionária chamando, sair correndo e parecer nunca alcançar o portão de embarque, como são distantes os gates naquele aeroporto, socorro! Eu, acostumada com a Easy Jet em Berlin e Paris que, de praxe, atrasa pelo menos vinte minutos, fiquei estarrecida com a neura em Londres. Faltavam 15 minutos para o horário de decolagem determinado e todos, todos os passageiros já estavam sentadinhos com o cinto de segurança!

Enfim, nossas pequenas férias foram muito boas, tirando a quantidade bizonha de bolhas nos pés. Já podemos começar a planejar as próximas!

ps: esqueci-me de contar, em Nothing Hill passamos por uma casa na qual George Orwell morou :o

Sabor do quê mesmo?

Olhei os sabores e trouxe para casa certa de que provaria um chá delicioso, com um sabor marcante.


Há, fiquei na vontade. Esse chá da Twinings tem gosto de… nada!

Um nada levemente (e põe levemente nisso) cítrico - mas que não lembra nem pêssego, nem maracujá - então claro que justifica custar o triplo do preço da caixinha do chá de pêssego e cassis do Champion (um supermercado francês). Aff…



segunda-feira, 26 de maio de 2008

London - Day 4

O céu continuou claro, embora um Sol ardido e um vento gelado nos castigassem ao longo do dia. Chegamos às 10:40 no Palácio de Buckingham para ver a troca da guarda, que ocorre às 11:30 (turista é dose, eu sei), e a frente já estava tomada, tivemos que nos contentar com um cantinho em uma das laterais do palácio (com uma italiana morfética enfiando o braço na minha frente o tempo todo, e eu a ponto de fazer o mesmo na direção dela). E, claro, ouvi diversas vezes a mesma piadinha sem graça: ei, olhem, esta é a minha segunda casa! Dããã…





E não há de ver que do lado do palácio também se estende roupa? Notem o canto superior da foto abaixo:




Depois passeamos pelo St. James Park, um lugar maravilhoso que não perde seu encanto com a quantidade de turistas. Esquilos, pelicanos, patos, cisnes estão ao alcance das mãos.






À tarde visitamos a abadia de Westminster – onde não são permitidas fotos internas :(, e vimos todas as tumbas e monumentos expostos. Não pude deixar de me admirar com Elizabeth I e Mary Stuart compartilhando o mesmo jazigo e, na verdade, gostei mais da sobriedade de Westminster do que de Notre Dame (o Vinny ainda prefere e catedral francesa).





Depois fomos às vizinhas casas do Parlamento, onde assistimos a uma sessão da Câmera dos Lordes! (novamente, no pictures allowed) O trono imponente, o cuidado dos detalhes, a certeza de que aqueles sofás convidam ao sono… Simultanemanente, a Câmara dos Comuns estava com uma fila gigantesca de visitantes, com a pauta do dia centrada na utilização de células embrionárias para a pesquisa.




Na entrada vimos um sujeito se abaixar e beijar (!) uma das placas no chão. Na saída conferimos qual:



Vimos ainda o London Eye (de fora), e andamos, andamos, andamos…




No caminho para o hotel pensamos onde comer. Depois de sanduíches por alguns dias (incluindo uma ida ao pavoroso McDonald’s londrino, que coloca não sei qual erva extremamente forte no Mc Chicken) e da procura incessante por lugares em que não temperassem a maionese, sentimos no ar o cheiro de… carne! E, gente, quem mora no Brasil não tem idéia da raridade de churrascarias e mesmo de bons cortes bovinos por aqui.

E, na cara de pau, liguei para o Rodízio Rico, perguntando se era verdade que eles limitam o tempo dos clientes. O atendente (que parecia ser o gerente) explicou-me que apenas na sexta e no sábado eles estabeleciam dois turnos, de 2 horas e ½ cada. Ok, era segunda-feira, sem necessidade de reserva ou pressa. Ainda quis saber da picanha. "À vontade", foi a resposta (e o Vinny com aquele ar de quem não acredita que eu realmente tô perguntando essas coisas para o sujeito, hehehe).

Ok, depois dessas respostas eu convoquei my lovely husband, que ainda estava com suas suspeitas, e fomos até lá. O veredito? É para inglês ver. Pois no Brasil seria uma churrascaria bem meia-boca. Buffet pouco variado e poucos cortes de carne. Na 1a vez que passou picanha, estava com gosto de costela, aparentemente tinha sido requentada embaixo. E as subsequentes passagens mostraram que o churrasqueiro deveria tentar outra profissão. Passaram inúmeras vezes com presunto (aparentemente na falta de linguiça eles entopem o povo de presunto), algumas com porc ribs, duas com coração (a última tivemos que esperar por mais de meia-hora), uma vez alcatra e duas vezes costela (que estava dura).

No desespero por carne, valeu a pena. Não foi nada do tipo “joguei dinheiro fora”, mas tampouco foi uma experiência memorável. Fica a dica para os expatriados, com os aspectos positivos e negativos.

Amanhã o último dia!

domingo, 25 de maio de 2008

Curitibanês

Depois do Vinny ter visto na net uma relação enorme de palavras que só tem no Paraná, e muitas especificamente só em Curitiba, não conseguimos para de rir com a quantidade de falas engraçadas a que fomos habituados desde a infância.

Ainda me lembro de, na escola, ter aprendido que para o resto do país vina é salsicha, penal é estojo (de caneta, lápis…), guria/guria (estes em todo o Sul) é menino/menina. Pensando bem, à primeira vista é difícil diferenciar "fazer um cachorro" (um chuncho, uma tramóia) de preparar um cachorro-quente com duas vinas. Mas o diálogo abaixo é bem inteligível, vocês não acham?

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-O que você está se abrindo aí ?

-A mãe me deu dinheiro para comprar vina, vou na venda depois que puxar minha raia.

-Capaz! Você está demorando muito, eu vou pegar o busum para ir no mercado, só vou trocar meu shorts que não orna com essa blusa e pôr um rabicó.

-Peraí bocó, na venda dá para ir de a pé, eu vou andandinho e volto logo.

-Tá, mas nada de fazer chuncho com o troco, hein?

-Der, sua tonga. A mãe deixou eu comprar um dolé.

-Você é um caipora mesmo.


15 minutos depois…

-Ué, cadê a vina? Quero fazer um cachorro-quente do tipo!

-Não tinha. Nada, nadinha. Necas de pitibiribas.

-Capaz mesmo!

-É sério! Volta e meia não tem vina lá.

-Putz, então eu trago quando voltar da cidade.

-Tá… e você vai na balada hoje?

-Tipo assim… acho que vou. Vai ser no vascão.

-Jure!

-É, eu fiquei de cara quando o polaco me contou. Então vou aproveitar.

-Mas aquele cara é muito alugado, e ele vive cozido! (ic) Não vai com ele não (ic).

-Tipo, não dá nada, se ele ficar se ensebando eu não vou, mas as gurias também vão, então ninguém fica de vela…

-Que palha, você só não quer é ficar em casa de varde, né? (ic)

-Nossa, essa você tirou do tempo do êpa, hein? E vou ter que te dar um susto para acabar com a sua jojoca?

-Vou tomar uma gasosa (ic) para ver se passa.

-Então, bebeu?

-Não, não tem nada nessa poióca aqui (ic), só aipim.

-Catzo, já falei que tô indo para a cidade e passo no mercado na volta. Enquanto isso pega 2 pila aqui e vai lá comprar sua gasosa.

-Ufa, passou. Eu vou é parar na banquinha, na cara dura. A gente se vê depois no fervo, e vê se não toma um goró, hein?

-Tá bom, seu lóque. Tchau.



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Nos anos 80, com o início da invasão do inglês, alguém provavelmente viu um símbolo hang loose com a palavra look e começou a chamar quem fizesse ou falasse uma besteira de lóque. E a coisa pegou. Foi provavelmente a mesma pessoa que inventou o termo busum para ônibus – e a sua versão mini-ônibus, o Circular Centro, buzunzinho. Deve ter sido um piá muito lóque. Pior que é mesmo.

estar, ficar se abrindo: estar animado

"a mãe", "o pai": como os curitibanos se referem à própria mãe ou ao próprio pai. Nada de possessivo.

vina: salsicha

raia: pipa, papagaio

Capaz!, capaz mesmo!: expressão de incredulidade

busum: ônibus

shorts (sempre falado no plural): peça de roupa

ornar: combinar

rabicó: prendedor de cabelo

bocó: bobo, tolo

venda: mercearia

fazer um chuncho, um cachorro: desonestidade, engodo

tonga, tongo: bocó

dolé: picolé

caipora: caipira, jacú (usado constantemente em « jacú do mato »)

ir para a cidade: ir para o bairro Centro

no vascão: na faixa, de graça

Jure!: expressão de incredulidade, distinta do ato de prestar um juramento

polaco: polonês (a título de curiosidade, catarina: catarinense)

alugado: pessoa que “se acha”, metido, boçal

cozido: bêbado

se ensebar: se enrolar, se atrasar, demorar

ficar de vela: ficar entre um casal, « segurando vela »

palha: ruim, chato

ficar de varde: ficar à toa, desocupado

do tempo do êpa: antigamente

jojoca: soluço

gasosa: tipo de refrigerante

poióca: bagunça

aipim: mandioca

catzo: palavrão tomado em decorrência da influência italiana. Literalmente é uma das designações do membro viril, mas funciona como shit ou fuck no inglês.

pila: unidade monetária (1 pila, 2 pilas, 3 pilas…)

banquinha: banca de jornal

na cara dura: cara de pau, sem vergonha

fervo: agito

goró: bebida alcólica

lóque: idiota, babaca


3 coisas

-Al

*Algo estranho: assistindo a um já conhecido episódio de Pushing Daisies no hotel, o Vinny estranhou a voz de um personagem e me falou: ei, é dublado! / Como assim, dublado? É inglês, não estamos em Berlin / Presta atenção, é dublado sim!

De fato, as séries americanas são dubladas na Inglaterra. Eu nunca imaginei que isso acontecesse, é inglês! Além do mais, sotaque por sotaque, existem trocentos na Inglaterra.

*Algo constrangedor: propaganda do novo CD do Paul McCartney. Não só a dança de um wannabe Justin Timberlake, mas sua qualificação como « melhor artista do mundo » (ou do século, já não me lembro exatamente). Menos, gente, menos. Bem menos.

*Algo peculiar: não é só o francês que tem letras demais e inúteis para a pronúncia em suas palavras. Leicester Square = Leister Square, Gloucester Road = Glouster Road.

London - Day 3

Quando finalmente o tempo melhorou, ficamos dentro de museus! Começamos pela Baker Street no Museu do Sherlock Holmes, e foi muito divertido. Conversamos com o Dr. Watson que falou muito bem algumas palavras em português e, quando perguntou de qual cidade éramos, surpreendentemente não foi perguntando pelo Rio, mas sabia da existência de um lugar chamado Curitiba (e Porto Alegre também).






Tem pessoas que acham que ir para Londres e não beber em algum pub não é ir para Londres… para mim não ir no British Museum seria diminuir a visita. Com tantas obras expostas, muitas das quais nem no curso de História se ouve falar, é difícil não deixar de se admirar com a capacidade de saque do Império Britânico. Existe um templo inteiro de uma civilização perdida até o século XIX (Lykia) no museu.








Para aproveitar a parada da chuva (depois de jogar um guarda-chuva no lixo) fomos até Notting Hill, onde passeamos pela Portobello Road com suas trocentas lojinhas (alternativas demais para o nosso gosto, mas bacanas de se ver) e comemos em uma ótima lanchonete de hamburgueres gourmet, GBK (Gourmet Burguer Kitchen), um ambiente descontraído e atendentes simpáticas (e tinha cidra – sul-africana – para beber, eba). O Vinny provou o Garlic Mayo e eu o Chicken Camembert & Cranberry, com Chunky Fries melhores que as fritas do Mc Donalds.

Ainda visitamos as redondezas da travel bookshop que inspirou a loja de Hugh Grant em Um Lugar Chamado Notting Hill.


Amanhã a narrativa continua!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

House

House’s Head, penúltimo episódio da temporada, de tirar o fôlego. Wilson’s Heart, o último, de partir o coração.

E todas as minhas favoritas foram renovadas (Boston Legal estava na berlinda, que absurdo!), incluindo as estreantes Chuck e Reaper. Yeah, baby!

London - Day 2

Dia movimentado em uma cidade cara. Bem cara. Mais cara até mesmo que Paris. Mas o passeio na Torre de Londres definitivamente valeu à pena, foi um dos nossos favoritos (£16,00 por pessoa e com o super desconto para estudante "só" £14,00). A parte das jóias da Coroa é um tanto chatinha, mas a área toda é muito interessante (quase 1000 anos de existência!), desde a exposição de armaduras reais com as réplicas dos cavalos reais, às torres onde foram emprisionados Ana Bolena, Elizabeth I, Thomas More e Rudolph Hess…







Yeomen Warder ou Beefater





Conta a lenda que se os corvos deixarem a Torre a monarquia e o reino cairão.
Na verdade, corvos já foram recolocados após a II Guerra…
Mas só para garantir, os atuais não podem voar…




Vista da Ponte de Londres e do céu feio



Da London Tower fomos ao Imperial War Museum, e logo na entrada esquilos pulavam perto de nós!






Tem muita coisa impressionante exposta, e tão logo entramos o Vinny disparou: olha lá um Focke-Wulf, um Mustang, um Sopwith Camel, um Heinkel he 162, um Spitfire… Claro que eu tirei algumas fotos palhaças (e impublicáveis) atrás de peças de artilharia, mas deixa quieto.




De lá fomos a pé até o Shakespeare Globe (felizmente tem trocentas Starbuck’s na cidade para fazer uma pausa). Ingressos infelizmente esgotados, como eu já tinha conferido online… Mas fizemos uma extravagância e voltamos com uma máscara de Romeu e Julieta que mais parece saída de um quadro do Bosh.





Para fechar as visitas do dia passamos pela St. Paul’s Cathedral (não, não entramos) via Millenium Bridge.






Andamos pacas. Basta lembrar para cansar. Amanhã tem mais.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

London - Day 1

Chegamos em Londres com um vento gelado e uma garoa que parecia infindável. Felizmente a fila para cidadãos externos à União Européia como de costume era menor, e depois de responder algumas poucas questões fomos liberados – quando a agente perguntou o que estudávamos até pensei por 1 segundo em falar o tema da tese, mas sabia que ela me olharia com aquela cara de "What???" e optei pela resposta básica, História.


O trajeto entre o aeroporto Luton e Londres propriamente levou o mesmo tempo de vôo entre Berlin e Paris, mas ir de trem para a cidade levaria meia hora a menos e £20 a mais, então nos acomodamos no ônibus e fomos devagar e sempre até a Victoria Station, e daí para o hotel foi um pulo, nem 5 minutos a pé. O hotel é realmente pequeno, mas bastante limpo, o que importa para quem só vai dormir e tomar banho.


Então a maratona começou. Do hotel fomos de metrô (super bem sinalizado, o alemão ainda é melhor, mas perfeitamente aceitável – fora o preço) até Trafalgar Square.




Visitamos a National Gallery, altamente decepcionante. Pode ser por termos visitado todas as salas do Louvre, mas pareceu um museu dos “clássicos” menores. A não ser que você seja um grande fã de Van Gogh (o que definitivamente eu não sou), não vale à pena. Mas, hei, é de graça, então…




De lá fomos caminhando até a Waterstone’s, dando início à compra doida de livros que só parou depois de outra livraria (isso que não passamos por nenhuma Borders) porque iríamos estourar a cota de bagagem e não cabia mais nada na mala de mão – ainda assim, compramos mais um no aeroporto :o



(O detalhe é que aí só tem 2 ou 3 livros "sérios", o resto é tudo literatura! E eu não comprei nenhum cookery book... Estamos livres da bizonha taxa de entrega da Amazon por alguns meses \o/. Mas trouxemos apenas um dvd, aqui é bem mais barato, mesmo considerando 1 libra=1 euro, vai entender...)


Metrô de novo e chegamos na Harrods. Blablabla, aqui tem Kadewe, e ver produtos de luxo apenas por ver não tem graça. E eu tinha ouvido tanto falar do Food Hall da Harrods, mas achei tão desprovido, tão sem graça… E eu não vou com a cara daquelas pork pies (hein?). Definitivamente os foodies em viagem pela Europa tem de conhecer o Food Hall do antigo templo do desejo para os alemães orientais. Mas até que teve algo interessante… notem o tamanho do penteado da distinta senhora:




Voltamos a pé para o hotel observando as casas e chegamos acabados. Amanhã tem mais (com fotos mais interessantes)!

I'm back

A viagem para Londres foi ótima, 4 dias e 1/2 foram perfeitos para fazermos o circuito turístico básico e ainda andarmos muuuuuito pelas ruas da cidade, com seus prédios e sobrados em tijolinhos à vista. Meus pés ganharam novas bolhas e até o Vinny voltou com algumas, mas no final valeu à pena! Treinei meu inlgês e o Vinny tirou folga, pois desde que nos mudamos para Berlin ele tem cuidado de tudo, graças ao meu débil alemão. Foi bom poder novamente me comunicar – com as pessoas me entendendo! – e, apesar do meu inglês não ser mais do que medíocre, no ônibus de volta para o aeroporto até ensaiei um sotaque britânico e o motorista foi absolutamente cortês :)

A cidade é incrível e os ingleses se mostraram bem diferentes do estereótipo, muito bem-humorados. Aliás, assim como já pude observar com os alemães, não é só o povo brasileiro que é acolhedor, não. Claro que os parisienses estragam tudo mas, enfim, eles são habitualmente do contra.

O único porém foi o tempinho morfético. Aff, se eu morasse naquela cidade viveria de mau humor! Antes de viajarmos chequei trocentas vezes a previsão, que indicava um tempo ameno (na faixa do 18°C) e leves chuvas ocasionais. Descemos do avião e eu, de blusinha e com os pés devidamente "pedicurados" à mostra, já começo a tremer de frio. Arranjei-me com um casaquinho leve que levei – enquanto o Vinny vestia uma blusa de lã, sendo que antes de colocá-la na mala eu fiz aquela cara tipo: Presta atenção, para quê tudo isso? – e, assim como chegaram, voltaram intocadas na mala duas saias que levei. Tsc, tsc. E minha calça jeans nova soltando tinta, parecendo que eu tinha sido espancada, mas zuzu bem.

Depois de bolhas, frio, cansaço, indecisão quanto ao que comer, 18 livros na bagagem (!!!) e saudades de casa, postarei as fotos devagarzinho seguindo os dias da viagem, para tentar não me esquecer de nada. See you soon, folks!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Voltando para o fundo do armário

Ao rearranjar meus sapatos, colocando à frente as sandálias (o calor chegou de vez, autch), olhei para uma sandalinha preta da Arezzo, tão básica, salto na medida para bater perna elegantemente. O que diabos ela estava fazendo atrás de todas as outras?

Uma hora e duas bolhas depois eu me lembrei.


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Próximo post com fotos de Londres, uhu!!!

Um punhado de farinha

Abri meu arquivo de receitas e pedi para o Vinny escolher uma. Só isso. Ele olhou, olhou, passando batido pelas que não tinham foto, e me disse que queria simplesmente um bolo de chocolate melequento. Ok, vamos lá.

Tentei fazer um bolo de chocolate do Pierre Hermé (para depois cobrir, claaaaaaro). Há, bolo sem fermento não dá certo comigo, mas sou persistente. Não, não deu certo de novo. E agora me sobrara um punhadinho de farinha, e claro que isso só acontece em feriado (pois é, na segunda foi feriado de novo por aqui). Não achei nenhuma receita que levasse 100 g de farinha (e fermento), então usei o que tinha à mão. E não é que ficou bom? O resultado ficou excelente, um bolo macio, perfeito para rechear e cobrir (a massa ficou com um sabor de chocolate na medida), e sem ressecar na geladeira.

(A massa deu perfeitamente para uma forma de 17 cm de diâmetro)

Ingredientes:

3 ovos

90g. de açúcar

25g. de manteiga líquida

100g. de chocolate meio-amargo (usei Lindt 52% de cacau)

100g. de trigo

10g. de fermento em pó

Modo de fazer:

Untar e enfarinhar a forma e pré-aquecer o forno a 180°C.

Bater os ovos com o açúcar até triplicar o volume, resultando em um creme claro e fofo. Acrescentar a manteiga e o chocolate derretido, seguidos pela farinha peneirada (misturar delicadamente) e, por último, o fermento.

Assar por aproximadamente 30 minutos (fazer o teste do palito).

Recheei com um brigadeiro de nozes e cobri com ganash. Para quem gosta de coco, deve dar um ótimo prestígio.




Bon appétit!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Novo duo

O sabor desse mel de laranja combinado com o limão siciliano dá um resultado extraordinário - em carnes! Peruzinho, tenderzinho... :D

Depois de uma semana sem carboidratos (sem me tocar que um pouquinho de mel também não pode), comecei a misturar coisas que até então ficavam bem distantes na cozinha... hehehe


Fazia tempo que eu não via um desses...

domingo, 11 de maio de 2008

Feliz dia das mães!

Em especial para a dona Claudinha e a dona Vilma, e para todas as boas mães do mundo,
Feliz dia das mães! Bonne fête des mères ! Herzliche Glückwunsch zum Muttertag! Happy Mother's Day!

sábado, 10 de maio de 2008

Abaixo a Livraria Cultura

Depois de ler isso, eu nunca mais compro na Livraria Cultura. Não me interessa se tem o maior acervo de livros da internet no Brasil, quem trata um funcionário desta forma não merece a confiança de ninguém.

Update: toda história tem dois lados. A livraria divulgou uma nota expondo o dela (que pode ser lida aqui). Pareceu-me um tanto suspeito, afinal, o cara não iria receber dinheiro algum e sim o plano de saúde, e alguém na situação dele não iria perder tempo com perseguição. Se souber de mais alguma coisa, coloco neste post.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Loucos não são normais

Algo que para mim parecia claro, aparentemente não é. Loucos são normais por aqui, tanto no sentido de serem vistos o tempo todo, quanto ao fato de serem encarados tão corriqueiramente. Segundo o Vinny, quando você está no metrô (porque sempre tem algum doido no metrô) não deve fazer contato visual, senão já era. Claro que, quando eu percebo que se trata de um pirado na batatinha, já é tarde.

Embora eu seja o que clinicamente é chamado de ímã-de-loucos, ainda assim eu não consigo deixar de me surpreender quando, ao fazer compras no supermercado, um louco ficar me seguindo – doido que fala sozinho, desconexamente (isso é importante notar, pois falar sozinha eu também falo), com crazy-eyes. Pois é, de novo (eu não disse que sou um ímã ?!).

Lá estava eu quietinha separando os ovos – os ovos aqui vêm misturados, 4 ou 5 marrons para 1 ou 2 brancos, e como eu acho o branco mais bonitinho eu troco até fazer uma caixinha de uma cor só –, quando um cara quis passar, eu disse Oh, Entschuldigung (desculpa), e saí da frente. Ele deu a volta na estante ao lado, cheia de vinhos, me olhando, e voltou para onde eu estava, para passar mais uma vez na minha frente. Eu terminei de colocar os ovos em ordem e continuei as compras.

E a sensação de estar sendo seguida não passava. Olhei discretamente para trás e lá estava o doido, falando sozinho e me olhando. E aonde eu ía, o doido ía atrás. Comecei a quase correr com o carrinho, e o doido no meu encalço. Já estava pensando em sair pelo estacionamento do mercado para tentar distrair o sujeito, ponderando se não seria mais arriscado pois, apesar de óbvia, a saída principal dá para uma rua movimentada.

Paro no caixa e o louco corre para ficar atrás de mim. Neste momento torço para que não seja daqueles loucos que acham bonito ver o liquidozinho vermelho de dentro de você, ou daqueles que trancam a filha no porão por 24 anos. Passo os produtos, dou o cartão de fidelidade, o cartão do banco, assino. Tudo sob o olhar atento (e palavras ininteligíveis) do maluco.

Arrumo as coisas no meu carrinho enquanto observo, com alívio, o cara me olhar profundamente e sair pelo outro lado. A caixa e a cliente seguinte riam. Ao menos não fui a única a perceber, vai que o cara passou a me seguir porque me viu separando os ovos e me achou louca?

Não vou me perguntar por que sempre acontece comigo, mas quando é que começamos a estender o sentido de "normalidade"? A ignorar elementos que fogem da regra ou, progressivamente, deixar de enxergar?

Só sei que estou precisando repor meu aparelho de choque. Just in case.

sábado, 3 de maio de 2008

Preparativos

Estou me esforçando para encaixar em escassos 4 dias e ½ todos os museus e construções que queremos visitar em Londres, além das livrarias, em especial da Waterstone’s conhecida como a maior livraria da Europa (e só de pensar nisso começamos a ter comichões, sabendo onde nosso cartão de crédito ficará como refém). E me esforçando mais ainda para não ser uma control freak com o cronograma como em Viena, pois depois de nos esforçarmos para acordar cedo nos primeiros dias acabamos morgando nos últimos – claro que vagar por ruas pelas quais Mozart vagou tem seu charme, mas, como notívagos, preferimos dormir de manhã.

Enquanto pensava como seria ótimo se o tempo colaborasse para irmos no London Eye, vi um comentário na net de uma churrascaria em Londres, como três filiais, Rodízio Rico. Depois de quase dois anos sem ir numa churrascaria e sem comer carne bovina decente, nossa reação foi, para dizer o mínimo, empolgada, sem nem pensar no preço. O Vinny enfim poderia parar de sonhar com picanha e eu iria me esbaldar com dúzias de corações de galinha, tentando não imaginar quantas penosas deram suas vidas e acabaram ali no meu prato. É, eu sei, é esquisito associar churrascaria com corações, mas de boi eu só como costela nos rodízios; já tentei picanha, mignon e todas as carnes qua fazem as pessoas salivarem, mas não vai. Bizarro, fazer o quê. Eu prefiro frangos e porquinhos mesmo.

Anyway, antes de fazer uma reserva antecipada, resolvi checar na net opiniões sobre o lugar. E nunca passou pela minha cabeça que uma churrascaria fizesse o absurdo de estabelecer turnos, limitando sua estadia no local a 1 hora e meia! What a hell? Claro que, esquema básico, os garçons passam inúmeras vezes com linguiça e as carnes boas aparecem apenas nos últimos 15 minutos, ou sob pedido insistente. Além de, aparentemente, eles terem substituído Guaraná Antarctica por uma versão portuguesa.

Dá licença, mas vamos continuar sem carne " de verdade" por mais alguns anos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Momento filhinha não tem noção

Garota querendo ter um dia em que é o centro das atenções recebe de preente de 18 anos uma hiper-mega-festa – transmitida no programa da MTV depois do My Super Sweet 16 (tem tanta coisa absurda que é difícil deixar de ver). O pacote inclui contratar um modelo para ser o par dela (!). Depois de receber flores do escolhido, diz que ele vai ser o pai dos filhos dela. Er… acho que isso é um pouco mais caro.

Só faltou a cena : but daddy, I want him, buy him for me!!!