quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Esses franceses são loucos - parte IX

Os franceses e seus queijos


O termo queijo, fromage em francês, deriva do latim formaticum, termo que expressa « o que é feito em uma forma ». Forma, na raíz da palavra, significa molde. Como isso foi dar queijo, Käse, cheese, queso? Um caminho não tão óbvio, mas inteligível; estes termos derivam de caseus, que também forma a palavra caseína, uma proteína presente no leite (ignorem generalizações, afinal, minha tese não é em lingüística ou bioquímica :P)


Na França, « queijo » chega a ser definido por um decreto: « queijo é todo produto fermentado ou não, obtido pela coagulação do leite, do creme de leite ou de sua mistura, seguido de gotejamento ». O decreto é de 30 de dezembro de 1988. Detalhe: o que eles achavam que era queijo até então? E porque diabos quase na véspera de um ano novo estavam criando decretos inúteis?


A quantidade de queijo é realmente imensa. Só os bries são divididos em seis, segundo a região em que são produzidos (ou seja, a diferença, em muitos casos, é mínima ou inexistente, os franceses apenas adoram criar caso): brie de Coulommiers, brie de Meaux AOC, brie de Melun AOC, brie de Montereau, brie de Bangis e brie fermier (ou brie « da fazenda »). Um queijo receber o carimbo AOC (Appellation d'origine contrôlée) significa que ele é autêntico, que seu nome tem autoridade, ou seja, um brie de Meaux foi realmente produzido em Meaux, « à la Meaux » (isso também acontece com os vinhos, mas essa história fica para outra coluna).

Os queijos azuis são em torno de 20 (nem todo queijo azul é gorgonzola e roquefort)!
O ex-presidente francês Charles de Gaulle (aquele mesmo que tem seu nome por toda parte), soltou uma pérola certa vez: « Como vocês querem governar um país onde existem 365 variedades de queijo? ». Desde então, alguns outros devem ter sido registrados.

Vocês podem estar pensando: é, eles são loucos mesmo, fazer tanto queijo! Mas queijo é bom! Loucura é criar decretos para algo que cabe à epistemologia. Loucura de verdade é produzir quase 400 tipos de queijo e não conhecer requeijão nem catupiry.

.

domingo, 26 de novembro de 2006

Esses franceses são loucos - parte VIII

Coelhos não são adoráveis ?


Sim, eles são. A prova está logo abaixo:





Claro, mais uma vez esses franceses loucos não pensem assim. Jamais vi tamanha exposição da atrocidade praticada com criaturinhas tão fofas. Nem Annya, uma demônia com incurável fobia de coelhos, nunca expôs sua perversidade desta forma.


Ok, já sei, alguns desavisados de minha nova versão francofóbica talvez venham a querer argumentar que no Brasil e no resto do mundo come-se carne de coelho. Certo, fazer o quê? eu respondo, é da natureza humana aniquilar o mais fraco com a desculpa da "sobrevivência" (versão super-alter-ego-descontrol on :P). Entretanto, no Brasil, não se vê em cada esquina pobres coelhinhos extintos que fazem seu estômago revirar, expostos chez les si honorables bouchers pendurados pelos pés inertes... Ou, em qualquer supermercado, em reles embalagens descartáveis, sem pele, sem suas orelhas pontudas, com as vísceras expostas...


Eu iria colocar aqui algumas fotos da atrocidade, mas só faria com que pessoas sensíveis passassem mal (e sim! se você não passa mal ao ver um troço desses, você é um insensível! huahuahuahuahua), então deixa para lá... Mas acreditem quando eu digo: é pavoroso. Mesmo assistindo O Cálice Sagrado.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Pestinhas

Tinham de se enfiar na frente da câmera... Aff, exibicionistas...

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Esses franceses são loucos - parte VII

Os franceses na direção


Em Paris há uma quantidade impressionante de barbeiros. Parte dos motoristas até pára diante de uma faixa de pedestres se tem um querendo atravessar, mas isso faz parte de uma mentalidade não só francesa, mas européia em geral, que respeita o pedestre (e, geralmente, até incentiva a andar de metrô, bicicleta, etc. - tudo para evitar congestionamentos e preservar o ambiente) - ou seja, se alguns parisienses fazem isto de bom, o mérito não é deles!


Por outro lado, se o sinal está aberto para pedestres e não tem nenhum atravessando no exato instante em que eles se encontram próximos, eles vão passando. Mas isto não importa, o fato é que a maioria é louca ao volante! As empresas no exterior de aluguel de carros deveriam ter uma cláusula nos contratos, se for para alugar a um parisiense, custa o triplo!


E eles estacionam em qualquer lugar, de qualquer jeito; nas áreas de sinalização, nas esquinas, sobre as calçadas; quando param no lugar devido a distância entre os carros é de um palmo!!! Eu não estou brincando. Já até parei para olhar alguém manobrando: o motorista simplesmente empurrou « delicadamente » o carro de trás como se fosse normal, até conseguir sair. Comecei a prestar atenção e muitos carros estão danificados (para não dizer ferrados) junto aos faróis.


Assim como é normal encontrar uma quantidade absurda de dejetos caninos nas calçadas, também é comum ver pessoas andando de scooters e mesmo motos sobre elas, em concorrência com os pedestres (e chiens).


O trânsito ao redor do Arc de Triomphe da Place de l’Étoile talvez seja o maior exemplo da bizarrice do trânsito em Paris. Lá foi construído uma rotatória com acesso a 12 avenidas, isso mesmo, 12! Essas avenidas se irradiam em uma pretensa estrela em volta da praça, daí o nome. No começo e retorno das férias e dos feriados ou quando há greve do transporte público (mais freqüente do que se pode imaginar) a situação é completamente caótica.




(Não achei uma foto com tráfico, mais acho que dá facilmente para imaginar o que se torna a área com engarrafamentos e maus motoristas, certo?)


*

Recapitulando : a cidade é cara, suja, as condições de moradia são ruins, a burocracia é enlouquecedora, a maioria da população é grosseira, muitas pessoas não são nada limpas, a tv é ruim, é arriscado comer fora, a água é estranha. Dizem que Paris é uma cidade com uma efervecência cultural impressionante; ok, nisso eu concordo, embora quantidade não signifique qualidade...

Enfim, "cidade luz" ???


*

"Du mein Berlin, Berlin, du Perle an der Spree / Wer dich erst kennt, Berlin, der sagt dir nie adieu / Denn deinem Zauber kann man niemals mehr entflieh'n / Du mein Berlin, Berlin, Berlin …"

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Esses franceses são loucos - parte VI

A água pesada de Paris


Neste momento, sou uma pessoa extremamente ressecada. Não ressentida (só se for comigo mesma por ter ficado fissurada por essa cidade sem conhecê-la e agora querer tacar fogo nisso aqui, hehehe), ressecada mesmo.


Até a água de Paris é horrìvel!!! Não, eu não estou brincando e nem enlouqueci de vez. Paris têm uma água extremamente calcária, que faz você sair do banho sentindo sua pele repuxar. Agora entendo a relevância da existência de água termal em spray, sem isso você adquire rugas pelas pròximas décadas! Meus bem cuidados cabelos??? Ra-ra-ra (bom, é melhor rir para não chorar)



Beber água de torneira? No way!!! E depois é nos trópicos que não se pode fazer isso, com taaaaantas doenças... Esta terra, tão avançada, criou um fantástico mercado de perfumes porque a maior parte do povo não toma banho direito! (e se tacar na parede gruda!)

E faz tantos vinhos porque não pode tomar esta água! E cosméticos porque são necessários depois de lavar o rosto com essa mesma água! (e se alguém me disser que isso é frescura é porque já têm rugas suficientes)


*

Ultimo episódio de Gilmore Girls nos EUA (e se os franceses os odeiam, eu quero mais é ir trabalhar lá!): Lorelai e Chris em Paris, ele a pede em casamento com a torre Eiffel ao fundo. What a hell??? É exatamente por esse tipo de imagem que as pessoas sonham com essa cidade suja, cara e cheia de gente fedida!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Esses franceses são loucos - parte V

De pombos gordos e franceses


Que pombos são bichos nojentos e transmissores de doenças as pessoas de bom senso sabem. Claro que os parisienses, mais uma vez, fogem à regra (ah, a tão descuidada higiene...), e vivem alimentando as criaturas.


Até aí normal, afinal, quem já não viu pessoas atirando algumas migalhas a essas criaturinhas morféticas... Mas não aqui, onde os pombos são super-alimentados. Dizer que os pombos são roliços é pouco; eles são gordos, imensos!!! E preguiçosos!!!


Esses ratos com penas estão tão acostumados ao contato com as pessoas que, cena básica, ao fingir chutá-los, eles nem saem voando (aliás, os pombos mal voam por aqui). Continuam rodeando seus pés. Quando se chega ao ponto de chutá-los realmente - algo extremamente reconfortante -, no máximo eles dão uns pulinhos para o lado...


E os miseráveis estão em toda parte! Até dentro de algumas padarias ou lojas, mesmo em um McDonald's! Como eles conseguem entrar, sabe-se là, o detalhe é que ninguém se esforça para tirá-los do lugar !!!


*

Onde encontrar chumbinho por aqui ? huahuahuahuahua. Acabar com alguns pombos e melecar parisienses.... que dia maravilhoso seria! :D


*

De pombos a cachorros...


Ok, muitos cachorros são fofinhos, eu adoraria ter um sharpei (até sentir seu cheiro nauseabundo), mas isto aqui é um absurdo!


Apesar de uma lei que afirma que se uma pessoa não recolher a caca do seu animal deverá pagar € 180 ou algo assim, você deve prestar atenção por onde anda. O pior é o metrô... Sim, os cães entram no metrô. E não somente poodles ou chiuauas, mas imensos bergeres! :o


Não é difícil você se surpreender ao ver um punk ou algo que o valha entrar no metrô com dois cães imensos, fedidos (é, sou intolerante com fedor mesmo!) e, posso imaginar, pulguentos. Difícil advinhar quem tomou banho mais recentemente.


*

Ok, hoje o texto não està engraçado, mas experimenta conviver com isso diariamente... morar nesta cidade me tirou qualquer vontade de conhecer o resto do país.


*

Os europeus têm uma frase corrente para falar de seu continente: o problema da Europa é a França. Já os franceses dizem que o problema da França é Paris.

Onde eu vim me meter ?

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Esses franceses são loucos - parte IV

Os franceses e as BD ("bande dessinée", pois ao contrário do que se pode imaginar, HQ não é universal!)


- Donald é muito, mas muito mais rabugento do que nas adaptações/traduções no Brasil.


- O Zé Carioca deles chama-se Michel Souris (Michel=Michael=Mickey "Rato", quanta criatividade, não?). Ele é extremamente chato, avesso à tecnologia, idolatra o Mickey e vive perseguindo-o. Suas histórias são as piores dos gibis e parecem um reflexo do comportamento francês. Aaaahhh, exagero meu, Michel Souris é um idiota atrapalhado, não é grosso.



(Michel Souris : "Haha! O que você acha do meu Mickeymóvel?". Mickey: "Eu acho que nós estamos ridículos.")




- Huguinho, Zezinho e Luisinho, pobrezinhos... receberam nomes muito, mais muito gays: Riri, Fifi e Loulou.

Como estes patinhos poderiam se tornar patos bem ajustados em Patópolis com esses nomes? What a hell?


- Continuando com a super criatividade francesa nesta área... As duas principais cidades das histórias em quadrinhos Disney são Donaldville et Mickeyville. Uau!!! That's super!


- O Tio Patinhas é tão "tarado" pela n° 1 que ela é chamada de "sous-fetiche". :D


*

Aff... que faltam fazem os gibis do Cebolinha e da Magali...