terça-feira, 29 de abril de 2008

Tic Tac

Escrever uma tese, viajar, economizar, botar o bolo no forno...

Tic tac, tic tac, tic tac

Friends

Rever Friends depois de tanto tempo já não desperta tantas risadas. E pensar que cada episódio era aguardado ansiosamente e nossas refeições pontuadas pelas eternas reprises do Sony!

Claro que, dentro do mesmo gênero, Seinfeld é muuuuuuuuito melhor. Fora outras tantas comédias ou “dramédias" que vieram na seqûência. Mas, ainda assim, provocou uma sensação de dever cumprido seguir as ofertas da Hugendubel (que desbancou a Amazon, por sinal) e comprar, caixa a caixa, a série completa. É bom poder assistir novamente às vezes, para não pensar em nada. E saber exatamente de que temporada são os episódios da Mônica com um peru na cabeça e da Rachel e do Chandler roubando cheesecake do vizinho.



segunda-feira, 28 de abril de 2008

Meia-estação???

A Primavera chegou para valer. E nada de meia-estação por aqui, em uma semana estávamos com 5° e na seguinte 20°.



Mas outro indício de que defitivamente o Inverno acabou se apresenta no nosso prédio: obras. Não sei porquê e também não estou interessada. Picaretas e pás em ação desde as 8 da manhã em baixo das nossas janelas tendem a alterar um pouquinho o meu humor. E também não importa o motivo, no ano que vem, quando começar a esquentar, vai surgir outra coisa. É como se eles tivessem uma compulsão por reformas nesta época do ano.



E a história da austríaca presa por 24 anos pelo miserável do pai incestuoso, hein? É como eu costumo dizer, a criminalidade no Brasil é absurda, muito, mas muito maior do que no Velho Continente. Mas parece que os loucos se encontram na maioria por aqui. Tem gente que culpa o Sol, ou a ausência dele durante tanto tempo. Este novo caso na Áustria vai além disso, é óbvio, mas foi só começar a esquentar e nós já não ouvimos tantos gritos incongruentes e nem vemos pessoas com ar tresloucado, mais nenhum suicídio. Enfim, alguns meses de tranqüilidade – se não fosse pelas obras.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Esses franceses são loucos - parte XVII

Os extraordinários elevadores de hotel parisienses


Quem viaja freqüentemente conhece o disparate entre o padrão de hotéis americanos (mesmo sul-americanos) e europeus. No caso de Paris, a situação piora um pouco mais, traduzindo-se em quartos minúsculos e banheiros ainda menores, contrapondo-se às diárias assombrosas. Mas hey, você está na Cidade Luz!


Claro, se você pagar por um George V ou similar você terá um quarto maior, mas mesmo quando eu puder pagar quase €500 por uma diária não vou fazê-lo, é insano! Você pode encontrar bons estabelecimentos (se procurar bastante até alguns razoavelmente limpos, mais do que isso é pedir demais) a ¼ do preço. Se não puder pagar, prepare-se. Obviamente ninguém vai à Paris para ficar preso em seu quarto de hotel, mas enfim, acidentes, gripes e mesmo necessidade de sono aparecem. E a de banho também, penso eu.


Um ponto em comum entre a grande maioria dos hotéis parisienses é o elevador claustrofóbico.
Prédios muito antigos (quase todos na cidade) buscam valorização instalando elevadores para o conforto dos hospédes que, em muitos casos, podem mandar uma ou duas malas pelo elevador e subir pelas escadas, porque não cabe mais nada. Eu não estou brincando. Olha só:





Não, não tem mais espaço escondido. Apenas o painel com os botões dos andares. Até que não é tão mal, quase 1 m2!!! Já fiquei em um hotel que tinha 0,70 de largura por 1m de comprimento. O mais engraçado é ver o cartaz no interior indicando a capacidade: 4 pessoas. Rá! No máximo 2 sem mala ou 1 com sua mala. E ainda há menores. Quase tão grandes quanto os banheiros :o


E a situação da moradia
não é melhor. Deve ser uma das raras cidades no mundo (junto a Tokio) em que se você falar que mora em um apartamento de 35m2 as pessoas vai perguntar onde fica o palácio e ter certeza de que você é rico.


O apartamento mais promissor que eu Vinny visitamos na vã esperança de alugar quando ainda morávamos lá assombrou para sempre nossas imaginações como "O Apartamento do Enforcado". Tratava-se de um apartamento de cerca de 18m2 (!!) em Montmartre, cuja proprietária foi uma das raras pessoas simpáticas que encontramos (explica-se, era estrangeira) e que deixaria de lado toda a exigência de garant (um fiador - mas como estrangeiros recém-chegados e sem conhecer ninguém podem indicar uma pessoa com casa
própria, vínculo empregatício estável e salário superior a 5X o aluguel? Hein???).


Tudo ótimo, se não fosse por alguns pequenos detalhes: apartamento de fundos com UMA janela, o mais escuro que já vi; para se usar a pia a pessoa tinha de subir no vaso sanitário, e por aí vai. Sem contar a sensação de que alguém deveria ter se enforcado em um lugar tão depressivo. E este prédio nem tinha elevador, tsc, tsc…


O mais engraçado é olhar para trás depois de tanto tempo e perceber, depois de tudo o que vivemos lá, que aquele apartamento, para aquela cidade, não era tão ruim. O que diabos aquele povo fez com os nossos padrões???




ps:
há pouco fiz a reserva de um hotel em Londres. Não bastasse checar no site (e no tripadvisor), no e-mail de confirmação novamente ressaltaram "our rooms are compact and clean". Nada como quem não apela para propaganda enganosa!

Weekend Food


Quando se aproxima o final de semana eu gosto de fazer várias comidinhas para podermos comer em frente à TV assistindo dvd’s, como um brunch que dura o dia todo \o/

Fiz um manjar de pobre (o Vinny disse que o nome é feio, como "massa podre", mas eu não sei como se chama), aquele doce bem básico com banana caramelada, pudim e clara em neve, uma sobremesa que minha mãe fazia quase todo final de semana anos atrás (sabem comidas sazonais? Então, você faz só aquela durante certo tempo, depois a substitui, alguns anos depois nem se lembra porque começou a fazer).




E fiz também um cheesecake maravilhoso, cuja receita tirei de um dos meus blogs favoritos, A vida escrita à mão. Fiz meia receita e assei em uma mini-forma, modificando algumas coisinhas: a Marcia recomenda uma massa de biscoitos, mas aqui não tem biscoitos digestivos (?!) e nem bolacha Maria; já fiz com uma bolacha alemã comum, Butterkeks, mas o resultado foi desastroso. Então apelei para uma massa básica de torta, bem macia. Você decide qual usar!

Massa de biscoitos:

10 biscoitos digestivos

6 biscoitos de gengibre

85g de manteiga derretida

Triture os biscoitos num processador até formar uma fina farinha. Misture a manteiga derretida e forre o fundo de uma forma com aro removível de 24cm com essa mistura, alisando levemente com as costas de uma colher, até cobrir todo fundo. Leve ao forno pré-aquecido a 150° e asse por 15 minutos. Retire e deixe esfriar por pelo menos 5 minutos.

OU

Massa básica de tortas doces:

320 g. de farinha de trigo

4 c. sopa de manteiga

150 g. de creme de leite

1 c. chá de fermento em pó


Recheio:

600g de creamcheese

150ml de creme de leite

140g de açúcar

3 ovos grandes

1 colher de chá de baunilha ou raspas de limão ou outro sabor a gosto (usei 120 g. de açúcar, 20 g. de açúcar de baunilha e raspas de laranja, ficou ótimo!)

Bata tudo em velocidade baixa até homogeneizar. Despeje sobre a base e leve ao forno por 1 hora. Deixe descansar no forno e, após tirá-lo, espere esfriar completamente para levá-lo à geladeira. Depois de gelado, desenforme e cubra com geléia de frutas vermelhas.





Bon appétit!

Nham, Milka!


Vou dizer escrever algo que pode soar à heresia para alguns chocólatras: eu não sou muito fã dos chocolates Lindt. Para mim são doces demais, com uma textura pegajosa; por outro lado, os com mais de 50% de cacao são muito bons para sobremesas.

Nada com uma boa barra de Milka, em seus mais de 30 sabores em terras germânicas. E, por tempo limitado (já corri fazer um estoquezinho), Milka Gold - com pedacinhos de laranja cristalizada. Nham.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Finalmente!

Enfim Lost retorna hoje, não aguento mais me pegar pensando nos que ficaram na ilha e imaginar ter visto a cabana do Jacob... :o

Quem sabe o grupo receba um novo padre...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Damn it, Ryanair!

Estamos loucos para viajar. E viajar de verdade, não como as minhas viagens « à negócios » para Paris. Eu queria visitar algo como o castelo do Drácula, ou alguma praia croata, ou as Highlands, ou Stonehenge – se bem que, depois de descobrir que não se pode entrar no círculo, minha vontade diminuiu consideravelmente.

Depois de muito, muito pensar, chegamos a um top 5 (na verdade nossa lista contém umas 12 cidades européias, sem contar as alemãs que darão viajens pequenas). Para desempatar, pesquisei preços de passagens e hotéis (como o Tripadvisor ajuda!) e, depois de nos assustarmos com as diárias em Bucareste, decidimos por Londres (nada exótico como nos planos iniciais, mas uma cidade incrível de qualquer forma): com os preços da Ryanar – passagens a 0,00 + taxas de 20,00, não há muito o que refletir. Tá certo que ida e volta entre o Stansted e o centro de Londres custa em torno de €30,00 por pessoa, ou seja, mais caro que o vôo propriamente, mas, ainda assim, compensa.

Comecei a seleção dos vôos no site da Ryan às 21:00. Depois de ter de atualizar as páginas continuamente, voltar e relançar os dados, às 23:30 o processo de compra chega na sua etapa final e um detalhezinho salta na tela: assinale a caixa ao lado confirmando que você possui passaporte emitido pela União Européia. Rats. Hein? Como assim? Então a Ryan só aceita passageiros britânicos ou da União Européia?

Aparentemente sim. A não ser que você compre a passagem no aeroporto (pagando a mais por isso). E não faça checkin online (o chekin tradicional tem taxa em cima). E torça para que o atendente da companhia que mais parece as Casas Bahia de tanta propaganda não resolva te empacar. No final das contas, neste modo sairia quase o preço da Lufthansa!

Então tá, né. Quase arriscamos um roteiro pela Itália, mas é melhor economizar para isso. Eu, na Itália, sem poder comprar uns dois pares de scarpins? Hahahaha.

Será Londres a próxima então. Pela boa e velha Easyjet. É simplesinha mas não se incomoda com os não europeus. É uma pena que não tenha cartão fidelidade, eu já teria algumas dezenas de milhares de milhas na conta. Humpf.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

The Office

Oooooohhhhhh, o Jim vai propor à Pam! Iei!!!

domingo, 20 de abril de 2008

Lil' Bush


Lil' Bush é um desenho animado com um toque de nonsense e, ao mesmo tempo, muita ligação com a realidade. Apresenta o little George Bush e seus melhores amigos, little Cheney, little Condi e little Rummy em seu cotidiano no colégio também frequentado pelos pequenos democratas.


As crianças vivem sob o governo de George Senior, e a bizarra rotina doméstica da família é vista sob um ângulo satírico, com a, digamos, pouca perspicácia do clã sendo intensivamente apontada. Uma das melhores frases do pequeno Bush é “I’m hilarious. In fact, someday when I become president, the whole country will laugh at me”, o que dá uma idéia dos episódios.


Embora a série animada seja ostensivamente crítica à administração Bush, os pequenos democratas não são poupados, aparecendo, na maioria das vezes, como idealistas facilmente enganáveis. E o pequeno Cheney rouba a cena episódio após episódio, mostrando que às vezes é melhor rir para não chorar.


É uma produção do Comedy Central. Quem se interessar pode baixar aqui.





Pão de queijo n° 21

Lá vamos nós para a tentativa n° 21 de fazer o pão de queijo perfeito.

Há algumas semanas descobri uma receita de pão de queijo com batata misturada ao polvilho, o que me surpreendeu pois nunca, nunca tinha ouvido falar nisso. E, na minha última postagem sobre o assunto, a querida Patricia me indicou a receita da Valentina, que também leva batata! Então ficou claro qual seria o teste deste final de semana.

Comparei as duas, bastante parecidas, e fiz a que leva mais queijo (claaaaaaaaaro). Esta receita é de uma padaria (???) aparentemente famosa em São Paulo (algum paulista pode me confirmar ?), Viena, e bastante apreciada. Todos os comentários no blog da Miki confirmam!





Realmente é um pão de queijo gostoso, muuuuuuuuuuito macio. Dá para sentir a diferença na hora de amassar, na suavidade que a batata adiciona. Mas, infelizmente, este ainda não é o meu pão de queijo, com uma casquinha leve por fora e macio por dentro, com muito queijo – como o da Saint Germain. Na verdade, acho que na próxima vez eu vou misturar esta receita à da Romy, misturando os polvilhos :o

Então, se você é mais um doido por essa comida que não tem em mais nenhum lugar do mundo, confira ambas as receitas! Elas são ótimas… só não são "a" receita para mim.


Pão de queijo do Viena (receita tirada daqui)

Ingredientes

450g de polvilho doce

400g de batata cozida e espremida

500g de queijo meia-cura moído

2 ovos

1/2 colher (chá) de fermento em pó (5 g)

1/2 colher (chá) de sal (4 g)

75ml de óleo

75ml de leite quente

queijo parmesão ralado para polvilhar


Modo de fazer

Bata o ovo com o fermento, o sal e o óleo e reserve.

Misture o polvilho com o queijo (usei uma mistura deliciosa de Gouda Mittelalt e Prima Dona – claro que o queijo faz diferença, mas nem em Curitiba eu achava meia-cura!). Junte a batata e mexa até ficar homogêneo. Faça um cova no centro e despeje a mistura com os ovos. Mexa bem e adicione o leite aos poucos.

Amasse com as mãos até obter uma massa lisa e uniforme.

Faça bolinhas e coloque-as um pouco distanciadas em uma assadeira (elas crescem um tantinho). Polvilhe com parmesão e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, até que fiquem dourados - cerca de 20 minutos. Para quem tem forno elétrico, deixei no calor giratório por 10 minutos e depois liguei o grill por mais 15 ;)


(Fiz meia receita e rendeu 24 pãezinhos)


Bon appétit!




sábado, 19 de abril de 2008

Happy digits

Lembram-se do caso dos happy digits? Além de receber o iPod, eles devolveram os pontos para o meu cartão...

Esses alemães são demais mesmo... :)

Der Rote Baron

Fui apreensiva ao cinema assistir O Barão Vermelho com o Vinny. Apreensiva pois, depois de ver a porcaria do Flyboys, um filme com um roteiro clichê e diálogos pouco inspirados, eu já contava com meu iPod para não dormir (porque há não sei quantos anos atrás eu fiz a besteira de dormir em um documentário chamado Senta a Pua! e escuto até hoje: Vê se não vai dormir! Você pode fazer isso em casa!)





E foi surpreendente ter gostado tanto do filme. O roteiro foi bem feito – claro que tem conversas que não podem ser provadas, mostrando, por exemplo, o Barão como um alemão superior à carnificina da guerra e aconselhando Hindenburg em pessoa a se render –, o figurino é impecável e as tomadas aéreas são magníficas. Mas, principalmente, a encarnação de Manfred von Richtofen por Matthias Schweighöfer é impressionante.



Um ótimo filme. Não apenas para aqueles que, quando garotos, queriam ser aviadores, ou para os aficcionados pela I Guerra. Até as garotas podem gostar.




ps: o triste é saber que o nome deste piloto extraordinário ficará para sempre manchado no Brasil por causa de uma psico. Tsc, tsc.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O quêêêê???

Eu não deixo cd jogado em cima da mesa, da cama, largado no carro, em qualquer lugar que seja fora da caixinha ou do cd player. O que eu faço então quando descubro um cd riscado?!?

A volta dos que não foram é muito frustrante às vezes.


Bier

Em nossa primeira visita à Berlin, há mais de um ano atrás, fomos a um bar/restaurante à noite e, diante de um cardápio repleto de coisas aceboladas e « arrepolhadas », pedimos batata-frita. Para beber, queríamos experimentar a famosa cerveja berlinense com framboesa. O garçon, visivelmente chocado, ainda perguntou se tínhamos certeza. Sim, sim, é isso mesmo, respondemos.

Ao longo dos últimos meses, mesmo eu não sendo muito fã, acabei provando diversas cervejas, afinal, ainda não posso comprar um carro e chucrute não como de jeito nenhum, então era isso a fazer para vivenciar a experiência alemã (além de comer uma Bratwurst na Alexanderplatz). Sendo o segundo maior consumidor mundial da bebida, logo depois da República Tcheca, a Alemanha tem, muito basicamente falando, 8 categorias de cerveja – e cada uma das inúmeras marcas tem um sabor diferenciado: Altbier, Berliner Weisse, Bockbier, Export, Kölsch, Münchener, Pils e Weizenbier.

Para quem só via pilsen no Brasil, foi surpreendente experimentar uma Weizenbier (cerveja de trigo) da Paulaner. A suavidade do líquido encorpado descendo pela garganta joga qualquer pilsen para escanteio. Entrar em uma loja de bebidas alemã? Você se perde com a quantidade de marcas! Não dá para se ter idéia até efetivamente fazer isso. E, assim como os franceses determinam a qualidade dos pães por decreto, tal ocorre com a cerveja na Alemanha há séculos.


Mas, apesar da imensa variedade, eu permaneço sendo uma pessoa de hábitos. Nada como uma cerveja de framboesa, às vezes trocada pela de frutas do bosque e, agora, pelo lançamento da Berliner Kindl, groselha. As três cervejas para criança. Está explicada a reação do garçon.


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Para estragar a "brincadeira"

Se vocês receberem um e-mail com uma apresentação no Power Point dizendo que é um teste para o Mal de Alzheimer, não abram, estou avisando... Acabei de levar um baita susto, um susto que fez o Vinny, do outro lado da sala, assustar-se.

Por isso vou estragar a brincadeira: você tem de procurer uma bolinha vermelha nas imagens, quando clica nela aparece o slide seguinte. Depois de alguns, aparece a cara da menina do Exorcista.

O detalhe é que no corpo do e-mail tem um aviso: aumente o som porque a música está baixa. Quando aparece a cara da coisa você ouve um grito.

Minha vingança será maligna, Ana! huahuahuahua

terça-feira, 15 de abril de 2008

Lucky

Há vários anos atrás, eu recebi uns cupons para participar de uma promoção do Visa e enviei um com a certeza de que iria ganhar uma TV de 29’. As pessoas se surpreenderam, pois eu não tenho muitos desses lances, e se surpreenderam mais ainda quando souberam que eu de fato ganhei a TV.

Na semana passada eu tive a mesma sensação – não de que iria ganhar uma TV, mas de que iria ganhar alguma coisa. O Vinny até deu risada perguntando qual seria o brinde.

Pois bem, o assunto passou e, em casa, fui conferir meu extrato de pontos do cartão de fidelidade da Karstadt. Como todo cartão de fidelidade, você precisa acumular trocentos mil pontos para poder trocar por algo. Eu já havia trocado boa parte dos meus pontos pela colher-balança digital, de modo que não poderia trocar os restantes por algo que valesse à pena. Fui então redirecionada para uma página que eu não conhecia e lá estava ele, um iPod nano lindinho, por quase a metade dos pontos da colher!!!

Fiz o pedido na hora mas, depois de uns dias, recebi um e-mail do serviço de atendimento ao cliente dizendo que, infelizmente, devido ao elevado n° de pedidos, não havia mais o produto em questão. Entrei no site e sim, o produto ainda estava disponível, mas ao invés dos 1.390 pontos que eu trocara, eram exigidos 13.900 pontos! Há, alguém digitou errado e, óbvio, eles não iriam querer trocar um iPod por 10 vezes menos pontos!

Pedi para o Vinny escrever um e-mail (auf deutsch, né, povo), ditando o que eu gostaria de esclarecer. A esta altura eu só queria que eles assumissem: ei, falha nossa, erro de digitação; e não viessem com a ladainha de que não tinha mais. E o e-mail ficou perfeito, apelando para o senso de retidão desse povo! Se é para chacoalhar as pessoas, deixa comigo, mas se é para sutilmente fazer as pessoas baixarem a cabeça, chama ele.

Resultado: recebi hoje um iPod lindo, com os votos do Happydigits para que eu continue cliente! E o Lumpy já se apossou do brinquedo novo.





segunda-feira, 14 de abril de 2008

Cornwell

Terminei de ler Stonehenge, de Bernard Cornwell, e, tristemente, dei-me conta de que quando se trata desse autor eu sou uma vendida. Stonehenge é, possivelmente, seu livro mais fraco, com algumas passagens escabrosas e outras um pouquinho tediosas, uma versão pálida de Nimue com Derrewyn e um protagonista que em nenhum momento me levou a sentar na cama torcendo ("quebra o osso Derfel, quebra logo esse maldito osso!").

E, ainda assim, eu gostei. Fazer o quê? Serei mais uma que vai comprar todos os livros que este senhor lançar e contribuir para que ele aumente sua coleção de mapas antigos. Tsc, tsc.



domingo, 13 de abril de 2008

Pão de queijo (again!)

Fiz de novo a receita da Romy (tentativa n° 20 de fazer o pão de queijo perfeito), usando os dois polvilhos como ela recomenda. Foram os que o Vinny mais gostou até agora, eu tendo a preferir os que fiz apenas com polvilho doce, então da próxima vez vou usar uma proporção de 70/30% de polvilho doce para polvilho azedo.

A diferença entre os dois? O azedo deixa o pão de queijo "puxa" e o doce mais sequinho, por isso é bom misturar os dois. Ainda não ficaram exatamente como quero, estou até pensando em contactar a
Saint Germain e perguntar se eles me vendem a receita deles \o/. Enquanto este plano não vinga, posto abaixo a receita que será a minha base para os futuros testes.

E, atendendo a pedidos, vou começar a colocar as receitas das comidas de que falo aqui, este blog fala de tudo mesmo! As antigas serão colocadas aos poucos em seus devidos posts, reunidos no marcador
Food talk.

Pão de queijo

Ingredientes:


1/2 kg de polvilho doce
1/2 kg de polvilho azedo
4 xícaras* de leite
1 xícara de óleo
1 colher de sobremesa de sal
5 ovos
500 g de queijo parmesão ralado


* xícara de 160 ml.


Aqueça o leite e o óleo e deite sobre o polvilho para escaldar; deixe esfriar um pouco.

Adicione os outros ingredientes e sove a massa muito bem.

Faça bolas com a massa na medida de uma colher de sobremesa e deite-as numa forma não untada (eu polvilho queijo ralado por cima).

Asse em forno com temperatura de 180°C até que os pães estejam dourados (cerca de 30 minutos). Nos últimos 10 minutos eu ligo o grill para ficarem mais douradinhos.


Atenção, esta receita é enooooooooorme.
Eu faço metade (usando 3 ovos e mantendo a quantidade de sal) e ainda assim é muito, é ótimo se você puder congelar ;)


sábado, 12 de abril de 2008

É só comigo?

Tem coisas que parecem acontecer apenas comigo em Merdeville, como sentar um fedidão do meu lado. Claro que não ocorre só comigo, afinal, tem muita, mas muita gente fedida por lá. O negócio é que toda vez que vou para aquela cidade é certo um/a "cecêzento/a" chegar perto!

Desta vez foi em plena Bibliothèque Nationale, o cara devia se achar um existencialista – daqueles que acham que a higiene é subjetiva e que o desconforto provocado no olfato alheio é uma afronta à sua liberdade individual. Afinal, como diz o slogan do Gaulloise – o cigarro que fez o Vinny parar de fumar de tão malcheiroso –, Liberté toujours.

Outra coisa é um louco sentar bem na minha frente no metrô. Mesmo quando tem outros lugares livres, os pirados resolvem sentar na minha frente. Em minha última provação viagem, eu troquei de lugar, pois era o tipo de doido que parece perigoso e, sabe como é, melhor não dar chance. O pior é que assim que eu me levantei para trocar de lugar o cara começou a gritar, dizendo para eu não me afastar dele – nessa hora a porta fechou e eu não tinha mais como escapar até a estação seguinte. O maluco continuo gritando por mais um tempinho enquanto eu olhava para o outro lado, até se dar conta de que havia uma nova vítima sentada à sua frente.

Na sexta eu encarei o tipo pirado na batatinha, um louco ridente – mas eu também não queria pagar para ver, afinal, sempre tem alguém que acha divertido ver aquelo líquido vermelho sair de dentro de você. Anyway, eram duas da tarde, ou seja, o cara ainda tinha opções para sentar. Ele reclama consigo mesmo, com direito à gesticulação e crazy-eyes, e senta nos bancos que ficam um de frente ao outro, olhando para minha cara e danso risinhos assustadores. Eu caí na armadilha de olhar para o infeliz, que começou um joguinho de olhar para baixo e olhar para mim ininterruptamente – e eu admirando a super paisagem do túnel do metrô. Depois de umas 3 estações vagam os bancos do outro lado do corredor e ele salta (sim, salta) para o outro lado e bate palmas efusivamente, colando o rosto na janela. Oh, pobrezinho, ele só queria sentar na janela!

Zuzu bem, o importante é que agora estou de férias, e vai demorar mais do que eu imaginava para ter de viajar denovo. Ufa, vocês não imaginam o meu alívio.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Deutsche Post noch einmal

Toca o interfone cedo e mais uma vez pulo da cama assustada para atender, ansiosa à espera de um pacote. E bate à porta o funcionário habitual do Deutche Post com 4 caixas, nenhuma delas para nós, pode??? Todas para guardamos até um vizinho vir buscar!

Tudo bem ficarmos com uma encomenda de um vizinho eventualmente, pois aqui, se ninguém fica com a sua encomenda, você deve ir até a filial do correio buscar, não tem 3 strikes. Mas 4 caixas de uma vez só? E nem carta para nós tinha! Eu acho é que o carteiro ficou com preguiça de ir em todos os andares e resolveu deixar tudo em um lugar só e apenas notificar na caixa de correio do povo: pega lá no 2° andar, mesmo bat-local. E a minha hipótese se reforça pelo fato de ter levado apenas 20 minutos para o primeiro felizardo vir buscar seu pacote.

O detalhe é que da última vez em que o Briefträger (não, não tô xingando o homem, isso é carteiro auf deutsch) deixou algo, ficamos com um pacote por 3 semanas, até o Vinny se encher e bater na porta do vizinho para entregar – vizinho este nem um pouco preocupado em receber seu presentre de Páscoa (dãã, é claro que não abri, tinha um coelho e ovinhos desenhados). E volta e meia nós acabamos tendo de ir buscar as nossas próprias encomendas no correio, pois aparentemente um concílio secreto determinou que somos o depósito oficial das entregas no prédio e, se não estamos aqui, ninguém fica com os pacotes.

Aff, ou a gente abre uma filial do Deutche Post ou vamos buscar as nossas caixas direto. Não atendo mais o interfone, humpf.

domingo, 6 de abril de 2008

Em obras

Em Paris sempre há obras em alguma estação de metrô. Sempre. Nem por isso elas ficam mais funcionais (ou limpas), as reformas são mais para manter a estrutura e dar espaço às máquinas de refrigerante que já me engoliram alguns euros (e eu constragida de chutá-las à la Homer Simpson, tsc, tsc)


E, para minha surpresa, obras alcançaram até o pacato XVe arrondissement (bairro da insuperável boulangerie Bon Panetton):




Como eles conseguem fazer parecer arte a decadência urbana não me perguntem. É uma estética tão… anos 80, mas que não sai de moda por lá.

Notas para o futuro

*Não comprar um Grande Reserva de promoção. A não ser que eu queira ter novamente o desprazer de jogar na pia uma garrafa de vinho menos dois dedos (os piores ml já bebidos);

* Não procurar alternativas ao Casillero del Diablo. Mesmo tendo morado na França, mesmo morando atualmente na Alemanha (até gostei de alguns vinhos alemães, muito mesmo de um de €7 - mas o miserável me deu dor de cabeça). Sim, vale a pena comprar vinho importado mesmo aqui. Claro, isso não vale para champagne :)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Overdose

Chocolate quente cremoso com mini-marshmallows



Muffin de chocolate recheado com Nutella (receita que provavelmente vai ser repetida
toda semana)


A receita eu adaptei deste livrinho de Susanna Tee, que dá ótimas idéias de decoração:




As receitas são pequenas (ótimas para quem não tem muita gente em casa e não gosta de ficar comendo doce de ontem), mas podem ser facilmente adaptadas para maiores quantidades.

A original pede chocolate meio-amargo derretido, mas pensei que ficaria bom com Nutella e realmente ficaram muito gostosos; também fala para usar margarina e eu prefiro manteiga, então vai do gosto pessoal. Eu obtive uma quantidade bem menor de muffins do que a autora fala, mas prefiro os grandões mesmo!


Muffin de chocolate com Nutella


Ingredientes:

50 g. manteiga

50 g. açúcar (quem estiver na Alemanha, use o Feinstzucker, o Feiner ainda é muito grosso)

1 ovo grande

85 g. trigo

1 colher de chá de fermento

1 colher de sopa de cacau em pó (no Brasil, na falta de cacau use chocolate do padre, pois achocolatado + Nutella fica doce demais)

Açúcar para polvilhar (opcional)

Pré-aqueça o forno a 190°C.

Na batedeira, misture em velocidade baixa a margarina, o açúcar, o ovo, o trigo e o cacau (nessa ordem), deixando o fermento por último.

Coloque as forminhas de muffin na forma e encha-as até cerca de 1/3, coloque uma colher de chá cheia no centro e cubra com mais um pouco da massa até atingir 2/3 da forminha.

Asse por cerca de 20 minutos. Deixe esfriar por 3 min. e polvilhe açúcar. Sirva ainda morno!

Rendimento: 4 muffins.