sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Foi por tão pouco

Damn. Por muito pouco, menos de um mês, eu falhei.

Eu e Vinny temos um acordo: nada de presentes-surpresa. Não dá, simplesmente não conseguimos segurar a ansiedade de contar ou dar logo de uma vez um presente que foi tão procurado, tão carinhosamente estudado. E também porque eu sou muito curiosa para esse tipo de coisa, do tipo que tem comichão se não sabe o que vai ganhar. Quanto à vida alheia estou pouco me incomodando, mas não esconda meu presente! Ah, isso não!

Ainda pequena desenvolvi uma técnica admirável de abrir delicadamente os pacotes de presente escondidos e reembalá-los para que ninguém descobrisse. E, na hora em que ganhava, fazia aquela cara digna de Oscar. E foram tantos os presentes "surpresa" que eu ganhei que as pessoas até hoje não têm a menor idéia de que eu já sabia do que se tratava.

Sem graça? Pode ser. Mas a emoção de descobrir um presente e « trabalhá-lo » até descobrir seu conteúdo é indescritível. Mais do que isso, no meu caso é uma questão de sanidade mental.

E para os presentes que eu quero dar sou assim também. Fico maluca para ver a cara da pessoa. Foi assim com a saga para comprar no Mercado Livre a Magali n° 1, motivo de um trauma de infância do Vinny (minha sogra desnaturada simplesmente deu para catadores de papel a coleção dele do n° 1 ao n° 250). Eu já havia pensado no que dar como presente de aniversário no final de março, porque ao contrário do final de ano, eu adoro aniversário. É o dia só da pessoa (e de todo mundo mais que nasceu naquele dia, mas convenhamos, as chances de você conhecer alguém que faz aniversário no mesmo dia que você não são muito grandes), onde ela deve ser mimada e ter tudo o que quiser.

Pois bem, não tinha nada muito criativo em mente (perfume, sócio-Hattrick, edições fac-simile da Agatha Christie, coletânea do Bach), até dar de cara com algo que eu já não esperava mais encontrar: a caixa n° 1 de dvd’s do Chico Buarque. Meus olhos brilharam, minha mão trêmula dirigiu o mouse até o carrinho de compras da Saraiva e finalizei o pedido.

Tanta emoção se explica: quando a tal caixa foi lançada a gente não tinha grana para comprar, o tempo foi passando e a gente continuo sem grana, até que ela esgotou. O Ramon ainda tentou e, em um dos aniversários do Vinny, presentou-lhe com a caixa n° 2, porque também não havia encontrado a primeira.

E não é apenas mais um box para nossa coleção. Trata-se do Chico Buarque. E do Vinicius. Isso merecia a quebra do nosso acordo. Não podia, não devia, mas estava disposta a isso só para ver a felicidade dele em seu aniversário. E eu aguentei de boca fechada por um mês. Até saber que a dona Vilma ainda não despachou a caixa que vêm com alguns de nossos livros e as encomendas e falar : -Ai, tomara que chegue a tempo do seu aniversário !

Pronto. O mundo ruiu. Todo o meu esforço para guardar aquela surpresa se esvaiu. Ainda resisti bravamente por alguns minutos, sabia que seria uma boa luta, mas essa eu não iria levar. Ele ficou feliz com o presente (que ainda nem ganhou), disse que eu não devia quebrar o acordo, e que tem uma surpresa "em haver" comigo. Mas a emoção dele receber a caixa do Chico de surpresa, essa eu não ganho mais. Vou começar a preparar o aniversário de 2009.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Notebook com aroma

Quem tem o mau hábito de comer na frente do computador ? Eu. Quem do nada deixa escapar o potinho com abacaxi cheio de caldo em cima do teclado e da tela do cumputador? Eu. Quem fica parado fazendo um “aaahhhh” e espera eu pedir pelo papel toalha? O Vinny.

Ufa, meu notebook está bem. Sequei o que pude, aproveitei para limpar a sujeira entre as teclas e agora vou lançar um novo serviço: computador com aroma! Serviço rápido, eficiente e barato. Podem conferir o meu : o aroma de abacaxi é inconfundível, e promete ficar ! Aceito pedidos.


ps: ainda sobrou abacaxi. Vou terminar de comer, mas por segurança a cadeira fica mais longe da escrivaninha.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Arroz com feijão

Ontem me bateu aquela vontade que me acomete 2 ou 3 vezes ao ano: comer arroz com feijão, bife e batata frita. E daí, grande coisa? você pensa. É, mais para quem mora fora do Brasil é outra história, e mesmo quando morávamos no Brasil eu ía na minha mãe comer isso!

Ok, acabou o Caldo Bom que a dona Claudia mandou há mais de um ano (mulher, seu feijão com costeleta e bacon é imbatível! – e não, não é feijoada, não gosto daquela misturança toda). E se não for Caldo Bom, simplesmente o caldo não fica bom! Aiaiai… fui ao Mercado, passei numa delicatessen no caminho que tinha uns pacotinhos de 400g de diversos tipos de feijão (surprise, surprise), alguns dos quais eu nunca havia ouvido falar (eu sei, tenho déficit em feijão mesmo). Para mim é preto, marron ou vermelho, não sabia que tinham nomes (além de carioquinha, que eu não sei qual cor é), e como eu acho o preto nojento as opções diminuem. Olho mais atentamente as embalagens e resolvo levar um, fui com a cara: Borlotti Bohnen, made in Italien. Ué, então comem feijão na Itália? Mas será que eles cozinham como no Brasil ou é só para salada?

Bom, deixei a noite toda de molho e ele está lá cozinhando há uma hora. É, nada de panela de pressão, acho que vai levar mais umas duas horas pelo menos. Mais tarde eu falo do resultado. E se realmente teve feijão hoje para o almoço. Mistério.



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Update: sim, teve feijão hoje aqui! O tal Borlotti se revelou um feijão de caldo respeitável, depois de mais de 10 horas de molho e três de panela. Fiz o básico: depois de cozido amassei uma concha e misturei, adicionei dois caldos de feijão em cubinhos, bacon e Kasseler cortadinho (um dos trocentos cortes de carne suína que tem por aqui, na falta de carne seca) e voilà. Feijão Caldo Bom devidamente substituído. Agora eu preciso morgar um pouquinho, dá licença... :)

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Home Sweet Home

Como é bom estar em casa ! Pois, para variar, Silvinha na França é a Lei de Murphy em ação ! :P O que é para dar errado, acredite, dá errado.

Na 6a tinha de correr para fazer cópias de alguns microfilmes na biblioteca antes de ir para o aeroporto. Chego às 9, mas a sala em que se localiza a máquina que vende os cartões de cópia abre somente às 10. Leio, digito, às 10:01 me dirijo até lá e tento entrar. Fechada. Olho para o meu relógio, confere, olho para meu celular, confere. Volto para a sala de leitura e olho em um dos computadores locais, confere. Volto (são 10:03) e, às 10:10, a porta mágica é aberta, e dentro dela três funcionários papeando – alguém não podia ter se deslocado até a porta que se situa a, vejamos, dois metros da mesa em que estavam sentadinhos para abrir a porta ? Ok, deixa quieto, entoa um mantra.

Fico por uns três minutos tentando colocar minhas cédulas na máquina que distribui os cartões e a morfética não aceita. Cato todas as minhas moedas grandes, o que dá uns €12 (é legal juntar moeda em euro ou não é ?), e vou colocando devargazinho, pensando : aceita a moedinha baby, aceita ! Ufa, a máquina aceitou. Para logo em seguida cuspi-las todas de volta, porque o cartão ficou preso. E para liberá-lo seria necessário chamar outra pessoa, o que não devia demorar muito, segundo os fonctionnaires. Há, se eu já não soubesse que isso é código francês para « espera sentada » eu até tinha acreditado. Mas ao menos a máquina devolveu meu dinheiro e um deles ficou de me avisar quando o problema tivesse sido resolvido.

Digito, digito, digito, passa 1 hora e meia e tenho de ir para o Orly (claro que ninguém foi me avisar da liberação da máquina). Incrivelmente o ônibus não sofre nenhum problema, não há nenhuma manifestation sociale, chego no aeroporto e caminho até o controle de segurança. Vazio, sem ninguém na minha frente, mais c’est incroyable !. Tiro o casaco, o notebook e os líquidos da bolsa, as botas, ando de meias num chão duvidosamente limpo. Coloco tudo denovo e olho para a tela indicando os horários dos vôos e os portões. Vôo tal para Berlin tem uma previsão de atraso de 2 horas !!!! Aff… o pior é que eu nem me admiro. Fico p da cara porque poderia aproveitar este tempo na biblioteca. Além disso, o Orly não tem quase nada, ou seja, liguei para o Vinny avisando do atraso, zanzei por 20 minutos, comprei uma Coca Light (que custa mais barato no aeroporto do que em qualquer café em Paris) e abri um livro. Lá pelas tantas tiro as botas, sento como índio, jogo Mahjong. Trocamos mensagens, compro uma segunda Coca Light. Passo da página 100 do meu pocket book.

No fim das contas, o atraso não foi de duas horas. Foi de três.

Tava demorando...

Blog é uma experiência absolutamente pessoal, onde cada um se exprime da maneira que melhor lhe convém. Tenho alguns posts furiosos, mas acho que na maioria são até bem-humorados demais considerando tudo o que passei nas terras hostis (Paris). E, tratando-se do meu blog, exponho a minha opinião (para mim isso é redundante, mas tendo em vista o que acabei de ler é melhor deixar claro). Por isso ativei a moderação dos comentários. Não concordar comigo é uma coisa, outra é querer impor sua opinião ou dizer que eu estou pensando errado (!), ou ainda me ofender. Não gostou, vá ler outro blog. Especialmente se não conhece minha vida e nem se deu ao trabalho de ler todos os posts para ter uma « noção do conjunto ». Este é um espaço para eu relaxar e para pessoas que me são queridas saberem como vai a minha vida. Andando por outros blogs acabei por encontrar pessoas geniais, com uma vida rica e com quem passei a ter contato, ou que simplesmente admiro à distância. Em alguns, simplesmente não voltei mais. Os gênios não bateram, as diferenças políticas, religiosas e de gosto foram demais – e nem por isso me achei no direito de dizer que as pessoas estavam erradas; aquele é o espaço delas e não palco de debates.

Depois de ter começado este blog, descobri que um cara ganhou muito dinheiro publicando coisas muito parecidas com as que escrevi aqui (Stephen Clark), e isso que ele não teve de viver em Merdeville com dinheiro de bolsa. Ao menos eu não tive o azar de pisar em tanta caca de cachorro como ele ! :)

Tive experiências péssimas, muito piores do que deixei passar aqui, em Paris, uma cidade com a qual eu sonhei por muito tempo, anos e anos. É óbvio que não existem apenas pessoas grossas e fedidas lá, foi meu azar encontrar apenas pessoas assim. Pois repito, as únicas pessoas agradáveis (e não fedidas) que eu já encontrei na França, não eram parisienses, acabaram por viver lá de alguma forma. Se você teve sorte em Paris, parabéns ! Realmente isso é impressionante, até hoje eu não achei ninguém que tenha vivido tão bem, com pessoas « oferecendo ajuda mesmo sem você pedir ».

Felizmente eu pude escolher. Embora fazer estas viagens a cada 15 dias para realizar minhas pesquisas não seja divertido, de forma alguma, quando eu penso que era isso ou viver lá meu cansaço diminui, meu ânimo se renova. Mas não, nem todo mundo tem a liberdade de escolher onde vai viver, a não ser que você seja um/a herdeiro/a ou tenha ganhado na loteria. Do contrário, exige muita preparação e perseverança, sem contar com algumas coisinhas como emprego e dinheiro.

É por receber mensagens hostis ou simplesmente estapafúrdias que várias pessoas abandonam seus blogs, ou acabam deixando-as às moscas. Eu não exponho toda a minha vida aqui, mas tampouco vou me abater e deixar de escrever sobre o que eu tiver vontade. Não gostou, não volte. Se gostou, seja muito bem-vindo/a.

Ps : as pessoas em Curitiba não são mal humoradas, são reservadas. E mesmo estar de mau humor é bem diferente de ser grosseiro/a.

Feliz aniversário Dani !

Hoje é o aniverário da minha querida amiga Dani, uma pessoa batalhadora e de quem eu me orgulho muito. Não importa o tempo e a distância, você sempre terá um lugar especial no meu coração !
Parabéns !!!




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Em Merdeville

Aff, amanhã cedinho viajo denovo, o que basta para me deixar rabugenta e no pré-stress de interagir com aquele povo grosso e fedido (o Vinny até lavou a louça todinha, medo!!!). Mas ao pensar que era isso ou viver em algum pardieiro naquela cidade, pronto! Aqui estou felizinha denovo.

Com vocês, Mafalda e o perspicaz Miguelito (cliquem na imagem para ampliar):



See you Saturday!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Supermärkte

Fazer compras no supermercado aqui é um processo cansativo. Primeiro, porque são compras nos supermercados. São tão pequenos, nada de Carrefour, nada do tamanho de um Extra, que acabo tendo de ir em vários para comprar tudo o que precisa e das marcas que eu quero.

O que eu mais gosto é o da Karstad. Tudo limpinho e no lugar, sempre tem uns produtos importados legais, boa variedade de queijos, sempre tem morango e abacaxi já descascado. Ainda vou no Kaiser’s, pois tem um praticamente debaixo de casa, que fica para emergências e bebidas; no Penny Market, um mercado popular com coisas mais baratas, principalmente frango (a única coisa que compro lá); e, finalmente, no Ulrich quando acaba a Maizena e o Leite Moça (as caixas devem me achar doida, pois vou lá três vezes no ano e compro uma dúzia de latas, e aqui eles só usam Leite Moça no café !). Seriam equivalentes, vejamos, a Karstad ao Pão de Açúcar, o Kaiser’s ao Mercadorama e o Penny e o Ulrich, sei lá, no idea, ao mercadinho de bairro.

Claro, quando estouramos o orçamento acabo tendo de ir ao Lidl, mas é realmente pavoroso, sujo, desorganizado, sem contar que quase só tem imigrante lá dentro, então quando eu entro o povo fica me olhando torto, pensando possivelmente: olha lá, viu como tem “nativos” que também entram aqui ? Coitada, deve receber auxílio do governo. Huahuahua. É, aqui também tem preconceito dos imigrantes contra os alemães, além de entre os imigrantes. E é só eu ficar com a boca fechada que passo, quando muito, por russa. Ah, e o Lidl também é o único que tem pão de cachorro-quente, então quando dá vontade tem de ser encarado.

Tem muitos outros, como o Aldi, uma rede inglesa que se parece bastante com o Lidl, e o Plus, uma outra espécie de Mercadorama, mas como não tem nada além de micro-mercados perto de casa não dá para considerar. E claro, há os três super espaços gourmets da cidade, as Galeries Lafayette, a KaDeWe e o Galeria na Alexanderplatz, uma reunião imbatível de produtos frescos e importados. Mas são mais caros e precisamos pegar o metrô para ir até lá, então são uma extravagância ocasional.

E tudo no esquema da sacolinha de pano – para quem ainda não sabe, aqui os caixas não dão sacola no mercado, ou você leva a sua ou compra na hora de pano ou de plástico, e como a de pano pode ser reutilizada ad infinitum, é a opção mais popular – eu acabava tendo de ir em um mercado e voltar para casa, deixar as compras e ir no outro, porque é chato entrar em um mercado com compras do outro, você tem de mostrar no caixa o cupom fiscal e as coisas que não são dali. E geralmente tenho de ir em três ou quatro. E eu gosto do processo, sempre leio todos os rótulos, data de validade, etc, etc, ou seja, demoro. E assim, aos poucos as compras foram sendo escalonadas para não serem tão cansativas e de dois em dois dias acabava tendo de encará-las. Téééééééééédio. Cansa, enche o saco. Não aguentava mais. E não sou de delegar tarefas não, gosto de ir ao mercado e olhar tudo, então sem chance do Vinny dar uma mão. Até ele achar uma maravilhosa bolsa-sacola-carrinho-portátil na temporada de liquidação em Paris que se tornou indispensável. E olhem a cor, que linda ! (é, eu sei, parece chic fazer compras com uma sacola francesa. Ainda bem que não faço mais compras lá, senão estaria sujinha, sujinha, tentando desviar de um monte de caca de cachorro)




Já nem imaginava quando poderia novamente voltar a ir ao mercado « só » uma vez por semana !

E acabou em pizza

Cardápio de hoje : pizza ½ gorgonzola com tomate cereja, ½ mussarela de búfala com tomate seco e rúcula (claro, essa parte é exclusiva do Vinny). Feito por euzinha mesma, porque achar pizza decente aqui é dose. E Häagen Dazs de morango de sobremesa. Estava tãããão bom...

Para quem conhece, nem andamos loucos pela pizza do Baggio, hein ? hehehe

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Scottish cookies

O Vinny achou uma marca de cookies escoceses maravilhoso!!! Ele escolheu o de Fruit & Lemon, e eu pensei: ai, vai no básico, amorzinho, pega o de chocolat chips. Mas, como freqüentemente acontece dele gentilmente trocar de prato comigo no restaurante, porque apesar de passar meia hora escolhendo na hora em que eu vejo vou mais com a cara do que ele escolheu (aliás, ele deve fazer de propósito, escolhe algo que tem certeza de que eu vou gostar), deixei quieto. Resultado são muito, mas muito bons, melhores do que os de chocolate. Já trouxe outros sabores da Walkers para provarmos: Oatflake & Cranberry e Chocolate Chunk & Hazelnut. Nham.



Update: ah, o de Fruits & Lemon é tãããooo melhor que os outros.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Pão de queijo

Tentativa n° 17 de fazer pão de queijo: novo fracasso.


E o urso voltou à toca

Aparentemente o urso voltou à sua toca no 2 de fevereiro*. Há uns posts atrás eu comentei como era estranho ter claridade novamente, pois no inverno aqui começa a escurecer às 15:30, e que logo teríamos de abandonar os casacos mais pesados. Rá ! Ontem fez -3° ! E com esse Sol !

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*No folclore de vários países da Europa ocidental, o dia 2 de fevereiro era o dia da « saída do urso » : o animal que desperta da hibernação e confere o tempo fora de sua toca. Se está claro, ele volta à toca e é sinal de que o inverno durará mais 40 dias. Já se o dia está nublado, escuro, ele sai de vez da toca porque se anuncia o fim do inverno.

Edit: como o Vinny lembrou nos comentários, a tradição também existe nos Estados Unidos, com o Dia da Marmota (no qual Bill Murray ficou preso em Feitiço do Tempo)

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Enquanto isso, no episódio de Lost desta semana, o Sayid estava aqui !!! Andou por uma rua de Berlin, com a torre de TV ao fundo. *o*

Esses franceses são loucos - parte XV

De como não se nomear a comida


Que os franceses, a despeito da acentuada tradição católica, são um tanto desprovidos de pudores é um fato reconhecido mundialmente. Nas conversas cotidianas são empregadas expressãos de conotação sexual que causam admiração em ouvidos estrangeiros, mas se perdem na banalidade de um vocabulário que não teme em chamar as coisas pelo que de fato elas são. E quanto mais eufemismos provocantes, raramente vistos como tal, melhor.


E, juntamente com a língua, mesmo acima dela no patrimônio nacional, está a cuisine, évidemment. Algumas pessoa ainda acham que os franceses dão nomes elaborados a pratos requintados, nomes que parecem elevar o prato à uma nova categoria, certo ?
Bem, nem sempre é o caso.


O famoso foie gras, patrimônio nacional, iguaria decantada em todo o mundo, não significa nada mais do que fígado gordo. Eles realmente poderiam ter elaborado mais, não é mesmo ? Ok, o pato ou ganso é super alimentado até à morte, com um tubo enfiado em sua garganta para que ele não pare de comer, mas para quem aprecia talvez fosse melhor não pensar muito sobre isso.
Ou, exatamente, quem aprecia está pouco se importando com os animais.


E a lista dos nomes inconvenientes é longa. Você já se imaginou pedindo tripes, pied de porc (pé de porco), crudités (« coisa cruas », geralmente alface e tomate, em um sanduíche avec des crudités), bâtard (na padaria você entra e diz: ei, me vê um bastardo, por favor, sim ?!), joue de bœuf (bochecha de boi) ? Não parece mais tão requintado, não é mesmo ?


Ok, mas nada disso é novidade realmente para mim. O que me admirou foi descobrir que os franceses também fazem algo bastante comum no Brasil, que eu detesto por sinal, conhecido como bolinho de chuva, ou bolinho de graxa.


Quer saber como os franceses o chamam ? Pet de nonne. Isso mesmo. Esse bolinho tão singelo é chamado com todas as letras de peido de freira.


Pet de nonne

E se fosse servido em um café ? com a atenção e delicadeza dos garçons, que pensam estarem fazendo um favor ao entregar sua comida – servir não, isso é humilhante demais !, podemos imaginar um cenário plausível. O que um típico garçon francês faria ? Sairia correndo para arranjar uma freira de verdade e fazê-la soltar um na sua cara, apenas para poder rir ???

Não há como negar. Esses franceses são loucos. Principalmente quando falam. E isso é algo de que eles não se cansam.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Valentine's Day

Happy Valentine's Day, honey !


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Sumiço

E não é de ver que a dona Vilma, depois de UM MÊS E MEIO, deu o ar de sua graça no messenger ???
Por enquanto estou tirando o adjetivo de desnaturada. Mas fica em observação, hein ? :D

Mafaldita


(Clique na imagem para ampliar)

Brindes

Recebemos hoje brindes. E eu a-do-ro ganhar brinde *o*. É pobre, eu sei, fazer o quê? Ao menos foram brindes muito legais !

No nosso último pedido da Amazon recebemos mais uma vez aquelas ofertas de trocentas coisas grátis e resolvi conferir. Resultado : ganhamos um calendário de parede personalizado, em papel brilhante, com as nossas fotos que escolhemos e upamos, além de um calendário de mesa (com fotos lindas também) e um bloquinho de post-it personalizado (e eu grudo post-it em tudo). E por tudo isso só pagamos o envio. E ainda assim eles continuam a oferecer mais 250 cartões de visita, cartões postais, carimbos… Como esse povo sobrevive ? Se nós ainda tivéssemos uma empresa, tudo bem, encomendaríamos além do grátis.

De qualquer forma, bom para nós.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

My only sunshine

Após muito tempo saímos hoje de óculos escuros ! Sim, o Sol volta a brilhar sobre esta terra, espantando cedo demais o inverno que ainda está na metade. Nada mais de neve e logo os casacos pesados permanecerão escondidos no guarda-roupas, uma lástima para quem adora frio, mas até nós estávamos sentindo falta de ver um solzinho atravessar as cortinas e precisávamos fazer a fotossíntese !

Mas o principal é que nos comprometemos a fazer caminhadas (quase) diárias e eu até fiz um pouco de yoga no meu novo tapetinho rosa *o* que compramos ontem, perto de um café brasileiro (!) que descobrimos a algumas quadras de casa. Passeamos tomando Guaraná !

É, às vezes faz bem explorar a vizinhança.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

It’s good to be back


Ah, Berlin, Berlin. Nas últimas semanas eu estava muito frustrada com essa língua miserável. Porque, diferentemente das línguas latinas que têm uma grande proximidade entre si, ou do inglês, cuja presença na mídia e na produção cultural é tão intensa que acabamos absorvendo, no alemão demora-se uma eternidade para ver o progresso alcançado. E eu estive em férias de estudar esta língua por, até agora, 4 meses. Não dá, depois da professora chatérrima que eu tive precisei deste longo descanso.


E hoje, quando saimos pra um passeio/ida ao mercado, pela primeira vez respondi naturalmente a uma mulher que nos parou para pedir informação na rua. Pela pimeira vez eu não saí correndo enquanto dizia Entschuldigung ou olhei desesperada para o Vinicius responder logo. Apenas quem mora ou já morou no exterior sabe o que é panicar diante de uma pergunta boba, ou então não entender algo e bloquear todo o resto que está ouvindo. Mesmo quando se tem um conhecimento aprofundado da língua (o que está londe de ser o meu caso no alemão), simplesmente há dias em que a coisa não vai para frente, ou escutamos sotaques incompreensíveis, ou treinamos bonitinho para falar algo e o interlocutor não entende. E isso é frustrante, muito frustrante. Só quem vive entre falantes de outra língua compreende.


Por isso é tão irritante quando alguém simplesmente me pergunta « e aí, já tá falando tudo em alemão, hein? ». Não, longe de disso. « Mas como? Afinal, mesmo sem aula, você vive aí ». Desculpe, claro que eu falo, afinal, eu não sou humana, sou uma esponja! É só escutar que já absorvo tudo, aliás, tô na profissão errada!


E, a despeito da má fama dos alemães, de serem frios e antipáticos, eles se mostram extremamente tolerantes com os estrangeiros (ok, eu não sou turca, não vou entrar na questão que é complexa), residentes ou turistas. Parece que eles sabem que a língua deles é f* mesmo e dão um crédito pela tentativa.
E falam inglês.


Os franceses, por outro lado, devem ser os piores falantes de inglês no mundo, e acham que todo mundo deve não apenas falar francês, mas falar perfeitamente.
Se ainda não ficou claro, eu realmente não gosto nenhum pouco dos parisienses (para ser justa não posso estender aos franceses, porque as pessoas que eu conheci de fora de Paris, como os residentes de Merdeville chamam com menosprezo de provinciaux, são muito mais agradáveis). São as pessoas mais grosseiras e egoístas que já conheci. Certamente há exceções. Apenas não topei com nenhuma ! :D


Fora a língua e a comida, Berlin é maravilhosa (e eu posso dar um jeito em ambos). Baixo custo de vida, áreas verdes, uma das maiores cidades da Europa e nela andamos absolutamente despreocupados, sem a neura de sermos atacados, assaltados, sequestrados. E, enquanto isso, Curitiba passa à frente do Rio de Janeiro (!) no quesito violência, com uma n° superior de assassinatos/100.000 habitantes. Como é bom estar aqui! Claro que também há problemas (acho que tem mais loucos do que no Brasil), eu vejo tudo tão ótimo também porque moro em um bairro bom, mas não tem comparação.


Ok. Estou pronta. Estudar mais um pouquinho de alemão porque eu já não me lembro mais exatamente se é dativo ou acusativo para certos verbos :o . Mas só um pouquinho. Eu tenho uma tese para fazer.


Auf wiedersehen !

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Ponte-aérea

Lá vou eu para minha ponte-aérea mais uma vez. A Easyjet é maravilhosa por seus preços, mas não é lá muito confortável ; além disso, geralmente quando eu viajo há uma equipe de bordo terrível, estressada, com um dos comissários dando piti (isso às 8:30 da manhã !). É só eu entrar no avião e avistar o jackass que meu humor despenca. Umas poucas vezes muda a equipe, então tem o sujeito que é a cara do ator que fazia o Jack Macfarlane do Will&Grace :o, e eu posso dormir/capotar sossegada (ou tentar).

E indo na 5a cedo para voltar na 6a à noite, aff… espero que meu torcicolo passe, senão vai ser sofrível. Além disso eu tenho de ir de metrô até o Schönefeld, o que leva 1:15 (quase o mesmo tempo de vôo !). Ao menos de Orly é menos da metade do tempo do que do CDG. No fim das contas, dá no mesmo, mas gastando menos.

Nada de Bon Panetton dessa vez. Vamos ter de nos contentar com croissants do Paul (uma rede imensa de padarias), que são basicamente um pãozinho levemente folhado. Desta vez eu trago macarons e, dependendo da inspiração, faço a receita da moça daquele blog admirável na semana que vêm.

Agora é terminar de arrumar minha nova e linda bolsa Mandarina Duck , que o Vinicius tão querido foi comigo lá na Gallerie Lafayette comprar (e estava com 30% de desconto !!!), sem esquecer o Stephen Clarke para eu levar na esportiva o que me aguarda. E daqui para frente sem fila para fazer o check-in no aeroporto !

Cuide-se, menino lindo. E do Lumpy. Já, já eu tô de volta !

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Não costumo comentar política neste espaço, mas essa não dá para passar... Well done, Hillary !

Acredito que se não for ela a indicada dos Democratas, esqueçam... mais 4 ou 8 anos do Partido Republicano no poder. E por que não Obama ? Bem, a única novidade a favor de sua candidatura é a questão racial. Pois seu discurso é falho e, se atentarmos para a lista dos maiores constribuintes de sua campanha (cadeia do Hyatt, George Soros; lembrando ainda que ele foi o candidato - contando republicanos também - com maior n° de doações em Wall Street), a despeito da celebrada contribuição online de pequenos doadores, este é um dos elementos que mostra como ele nada mais é do que uma nova roupagem do establishment liberal. Além disso, o fator experiência pesa, e muito. Desde que ele chegou ao Senado em 2004 deu início à corrida presidencial. E a isso se resumo sua experiência.

Hillary tem a força, o discernimento E a experiência necessários. Por isso minha torcida fica com ela.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Deutsche Karneval

O Carnaval em Berlin é parecido com o de Curitiba : dizem que tem, mas não há testemunhas oculares. Como eu não ligo nem um pouco para Carnaval, não senti falta e me diverti com as transmissões ao vivo (uau) da festa em Colônia, com direito a carros alegóricos e diversos « blocos », muitos fundados no final do século XIX. O melhor de tudo foi a narração do Vinny : “Bateria… Blau und Gelb… 9” aaaaaaaaaaaeeeeeeeeeeeeeee

É realmente engraçado ver tantas diferenças. Ao mesmo tempo em que não há toda a exposição e baixaria do carnaval brasileiro, parece que falta animação, calor humano. Mas é o humor alemão em cena, com todo mundo da bateria de posse de partituras, « mestre-sala e porta-bandeira » atirando chocolates e salsichas para as pessoas, blocos vestidos com um ar militar. E muitos bebuns na platéia.

Os carros alegóricos geralmente ostentam uma crítica política ou social (e não há embargos de última hora):



Carnaval em Colônia (2007?) e o "amor proibido" entre

católicos e evangélicos




Carnaval em Düsseldorf, em 2007. As palavras ostentadas pelos homens-bomba são Wirklichkeit (realidade) e Klischee (clichê)

Em tempo : parece que em Berlin o Carnaval foi comemorado na matinê de domingo, com pessoas dançando em volta da Gedächtniskirche (uma antiga catedral que ainda hoje está de pé, metade bombardeada na II Guerra, o que a torna um monumento lindo e triste). Depois de umas 4 horas todo mundo voltou para casa, com sua cerveja devidamente bebida.


domingo, 3 de fevereiro de 2008

Viena

A viagem para Viena foi ótima, mas 1 semana foi demais, no sábado já estávamos ansiosos pela nossa casinha !

A cidade é limpa, os vienenses são educados, ainda que pomposos – devem imaginar que os Habsburgos ainda estão no poder -, e falam um alemão um tanto eslavizado, ao menos soa como tal. Fomos parados algumas vezes nas ruas por turistas pedindo informações… hein ?

A típica saudação “Grüß Gott ”, que literalmente significa Salve ou Cumprimente Deus, ainda é muito difundida, em qualquer hora do dia ou da noite. A cada vez que eu ouvia soava na minha cabeça uma resposta irônica um tanto conhecida : "Hoffentlich nicht so bald" (Espero que não tão cedo !), mas como boa spede eu fiquei na minha, mesmo porque isso faz parte de um legado cultural e não é propriamente uma imposição religiosa, bastante diferente de se ouvir isso de propósito quando se é reconhecidamente ateu...

Os museus são maravilhosos ! Não como o Louve, claro, mas foi um sonho realizado ver ao vivo, minuciosamente obras do Bosch e do Bruegel. São sensações absolutamente diferentes quando se passeia por lugares em que Mozart esteve !

Como nosso hotel ficava a 3 quadras da Rathaus (a prefeitura), tomamos punsch quase todas as noites na feira de Natal, para espantar o maior frio que já pegamos aqui na Europa. Não compramos muitas lembranças, afinal as principais são as que compartilhamos e carregaremos dentro de nós para o resto da vida. Além de alguns pacotes de waffer e canecas da Starbucks, claro ! :D


Definitivamente valeu à pena, mal posso esperar pela nossa próxima viagem !



Vista noturna da Rathaus iluminada




Em frente à Rathaus tem lugar o mais famoso Christmasmarket de Viena, e toda a praça é enfeitada. Muitas
árvores são decoradas, e cada uma delas recebe enfeites diferentes, de modo que há a árvore dos corações, a dos ursinhos, a dos balões, a dos corações, etc, etc, etc



Schmetterlighaus - A casa das borboletas, um espaço protegido e adaptado ao clima tropical para reprodução de diversas espécies de borboletas. Acabou sendo um de nossos passeios favoritos, até o Lumpy se animou a sair da cama para vê-las !



Logo na entrada são dispostos diversos casulos




E as borboletas se alimentam nas nossas mãos !




O famoso castelo de Schönbrunn, por outro lado, foi decepcionante : €9,50 de entrada por pessoa, para uma sucessão de salas mal-organizadas, com objetos e mobiliário largados sem muito critério e tampouco identificação. A loja de souvenirs, em compensação, ocupava uma área enorme. Tsc, tsc, eles poderiam ter sido mais discretos na exploração, não ?




O castelo Belvedere é tão mais bonito ! E abriga exposições interessantes. Neste momento, também tinha uma feirinha de Natal - a esta altura já estávamos de saco cheio delas e da falta de criatividade.




Memorial de Mozart, com uma clave de Sol na quase encoberta grama




Decoração nas ruas comerciais no alcance do Stephansdom




Teto do Kunsthistorisches museum. Eu não me canso de olhar para cima nesses museus !




Mais do Kunst





O café do museu, onde tomamos um dos melhores chocolate quente ever !




Vista matinal do Volksgarten, Hofburg ao fundo, ainda com um pouco da geada noturna



O Parlamento com uma Minerva soberana à frente



Funny bag

Sabem aqueles anúncios bocós no fundo das sacolas “não deixe ao alcance de crianças, isto não é um brinquedo”? (e bocós porque uma pessoa que tenha o desatino de deixar uma criança com um super brinquedo desses não deve se incomodar de ler instruções)

A Puma surpreendeu e eu ganhei uma sacola que me fez rir :



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Presentes

Yey, começou ontem a nova temporada de Lost e o episódio já está aqui no meu notebook baixado e legendado para vermos mais tarde. A ansiedade de esperar todos esses meses pelo retorno, intensificado pela greve dos roteiristas que nos deixou ávidos por episódios inéditos, enfim diminuiu.

E, para completar o dia, chegaram presentinhos de mim para mim! Hehehe. Um mouse ótico da Hello e um borrifador, para facilitar quando for cortar o cabelo do Vinny (ah, só por ser da HK já vale a compra… que saudades das minhas coisinhas que estão todas guardadas lááá longe. Faz mal não, um dia eu ainda tenho tudo comigo devolta). Agora é só me habituar com o novo mouse, ainda estou girando para todos os lados da tela (e da escrivaninha).





Aff, ainda tenho de me acostumar a fazer o upload do tal drive D, pois no meu C tinha 3% de espaço livre e nem pude desfragmentar (Skandal!). Foi só passar vídeos, foto e música e agora já tenho quase 50% :o


ps: sim, estou mais animadinha para escrever aqui denovo, mas não sei até quando isso vai durar... ;)