sábado, 10 de outubro de 2009

Roteiro para Paris - dia 4

Os últimos três dias foram intensos, mas os must-see já foram. Assim, o último dia pode ficar livre para qualquer interesse mais específico, compras, ou simplesmente relaxar no seu lugar favorito. Algumas sugestões:

 

Musée d’Histoire Naturelle e Grande Galerie de l’Évolution (Estação Jussieu ou Gare d’Austerlitz)



Mais do que um museu com ossadas de dinossauros e grandes animais, o complexo ainda conta com um jardim de plantas interessante e a galeria da evolução é uma ótima opção para quem se interesse por animais ou está com crianças.


 

Musée Rodin (Estação Varennes ou Invalides)

A Angie adora esse lugar, que por si só  encantador, principalmente na primavera e no verão quando os jardins estão no seu auge. As obras são preciosas, e em breve o museu sediará a exposição Matisse & Rodin, de 23/10/09 a 28/02/10.

O ticket para o Musée Rodin garante uma redução no Musée de l’Armée.

 

Musée d’Orsay (Estação RER C Musée d’Orsay)

Imagino que os amantes do Impressionismo coloquem esse museu na margem esquerda do Seine (basta atravessar a Pont Royal a partir do Louvre) já nos primeiros dias da viagem. Se você se interessa por arte, mas não é tão louco por Monet, Cézanne e cia, fica a opção extra.

(existe um passaporte para o Musée d’Orsay e o Musée Rodin)


Muita coisa foi vista: Jardins et Palais de Luxembourg, Panthéon, Quartier Latin, Tour Eiffel, Trocadéro, Champs-Elysées, Grand et Petit Palais, Arc du Triomphe, Île de la Cité com Notre Dame e Saint Chapelle, Louvre, Tuileries, Madeleine, Opéra, Versailles, Musée de l'Armée e Eglise du Dôme, Montmartre, Moulin Rouge, Musée d’Histoire Naturelle e Grande Galerie de l’Évolution, Musée Rodin Musée d'Orsay.


Mas ainda há muito para se ver! 


Se alguém tiver um lugar especial para indicar em Paris que não figure nos outros dias deste roteiro, não hesite em deixar a dica nos comentários :)

 

Bon voyage !

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tempo louco

O tempo está tão doido que nesta madrugada eu corri para a janela me certificar de que era uma chuva estrondosa repentina e não um ataque terrorista. E me digam como se prepara o corpo para 10° numa semana em Paris e 30° em Roma na outra?

 

Mala lotada à vista.

 

Mas acho que só vou acreditar que meus sogros estão vindo quando vê-los no aeroporto.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Roteiro para Paris - dia 3

O château de Versailles (RER C – Versailles Rive Gauche) atrai massas de turistas o ano inteiro, encantados com a memória de uma monarquia entregue ao luxo, o que o torna um dos monumentos mais visitados da França. Vale à pena ir de manhã, o passeio não leva o dia todo e assim  ainda sobra uma boa parte da tarde para se passear novamente em Paris.

O interior do castelo é realmente espetacular:






Mais aqui.

 

Na volta, com o mesmo RER C, descer na estação Invalides. Ok, lá vou eu indicar um museu novamente, mas se você não se interessa pela coleção do Musée de l’Armée, nem passa pela sua cabeça olhar armaduras, uniformes militares, sabres, canhões e chapéus do Napoleão…





Não deixe de visitar a Église du Dôme. É uma das construções mais bonitas da cidade, com um interior maravilhoso.





E a tumba do imperador está lá.




A esta altura deve estar se aproximando o final da tarde, e ainda se pode ter uma boa vista da cidade a partir das escadarias de Montmartre.




Depois de visitar a igreja, aproveitando a ida até o XVIIIe arrondissement, o célébre Moulin Rouge aguarda na estação Blanche.



E isto para o dia 3. Continua…

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Roteiro para Paris - dia 2

Um passeio pela Île de la Cité logo de manhã, subindo as torres de Notre-Dame (estação Cité ou Saint-Michel Notre-Dame) para ver as gárgulas de perto e admirar a paisagem (aviso aos claustrofóbicos: esqueçam esta parte e vão direto olhar os vitrais da igreja) e, quem sabe, descer até a cripta. Este é o coração da cidade, abriga os prédios mais tradicionais da capital e vale um passeio por suas ruas, vendo os bouquinistes (vendedores de livros antigos e postais) nas bordas do Seine. Pelo caminho vocês encontrarão a Sainte Chapelle (mas eu acho que o preço definitivamente não vale a visita) e na famosa Pont Neuf podem atravessar e já quase estarão no Louvre.




O Louvre dispensa apresentações, e é impossível conhecê-lo em apenas 1 visita. Além dos chefs-d’œuvre do museu, a Monalisa (ou Joconde, como os franceses chamam), a Vênus de Milo e a Vitória de Samothrace, adoro as alas dedicadas aos apartamentos de Napoleão III, à Renascença italiana, às pinturas flamengas, às esculturas gregas, ao Egito…




E o exterior do museu também é maravilhoso, com a grande Pirâmide o pequeno Arco do Triunfo.



Em seguida, pode-se caminhar pelos jardin des Tuilleries até a Place de la Concorde, com o obelisco. Les Tuileries é um bairro de Paris perfeito para se passear (o nome deriva da localização: há séculos atrás era ali que ficavam as fábricas de telhas (tuile) da cidade. Super romântico, n’est-ce pas? :D).

Com tempo de sobra, a rue du Faubourg Saint-Honoré e a rue Saint-Honoré são maravilhosas para compras. A Place de la Madeleine e a Opéra Gernier ficam nas imediações e valem a passagem, assim como a brasserie da Printemps Haussmann com sua famosa cúpula (uma amiga jura que lá comeu a melhor batata gratinada da vida dela).

Um dia cheio, definitivamente. Mas enriquecedor em cada momento (claro que se você fizer a festa na St-Honoré o seu bolso não ficará nada enriquecido… seu closet, em compensação…)

 

Continua…


domingo, 27 de setembro de 2009

Roteiro para Paris - dia 1

Paris é uma cidade que você pode visitar tranquilamente por 1 mês e terá coisas para ver o tempo todo. Mas quatro ou cinco dias são suficientes para se conhecer os pontos mais destacados da capital francesa.

Fazer um roteiro padrão é complicado, porque qualquer planejamento deve atentar para as preferências individuais – eu adoro museus, mas sei que tem pessoas que vão ao Louvre para ver a Monalisa e that’s it. Então são sugestões baseadas no que eu não canso de visitar quando viajo à Paris, ou no que não se pode perder. 

Procurei selecionar mais ou menos segundo a área das atrações, para se poder andar entre elas, porque a melhor forma de se conhecer Paris é a pé. As ruelas da cidade sempre reservam surpresas, seja uma construção interessante ou uma boutique diferente, principalmente na Île de la Cité.

O post, ainda que resumido a quatro dias, ficou imenso, então vou postá-lo aos poucos :)

 

Dia 1

Jardins de Luxembourg (estação: Luxembourg)



Fontaine de Médicis


Meu lugar favorito em Paris. Além de ser um lugar belíssimo, especialmente na primavera, é um refúgio da agitação e da massa de turistas. Poder sentar ao ar livre para ler um livro, comendo um croissant, faz de Luxembourg um bom ponto para se relaxar.

Pertinho dos Jardins fica o Panthéon, no centro do Quartier Latin. E a  inscrição na fachada já diz tudo: « Aux grands hommes, la Patrie reconnaissante » (Aos grandes homens, a pátria reconhecida), trata-se de um monumento que homenageia as grandes figuras da história francesa. Os corpos de Rousseau, Voltaire e Victor Hugo, para citar apenas alguns, repousam no Panthéon (e o interior do prédio é muito interessante, vale a visita).




Continuando o mergulho na história francesa, depois da visita ao Panthéon andar pelo Quartier Latin e ver a Sorbonne (Université de Paris 1), a prefeitura do arrondissement, o Lycée Henri IV

Em seguida, pegar o RER C em St Michel Notre-Dame ir até a torre mais famosa do mundo (ou Pisa ganha?), estação Champ de Mars Tour Eiffel.



Depois de decidir se vale a subida ou não, caminhar até o Trocadéro, um palácio um tanto… eclético.

De lá, se as pernas ainda não estiverem pedindo para você voltar ao hotel e se esquecer de que está em Paris, caminhar até a Champs-Elysées (ou pegar a linha 6 do metrô e descer direto no Arco do Triunfo, estação Charles de Gaulle Étoile). E a Champs-Elysées é uma ótima pedida para o começo de noite, pois você pode comer alguma coisa (as opções são muitas, restaurantes, Mc Donalds, Paul, Brioche Dorée – mas lembre-se, a loja mais próxima do Arco é aqueeeela do rato, e os crêpes vendidos numa portinha ao lado da galeria em que tem a Starbucks são incríveis – vou tentar me lembrar de anotar o nome do lugar) e aproveitar que as lojas ficam abertas até mais tarde.

O Grand e o Petit Palais ficam ali do lado, e sempre abrigam exposições interessantes. Para completar, o Arc du Triomphe, no meio da estrela formada pelo cruzamento das avenidas.



Continua...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Not much to talk about…

Não, não abandonei o blog… mas muita coisa para fazer resulta em alguma coisa não recebendo tanta atenção, como vocês bem sabem.

Vejamos… tenho trabalhado na minha tese e preparado alguns passeios que faremos com meus sogros no mês que vem – esta, uma vista muito esperada!!!

Ou seja, posts sobre algumas cidades velhas conhecidas e outras que estou louca para visitar a caminho. Vou aproveitar para finalmente transformar em post o e-mail que eu sempre uso quando me pedem dicas de Paris (porque morar lá me programou a relacionar os lugares com as estações de metrô, e para alguma coisa isso serve).

O verão finalmente acabou. E a batalha entre Häagen Dazs e Ben & Jerry’s resultou em vitória para os de chocolate B&J e todos os outros da HD. Foi necessário muita corrida para queimar o tanto de sorvete consumido por aqui. 

O que mais?

Ah, sim, fui irremediavelmente mordida por Edward Cullen. Li os 4 livros em inglês em 5 dias, totalmente catatônica. Ao terminar, o Vinny e o Lumpy me abraçaram: "você voltou para nós, você voltou!!" (ok, depois eu comecei a reler devagar, saboreando, mas em 2 semanas acabou de novo. E ao falar que começaria a ler novamente, "alguém" sugeriu que eu tinha outras coisas para ler. Humpf)

Também estou participando do melhor amigo secreto de que eu já participei. Eu nunca gostei desta brincadeira, mas a conjunção das pessoas certas com o devido grau de entusiasmo ajudou e muito. 

Então os habitués não reparem na ausência, ok? De vez em quando eu dou notícias ;)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Generation Doof

Ontem li trechos de um livro bem interessante: Generation Doof: Wie blöd sind wir eigentlich? (Geração Pateta: o quão idiota nós somos na verdade? em tradução livre). Nele os autores analisam a geração jovem alemã e apresentam alguns relatos bastante surpreendentes.

Uma jovem, tida como o “futuro da Alemanha” pela sua pequena cidade natal, foi uma das entrevistadas – perfeita para o livro, não? Ao longo da entrevista, ela realmente surpreendeu. Foi lhe mostrado um mapa da Alemanha, e perguntaram-lhe onde ficava Berlin. Ela apontou para Bonn, "com certeza!".

Ah, é? Então se Berlin fica aí, onde fica a Polônia? "A Polônia fica no leste, então fica aqui (aponta para o meio da Alemanha)". Você tem certeza de que a Polônia fica no meio da Alemanha? "Ah, acho que não, deve ser aqui (e aponta para a Holanda)".

Resolveram então entrevistar uma universitária, e lhe perguntaram qual a visão dela da sociedade. Basicamente, ela respondeu que os calouros eram muito chatos, mas os veteranos sim eram legais (vejam bem, a visão dela da sociedade se limita à universidade).

E qual a matéria de que você mais gosta e a de que menos gosta?
"Ah, eu não gosto de História, porque eu não quero saber de quem já morreu, o importante é o meu futuro".

E qual profissão você quer seguir?
Sem pestanejar, ela reponde: "Desempregada!"
Como assim, desempregada?
"É, porque é o máximo ficar sem fazer nada o dia inteiro e receber o seguro-desemprego do governo!"

Mas a jovem pensou um pouco e mudou de idéia: “Não! Já sei o que eu quero ser: mega star!!! Já imaginou que legal? Um monte de gente atrás de mim?".

Quase inacreditável. E, cerca duas horas depois, no metrô, um rapaz tendo escutado eu e o Vinny falando em português (e falávamos baixo, porque eu tenho pavor de quem fica falando alto, especialmente em outro idioma), sorridente, perguntou:

“Que  língua vocês estão falando, é bonita, o que é? Russo?”
Não.
“Polonês?”
Não.
“Francês?” Não.
“Espanhol???”.
Golpe de misericórdia, o Vinny fala: Português.
“Ah, português, que legal! Vocês vêm de Portugal então, de que cidade, Bucareste?"
Não, Bucareste fica na Romênia.
"É mesmo? E qual a capital de Portugal?"
Lisboa.
"Unh… tem bastante mar por lá, né?".
É, tem sim.

Então, enquanto no Brasil tantos jovens acham bonito ser marginal, na Alemanha muitos fazem uma apologia da mediocridade e acham bonito ser inculto, orgulhando-se de não conhecerem Goethe ou Shakespeare.

Manter as expectativas baixas a respeito dos outros é uma coisa. Já ter de encarar isso… é lamentável. E é essa geração que será "responsável" em poucos anos. Medo, medo…


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um a mais

Eu realmente curto aniversários (menos a parte de ficar mais velha, claro). Não comemoro natal, hanukkah ou kuanza, e também não dou muita importância a datas artificialmente criadas para aumentar o número de vendas dos cartões da Hallmark. Mas aniversários… gosto de felicitar as pessoas e presentear, acho importante ter um dia « só seu ». São momentos especiais e que merecem ser comemorados, afinal, a vida é finita e eu quero aproveitar cada ano dela que me resta.

Acontece que esse ano para mim assinala o último na casa dos 20. Yep.

Eu sei que fiz muita coisa até agora. Tenho um marido maravilhoso que é tudo para mim, um purple baby elephant que é a alegria do mundo, amigas especiais cuja convivência me faz um bem enorme, pessoas que eu adoro e com quem posso contar (mesmo com um oceano entre nós). Estou na reta final do meu doutorado, viajei muito, li mais ainda. Tenho planos, muitos.

Sei também que estou melhor a cada ano, física e emocionalmente (eu não acreditava, mas realmente aquele vulcão está cada vez menos ativo).  Mas… falta apenas um ano para o big 3-0. E eu me deparo no espelho à procura de rugas que não existiam antes (qualquer semelhança com Ally McBeal é mera coincidência, para o alívio de todos os envolvidos eu sou um pouquinho menos neurótica. Um pouquinho). 

Obrigada a todos que telefonaram, enviaram cartinhas, e-mails, declarações no MSN e presentinhos fofos. I ♥ you all.




Até a ressaca de ficar mais velha passar, people (e por favor, tenham a gentileza de evitar o termo balzaquiana perto de mim, sim? Estou sen-sí-vel).


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Choose to be kind

Vi este este vídeo tão meigo e fiquei pensando no quanto todos poderíamos ser melhores (sem contar o mundo) se seguíssemos a sugestão dessa garotinha. Irritação, frustração, encheção de saco fazem parte da vida, mas se pudermos escolher, por que não ser gentis?




Se não der, ainda tem a "terapia do sorriso". Quando alguém te falar uma bobagem monumental ou for grosseiro, não fale nada, simplesmente sorria, sorria um sorriso forçado. Requer treino, mas a cara de quem recebe isso é impagável.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Verão

Acho que eu já mencionei de passagem que o povo daqui mal pode ver um solzinho e já se joga na grama para fazer a fotossíntese. Então vocês podem imaginar como é no auge do verão: os parques e as bordas do rio ficam cheios de pessoas para tomar sol, cerveja (claro), ler e dormir. 

Uma amiga, certa vez, estranhou as pessoas deitadas em cadeiras "de praia" na borda do Spree. Er… no Brasil as pessoas fazem isso na frente do mar, a diferença não é grande. Aqui não se nada, mas ao menos não há areia. Acho a troca bastante justa :D







E eu, já clamando pelo inverno neste calor pavoroso, fujo do sol, acabo com o estoque de protetor solar e água termal, aproveito para visitar os museus, menos cheios (e sem sol, claro), e tomo sorvete até enjoar. 


Decididamente eu não sirvo para viver nos trópicos. Até esse "calorzinho" acaba comigo. So-cor-ro!